Educação em casa
Leiam sobre educação em casa aqui.
Deixo-vos este link para tantos outros que possibilitam a ajuda para quem quiser ajudar de alguma forma os que sobreviveram ao terramoto no Haiti.
A propósito disso, lançamos hoje a parte II da nossa campanha de solidariedade iniciada o ano passado.
Participem!
Escrito pelo Topas às 15:03 0 comentários
Mas o facto é que o mau tempo está aí!
Mau tempo em Rio Tinto
Metro do Porto - Estudo de impacte ambiental viabiliza traçado à superfície ou enterrado no Parque da Cidade (Expresso.pt)
Escrito pelo Topas às 16:43 0 comentários
... não houve gatos pretos, nem espelhos partidos!
Mas houve leitura de notícias.
Fiquei a saber que a diminuição de cogumelos pode afectar a saúde de plantas como o castanheiro! Ora leiam a notícia:
Bragança, 11 Nov (Lusa) - A diminuição de cogumelos silvestres nos últimos anos devido ao tempo seco pode afectar a saúde de espécies como o castanheiro, o chamado "petróleo transmontano", que tem nos fungos uma das suas principais defesas naturais.
O alerta foi deixado hoje num fórum internacional de países produtores de castanha por uma investigadora do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Anabela Martins, que ressalva que "a situação ainda não é dramática, mas se se prolongar pode ter algum efeito".
Os fungos têm um papel protector das raízes de várias espécies de plantas, sendo garante de nutrientes, água e protecção contra doenças como a tinta ou o cancro no caso do castanheiro.
Escrito pelo Topas às 17:58 0 comentários
Mais um nobel da Paz:
Presidente dos Estados Unidos premiado
Nobel da Paz para Barack Obama
09.10.2009 - 10h01 PÚBLICO
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu hoje o Prémio Nobel da Paz "pelos esforços diplomáticos internacionais e cooperação entre povos". Obama "acolheu com humildade a selecção do comité", disse o assessor de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs.
"O comité deu muita importância à visão e aos esforços de Obama com vista a um mundo sem armas nucleares", declarou o presidente do comité, Thorbjoern Jagland. "Só muito raramente uma pessoa conseguiu como Obama capturar a atenção do mundo e dar às pessoas esperança para um futuro melhor", afirmou ainda o comité, avaliando que “a diplomacia [de Obama] é fundada no conceito de que aqueles que lideram o mundo têm de o fazer tendo por base valores e atitudes que são partilhados pela maioria da população mundial”.
Quando o jornalista da agência Reuters comentou com David Axelrod, um dos principais conselheiros de Obama, que muitas pessoas no mundo estavam estupefactas com o anúncio, este respondeu "Como nós".
Obama fez do desarmamento nuclear topo das prioridades da sua política externa – nomeadamente relançando negociações com a Rússia e fazendo mexer o tabuleiro internacional no sentido de pressionar as duas consensuais “potenciais ameaças” nucleares (Irão e Coreia do Norte) – além de vir a envidar esforços de monta para reactivar o processo de paz no Médio Oriente. No mês passado liderou a histórica reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas em que foi aprovada de forma unânime uma resolução instando os países dotados de armamento nuclear a reduzirem esse poder bélico.
Mas, apesar dos ambiciosos objectivos internacionais, o Presidente norte-americano ainda não conseguiu romper o impasse nas negociações entre israelitas e palestinianos, tão pouco obteve quaisquer resultados no que toca ao polémico programa nuclear iraniano. A par disto tem pela frente muito difíceis escolhas a fazer nos terrenos de guerra em que os Estados Unidos estão envolvidos, à cabeça sobre a forma como conduzir a guerra no Afeganistão.
Dotado de um poder oratório e magnetismo pessoal incomuns, Barack Obama, 48 anos, tem vindo a ganhar ao longo dos quase nove meses em funções como Presidente uma vaga de simpatia e apoio por todo o mundo – apesar de os críticos apontarem dúvidas se existe verdadeira substância nas suas inspiradoras declarações de boas intenções.
Advogado de formação (estudou em Harvard e trabalhou muitos anos na defesa dos direitos cívicos), Obama fez história ao tornar-se no primeiro chefe de Estado negro dos Estados Unidos ao derrotar, a 4 de Novembro de 2008, o candidato republicano John McCain; mas já vinha electrizando o país desde quatro anos antes, quando discursou na convenção dos democratas sobre a confiança em si próprio e o sentimento de inspiração que o norteia. Tornou-se desde logo uma das mais visíveis figuras políticas em Washington, amplamente elogiado pelos media, e publicou dois livros que foram êxitos brutais de vendas, incluindo “The Audacity of Hope”.
Senador desde 2004, eleito pelo Illinois (onde antes cumprira dois mandatos, a partir de 1996, como senador estadual), é filho de um queniano, um pastor de cabras que ganhou uma bolsa de estudo numa universidade do Hawai, e de uma branca norte-americana do Kansas. Nasceu no Hawai mas viveu também em Jacarta, entre os seis e os dez anos de idade, após a mãe se casar com um indonésio e, depois disso, regressou à terra natal onde cresceu junto com os avós maternos. A narrativa pessoal da história de vida de Obama é muito feita desta experiência de crescimento em ambientes culturais diversos e dos exemplos familiares que reflectem os ideais norte-americanos.
Houve um recorde de 205 nomeações este ano. Entre os nomeados estava o primeiro-ministro do Zimbabwe, Morgan Tsvangirai, e um dissidente chinês. O prémio será entregue em Oslo a 10 de Dezembro, data da morte do seu fundador, o industrial e filantropo sueco Alfred Nobel.
Escrito pelo Topas às 12:41 0 comentários
Foi o primeiro título absoluto a nível mundial conquistado no escalão sénior pela canoagem portuguesa. Ainda assim, o feito de Beatriz Gomes - medalha de ouro em K1 - não mereceu por parte da Comunicação Social a atenção que se justificava. "Sinto tristeza e vergonha pelo facto da imprensa escrita e da televisão pública não terem dado o devido relevo a uma prova onde uma atleta portuguesa conquistou uma medalha de ouro. Vi o Telejornal e nem sequer foi 2ª, 3ª, 4ª ou 5ª notícia. E sou obrigado a denunciar uma situação que me foi comunicada: dirigentes da estação pública, que é paga com os nossos impostos, pediram 25 mil euros para transmitirem imagens de uma prova que é um campeonato oficial, organizado pelo Estado. É uma vergonha!", denunciou Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Gaia, durante a cerimónia de encerramento dos Mundiais de Canoagem, realizados em Crestuma, Vila Nova de Gaia.
O evento, que decorreu de 16 a 20 de Setembro, recebeu elogios de todos os quadrantes nacionais e internacionais."A organização de Gaia não desapontou. Foi um grande êxito, com muita hospitalidade e camaradagem. Traduziu tudo aquilo que pretendíamos", salientou José Lopéz, Presidente da Federação Internacional de Canoagem. No próximo ano, os mundiais serão realizados em Espanha.
A selecção portuguesa conquistou cinco medalhas, sendo de destacar a de ouro de Beatriz Gomes, em K1. A atleta foi também medalha de bronze, com Joana Sousa, em K2. No sector masculino, José Ramalho conquistou o bronze, em K1. Nos sub-23, Fernando Pimenta foi medalha de prata, igualmente em K1. O "medalheiro" português completou-se com o 3º lugar colectivo, atrás da Espanha (vencedora) e Hungria.
"Estou muita satisfeita com estes resultados. Em K2, a medalha era um pouco incerta mas quer eu quer a Joana trabalhámos bem e o facto de ouvirmos o nosso nome durante toda a prova ajudou muito. Agora, as minhas atenções centram-se na equipa de pista e nos Jogos Olímpicos de Londres", afirmou Beatriz Gomes, Campeã do Mundo.
A canoagem portuguesa, só este ano, conquistou 14 medalhas em Campeonatos da Europa e do Mundo. Recentemente, recorde-se, Joana Vasconcelos sagrou-se Campeã do Mundo Júnior, em K1 (500), e Vice-Campeã do Mundo, em K1 (1000), na competição que se disputou em Moscovo, na Rússia.
Retirado do site da Câmara Municipal de Gaia
Escrito pelo Topas às 15:20 0 comentários
Animais: Associação denuncia que aviário da Hy-Lin corta vivos 150 mil pintos machos por dia
Quinta-feira, 33 de Set de 2009
Washington, 02 Set (Lusa) - Uma associação norte-americana de defesa dos direitos dos animais denunciou o tratamento dado aos pintos machos no maior aviário de galinhas poedeiras do país, em que estes animais são cortados vivos ao ritmo de 150 mil por dia.
No portal online da organização "Mercy for Animals" (Compaixão pelos animais), um vídeo com imagens captadas por uma câmara escondida no aviário Hy-Line em Spencer, no estado norte-americano do Iowa, mostra centenas de pintos machos, com apenas um dia de vida, a serem atirados em massa para as passadeiras rolantes que os encaminham directamente para uma trituradora gigante.
Segundo a associação, os pintos machos são destruídos, à razão de 150 mil por dia ou 30 milhões por ano, porque não podem pôr ovos nem crescem com a rapidez necessária para que se possa explorar a sua carne de forma rentável.
Em comunicado, o grupo Hy-Line International, um dos líderes mundiais de produção de galinhas poedeiras, reconhece que o vídeo filmado entre o fim de Maio e início de Junho "parece mostrar práticas inapropriadas que transgridem a política de bem-estar dos animais" definidas pelo grupo.
"Lançámos de imediato uma investigação apesar de ser preferível que sejamos informados destas possíveis violações no momento em que elas acontecem", afirmou o porta-voz da empresa, Tom Jorgensen.
"Depois da nossa investigação, se se apurar que o nosso código ético foi violado, o funcionário ou funcionários envolvidos serão punidos", disse ainda a companhia, que detém sete aviários nos Estados Unidos e que diz possuir o maior 'stock' de galinhas poedeiras do mundo.
Segunda a "Mercy for Animals" (Compaixão pelos animais), "o desprezo cruel pelo bem-estar dos animais desta fábrica não é um caso isolado. As condições mostradas no vídeo são usuais e completamente aceites na indústria da produção de ovos".
A associação reclama que as 50 cadeias de supermercados mais importantes dos Estados Unidos ponham um aviso nas suas caixas de ovos, advertindo que "os pintos machos são cortados vivos pela indústria de produção de ovos".
NYD.
Lusa/fim
Escrito pelo Topas às 12:39 0 comentários
Menos carros, menos consumo de combustível.
Menos emissões de CO2.
Menos poluição.
Menos stress em filas de trânsito.
Resumindo: melhor ambiente para todos e em todos os aspectos.
Os cabeçalhos dos jornais dizem tudo: Motos 125cc esgotam desde que entrou em vigor a lei que permite ao automobilista conduzir as mesmas, sem ser necessário tirar nova carta.
Yupi, já posso ir dar uma voltinha de scooter.
Escrito pelo Topas às 12:28 0 comentários
Olha o meu Rio:
Castelo de Paiva, 08 Ago (Lusa) - Duas entidades preocupadas com a poluição do Rio Paiva anunciaram hoje que vão denunciar os responsáveis pelas descargas poluentes nesse curso de água.
O movimento "SOS Rio Paiva" e a Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico e Cultural de Castelo de Paiva vêm recolhendo provas de descargas ilegais em vários pontos do rio e querem acabar com a "impassividade institucional" quanto ao estado em que se encontra aquele que já foi considerado o rio mais limpo da Europa.
Sérgio Caetano, que integra o movimento "SOS Rio Paiva", afirma: "A própria Câmara Municipal de Castelo de Paiva efectua descargas poluentes para o rio e já assumiu isso, mas comprometeu-se esta semana a resolver a situação em 90 dias. O problema é que não é só a Câmara a fazê-las e as entidades responsáveis têm ignorado os nossos ofícios a alertá-las para a situação".
Por parte da autarquia, as duas entidades de defesa do Rio Paiva vão esperar que a intervenção anunciada de concretize: "A ETAR [estação de tratamento de aguas residuais] de Vila Nova de Paiva está a fazer descargas no rio, mas a Câmara diz que a culpa é de ligações ilegais ao saneamento e o presidente comprometeu-se a fiscalizar casa a casa para eliminá-las".
Castro D'Aire e Arouca são outras duas autarquias a que Sérgio Caetano atribui responsabilidades pela poluição do Paiva, através de descargas que as duas entidades de defesa desse rio se propõem "comprovar em vídeo", à semelhança do que já fizeram com a ETAR de Vila Nova de Paiva.
"Vamos exigir que os responsáveis autárquicos se mobilizem na defesa e conservação do Rio Paiva como património natural que é", garante Sérgio Caetano, "e pressionar também o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, e o Ministério do Ambiente, que têm ignorado os ofícios que lhes andamos a enviar há mais de um ano".
"Em Vila Nova de Paiva, aquilo não era um rio", recorda o mesmo responsável. "Era um esgoto. Foi do pior que vi até hoje e vamos acusar estas entidades todas de serem cúmplices disso".
O Rio Paiva nasce na Serra da Nave, no concelho de Moimenta da Beira, e desagua no Rio Douro, em Castelo de Paiva. Na zona da Ponte da Bateira, as suas águas são captadas para abastecimento público pela empresa Águas do Douro e Paiva, da qual dependem municípios como os de Castelo de Paiva e Cinfães.
Classificado como Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000, é local de desova de trutas e dele depende a sobrevivência de espécies como a Salamandra Lusitânica, o Lagarto-de-água, a Lontra, o Mexilhão-de-rio e a Odonata, entre outras espécies animais e vegetais raras no mundo.
AYC
Lusa/Fim
Escrito pelo Topas às 12:43 0 comentários
Pude ler no Expresso:
Lisboa, 10 Ago (Lusa) - O secretário de Estado do Ambiente considerou hoje que o novo regime jurídico de deposição de resíduos é mais um passo em frente para impedir que resíduos com potencial de reciclagem e valorização acabem nos aterros.
O novo regime jurídico de deposição de resíduos em aterro, publicado hoje em Diário da República, prevê a minimização da deposição em aterro de resíduos urbanos biodegradáveis que tenham potencial de reciclagem e valorização.
"Este novo regime simplifica o licenciamento, mas ao mesmo tempo cria mais obrigações de monitorização dos lixiviados e do acompanhamento e análises que um aterro tem que ter", explicou Humberto Rosa à agência Lusa.
O secretário de Estado do Ambiente destacou também o facto de este novo regime prever que, no futuro, as revisões de licenciamento de cada aterro estejam dependentes da proibição da deposição de certos materiais recicláveis.
"O que queremos é uma política de resíduos que tenda a penalizar crescentemente que aquilo que pode ser reciclado acabe por ir parar ao aterro", frisou o governante, lembrando que o objectivo é que "no futuro existam aterros nos quais não se admita qualquer tipo de material reciclável ou então apenas em circunstâncias especiais".
Quanto à concretização dos objectivos estabelecidos na nova legislação - reduzir até Julho de 2013 os resíduos urbanos biodegradáveis destinados a aterro para metade da quantidade total, em peso, dos produzidos em 1995, e em 35 por cento até Julho de 2020 -, Humberto Rosa mostrou-se "confiante".
"Era impossível concretizar estas metas em 2009, como estava previsto. Em 2013 e 2020, com as unidades de valorização que estão a ser feitas país fora, algumas já inauguradas, como no Alto Alentejo, teremos todas as condições para alcançar esses objectivos", assegurou.
O decreto-lei estabelece a existência de três tipos de aterro, para resíduos inertes, não perigosos e perigosos.
Os resíduos líquidos e os que são, nas condições de aterro, explosivos, corrosivos, oxidantes, muito inflamáveis ou inflamáveis não são admitidos em aterros.
A esta lista juntam-se ainda os resíduos hospitalares e os pneus usados com diâmetro exterior inferior a 1400 milímetros, refere ainda a legislação.
Dos requisitos técnicos dos aterros fazem parte os referentes à localização, controlo de emissões e protecção de solo e das águas, estabilidade, equipamentos, instalações e infra-estruturas de apoio, bem como os referentes ao encerramento e à integração paisagística.
A inspecção relativa à verificação do cumprimento desta lei compete à Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAOT).
SK/SB.
Lusa/Fim
Escrito pelo Topas às 12:39 0 comentários
O verde exuberante do carvalho-alvarinho do Noroeste de Portugal
desapareceu neste Verão. Copas secas, folhas reduzidas ao esqueleto
das nervuras, bosques de folhagem castanha como se tivesse chegado um
Outono prematuro: estes são os sinais e o panorama deixados por uma
praga de insectos que nunca havia atacado as florestas portuguesas com
semelhante intensidade. Em Lafões e Celorico de Basto, onde
prosperavam estes carvalhais já praticamente não se encontra uma só
destas árvores ainda saudável.
O agente biótico responsável por este enorme dano ecológico é um
insecto chamado "Altica quercetorum" (em vernáculo, "pulga" ou
"pulguinha-dos-carvalhos"), filiado na ordem dos coleópteros e na
família dos crisomelídeos. Uma vez sobre um hospedeiro, consome com
voracidade o parênquima foliar, isto é, os tecidos vivos entre as
epidermes e as nervuras das folhas. Quando encontra boas condições
biofísicas -- invernos pouco húmidos, muita insolação -- atravessa uma
explosão demográfica e, para alimentar as suas imensas coortes, chega
a devorar mais de 95% da folhada das árvores, deixando-as incapazes de
fotossintetizar e de respirar devidamente. Não raras vezes chega a
ganhar alento para atacar também outras espécies como carvalhos-
pardos, sobreiros, cerquinhos, amieiros, aveleiras e salgueiros.
Embora o pulgão-dos-carvalhos, por si só, dificilmente consiga matar o
hospedeiro, o facto é que o debilita de um modo que o deixa vulnerável
a toda a sorte de agentes patogénicos letais.
Abundante no centro e sul da Europa, foi encontrada pela primeira vez
em Portugal em 1896, sem causar motivos para alarme. Durante o século
XX e por todo o continente europeu raras vezes suscitou preocupações:
as maiores infestações jamais notadas eram, até 1985, um ataque de 10
hectares na Alemanha e outro de 100 hectares na Áustria. No início dos
anos 1990, porém, soou o alarme na Galiza: invernos anormalmente secos
fizeram disparar uma onda de pragas desta "pulguiña do carballo" (como
é chamada em terras galaicas) -- só no ano de 1993 mais de 8000
hectares de carvalhal foram atingidos, causando estragos sem
precedentes. Desde então os ataques reiteraram-se, ao ponto de a Xunta
de Galicia reconhecer esta praga como um exemplo acabado de
perturbação ecológica fomentada pelas alterações climáticas, a
conferir-lhe oficialmente o estatuto de praga florestal, e a incumbir
os serviços florestais públicos de combatê-la.
No território português não foram, até este ano, detectados ataques
que exigissem especiais medidas de defesa fitossanitária. Porém, face
à paisagem confrangedora que em Agosto de 2009 formam os carvalhais
ressequidos de Lafões, urge reconhecer oficialmente a ocorrência desta
praga e encetar, quanto antes, o combate apropriado. Quanto mais cedo
as autoridades florestais o fizerem, melhor hão-de mitigar uma mais
que provável propagação à Beira, à Estremadura, ao Alentejo, e mesmo
nessas regiões o contágio a outras importantes espécies da nossa flora
arbórea.
Pedro Bingre
Referências:
Ana, F.J.F. & M.J. Lombardero (1996): Nuevas aportaciones sobre el
defoliador Altica quercetorum Foudras, 1860 (Col.: Chrysomelidae) en
Galicia. Invest. Agr.. Sist. Recur. For. Vol. 5 (2).
Cortizas & al. (1999): Atlas Climático de Galicia. Xunta de Galicia.
Consellería do Medio Rural (2008) Orde do 16 de maio de 2008 pola que
se declara a existencia da praga da pulguiña do carballo (Altica
quercetorum Foudr.) nalgunhas zonas de Galicia. Diario Oficial de
Galicia.
Para consulta online:
http://recyt.fecyt.es/index.php/IA/article/view/4930/4187
http://www.xunta.es/Dog/Dog2008.nsf/FichaContenido/210D2?OpenDocument
http://www.adn.es/local/vigo/20080515/NWS-2089-Altica-Sober-Xunta-ecologico-desastre.html
http://www.adega.info/index.php?option=com_content&task=view&id=1054&Itemid=2
http://www.sindicatolabrego.com/index.php?s=7&i=263
http://lv.galiciae.com/nova/16727.html
http://www.galicia-hoxe.com/index_2.php?idMenu=153&idNoticia=336774
http://www.soitu.es/soitu/2008/09/15/info/1221497988_364330.html
http://www.lavozdegalicia.es/coruna/2009/06/02/0003_7758061.htm
_______________________________________________
Ambio mailing list
Ambio@uevora.pt
https://mail.uevora.pt/cgi-bin/mailman/listinfo/ambio
Escrito pelo Topas às 15:40 0 comentários
Pude ler no Jornal Expresso esta notícia:
Washington, 25 Mai (Lusa) - Os Estados Unidos "estão gravemente preocupados" pelo anúncio por Pyongyang de um novo ensaio nuclear subterrâneo, declarou hoje um responsável do departamento de Estado norte-americano.
"Preocupamo-nos gravemente com o anúncio da Coreia do Norte. Estamos a analisar os dados", declarou este responsável que pediu o anonimato.
O responsável precisou que o Instituto Norte-americano de Estudos Geológicos (USGS) confirmou "um acontecimento sísmico" na Coreia do Norte "compatível com um ensaio".
"Iniciámos consultas com os nossos parceiros dos Seis e do Conselho de segurança da ONU sobre as medidas a adoptar", acrescentou a mesma fonte.
A Coreia do Norte anunciou segunda-feira ter efectuado "com sucesso" um novo ensaio nuclear, não vacilando perante as pressões internacionais destinadas a fazê-la renunciar ao seu programa nuclear.
Entretanto, a Rússia manifestou a sua "apreensão" relativa ao ensaio nuclear que a Coreia do Norte afirma ter efectuado, precisando ao mesmo tempo que continua a estudar a situação, indicou a agência RIA-Novosti.
"A informação relativa ao ensaio nuclear norte-coreano suscita apreensão, mas antes de tirar conclusões definitivas, deve ser verificada prudentemente", indicou o serviço de imprensa do ministério russo dos Negócios estrangeiros, citado pela agência.
A Coreia do Norte afirmou hoje "ter procedido com sucesso" a um ensaio nuclear subterrâneo, mais forte do que o anterior, há cerca de três anos.
Responsáveis sul-coreanos indicaram que um abalo foi detectado em torno da cidade norte-coreana de Kilju, perto do local onde o primeiro teste foi efectuado em Outubro de 2006.
A Rússia é, ao lado das duas Coreias, da China, do Japão e dos Estados Unidos, um dos membros das negociações a seis, destinadas a convencer o regime comunista de Pyongyang a abandonar o seu programa de armamento nuclear.
Por seu lado, o secretário de Estado britânico aos Negócios estrangeiros, Bill Rammell, defendeu que o novo ensaio nuclear que a Coreia do Norte anunciou ter efectuado hoje é "uma violação flagrante" da resolução da ONU.
"Penso que devemos dirigir uma mensagem clara à Coreia do Norte mostrando-lhe que deve retomar as negociações a seis países sobre a sua desnuclearização", indicou Rammell, que participa numa reunião dos ministros dos Negócios estrangeiros da UE e da Ásia em Hanoï.
LMP
Lusa/fim
Escrito pelo Topas às 15:21 0 comentários
O Porto contra as Alterações Climáticas
Iniciativa "Plantar um Bosque Autóctone"
Introdução
A Campo Aberto – Associação de Defesa do Ambiente, correspondendo a uma preocupação legítima da sociedade, seus sócios e simpatizantes, pretende dar sequência à iniciativa "O Porto contra as Alterações Climáticas". Lançada em 2007, a iniciativa aprofundou o debate sobre o tema e procurou motivar diversas entidades da Área Metropolitana do Porto a tomarem medidas. A Campo Aberto vem agora associar-se ao esforço colectivo de combater as alterações climáticas promovendo a reflorestação com espécies autóctones e o consequente sequestro de carbono.
A primeira fase da iniciativa "Plantar um Bosque Autóctone"
1.º O terreno onde foram plantadas as árvores
O primeiro bosque foi plantado num terreno particular pertencente a um sócio da Campo Aberto. Situado na freguesia de Lagares, concelho de Penafiel, o espaço é constituído por antigos lameiros agrícolas abandonados há quinze anos, encontrando-se virado a sul e confrontando com o ribeiro de Lagares, que lhe confere frescura e humidade. O solo é de origem xistosa, relativamente rico, e de aluvião junto do rio. Possui características adequadas para albergar grande parte das espécies da flora autóctone.
2.º As árvores
O terreno cedido para ensaiar a primeira fase da iniciativa "Plantar um Bosque Autóctone" já possuía algumas algumas árvores silvestres, sobretudo na galeria ripícola, constituída por amieiro (Alnus glutinosa), bétula (Betula celtibérica), castanheiro (Castanea sativa), choupo-negro (Populus nigra), choupo-branco (Populus alba), freixo (Fraxinus sp.), salgueiro (Salix sp.), sanguinho-de água (Frangula alnus) e outras, esparsas, provenientes de regeneração natural, tais como carvalho (Quercus robur), pinheiro-bravo (Pinus pinaster) e sobreiro (Quercus suber), bem como espécies arbustivas interessantes como gilbardeira (Ruscus aculeatos), loureiro (Laurus nobilis), medronheiro (Arbutus unedo) e pilriteiro (Crataegus monogyna). Todos estes espécimes serão integralmente preservados.
O bosque foi entretanto alargado através de um novo plantio em Março de 2009, o qual foi feito recorrendo a várias espécies de árvores e arbustos escolhidos de acordo com as características edafo-climáticas do terreno, num total de pelo menos 22 espécies autóctones arbóreas e arbustivas, entre as quais:
· Ácer, Acer pseudoplatanus (1 exemplar)
· Azereiro, Prunus lusitanica(1 exemplar)
· Azinheira, Quercus ilex (3 exemplares)
· Carvalho-roble, Quercus robur (48 exemplares)
· Pinheiro-silvestre, Pinus sylvestris (4 exemplares)
· Faia, Fagus sylvatica (45 exemplares)
· Gilbardeira, Ruscus aculeatos (1 exemplar)
· Folhado, Viburnum tinus (1 exemplar)
· Freixo, Fraxinus angustifolia (45 exemplares)
· Sobreiro, Quercus suber (4 exemplares)
· Lodão, Celtis australis (3 exemplares)
· Loureiro, Laurus nobilis (3 exemplares)
· Loureiro-cerejo, Prunus laurocerasus (1 exemplar).
3.º O apadrinhamento das árvores
Através desta iniciativa, a Campo Aberto propõe aos seus sócios e simpatizantes da causa (individual ou colectivamente) que apadrinhem, com a quantia de 5 €, uma das árvores autóctones acima referidas. Ao apadrinhar uma árvore receberá um diploma atestando o seu contributo e participação na iniciativa. Os padrinhos poderão, também, receber informação, via correio-electrónico, das coordenadas GPS com a localização exacta onde foi plantada a árvore que apadrinharam. Particulares, empresas e outras entidades poderão encontrar neste modelo uma forma de "indemnizar a natureza", ainda que parcialmente, pelo carbono emitido como consequência da sua actividade.
4.º A garantia de gestão sustentável do bosque
O terreno está incluído na Zona de Intervenção Florestal (ZIF) de Entre Douro e Sousa que abrange uma área com cerca de 8000 hectares, fazendo parte duma parcela que obterá, brevemente, a Certificação para a Produção Florestal (Norma Portuguesa 4406). Plantado e gerido duma forma sustentável, o bosque constituirá uma mais-valia para a conservação da Natureza numa zona bastante florestada mas dominada pelas monoculturas.
5.º Gestão das receitas obtidas com a iniciativa
As receitas obtidas serão canalizadas para:
· Dar continuidade à iniciativa;
· Financiar a compra de árvores pela Campo Aberto de modo a mitigar o carbono emitido como consequência das actividades desenvolvidas pela associação (passeios, debates, etc.). Isto significa que também a Campo Aberto apadrinhará, na próxima fase da iniciativa, a plantação de árvores através das receitas geradas com a presente iniciativa;
· Apoiar o financiamento geral da associação Campo Aberto (pagamento da sede, aquisição de equipamentos, etc.) (esta rubrica nunca ultrapassará os 50% das receitas).
Será mantido na internet um registo da contabilidade desta iniciativa.
De notar que as receitas obtidas não cobrem os custos associados à manutenção das árvores, os quais são assegurados pelo proprietário do terreno.
6.º Obter informações e visitas ao local da árvore apadrinhada
Informações sobre o desenvolvimento do projecto serão veiculadas através do portal da Campo Aberto na internet.
Escrito pelo Topas às 11:11 0 comentários
Projecto une Paços de Ferreira, Paredes, Valongo e Gondomar
Os Municípios de Paços de Ferreira, Paredes, Valongo e Gondomar, apresentaram o projecto Corrente do Rio Ferreira e assinatura do protocolo entre estas autarquias e dezenas de outras entidades, para despoluição dos cerca de 43 km deste efluente do rio Sousa, cuja bacia hidrográfica ocupa uma área de 183 km2.
Este projecto intermunicipal assume na limpeza das margens, melhoria da qualidade da água, envolvimento da população na sua limpeza e na devolução do próprio rio à população.
A cerimónia decorreu esta quarta-feira de manhã, no Centro Cívico de Ferreira, frente ao Mosteiro de Ferreira, em Paços de Ferreira, município onde nasce o rio.
23 de Abril de 2009
Portal de Gondomar
Escrito pelo Topas às 14:37 0 comentários
Gostaria que Portugal tivesse o maior número de pessoas que utilizassem produtos de higiene pessoal, de limpeza e medicamentos cuja produção não recorresse a testes em animais!
Li ontem esta notícia no Jornal de Notícias:
Portugal vai ter o maior laboratório de cobaias
Equipamento, com capacidade para criar 25 mil animais de laboratório, conta já com oposição
20 de Abril de 2009
FÁTIMA MARIANO
Na Azambuja vai ser construído um dos maiores biotérios da Europa, com capacidade para criar 25 mil animais para serem usados em experiências científicas. Só estará pronto em 2011, mas os protestos já começaram.
A ideia partiu da Fundação Champalimaud, mas logo colheu o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Universidade de Lisboa, que se tornaram parceiros. O biotério vai ser construído na zona industrial da Azambuja, num terreno com três hectares de área cedido pela Câmara Municipal, e deverá estar pronto em 2011, embora, de acordo com fonte da Fundação Champalimaud, o projecto ainda não esteja concluído.
O equipamento terá capacidade para cerca de 25 mil gaiolas, nas quais serão criadas ratos, coelhos, insectos e peixes-zebra, a utilizar em experiências científicas de laboratórios portugueses e estrangeiros. E é aqui que reside o principal ponto de contestação.
João Pedro Santos, porta-voz da Plataforma de Objecção ao Biotério, refere que "numa altura em que a União Europeia legisla no sentido de tendencialmente diminuir os contributos para a experimentação animal, estar a construir um biotério em Portugal é um claro retrocesso científico".
Este movimento tem marcado para quarta-feira, em Lisboa, debates sobre a experimentação animal e para sexta-feira, Dia Mundial do Animal de Laboratório, uma marcha de protesto entre a rotunda do Saldanha e a Fundação Calouste Gulbenkian. Está ainda a promover uma petição on-line que será posteriormente entregue ao Governo.
A Plataforma - que reúne cientistas das mais diversas áreas, médicos veterinários e psicólogos - invoca vários estudos mundiais que contrariam a experimentação animal para validação científica. "Só 8% dos animais utilizados em em experiências acabam por ser validados para estudos em medicina e farmácia. Os restantes 92% são mortos de uma forma atroz".
Os membros deste movimento defendem a utilização de métodos alternativos de validação científica, como as células in vitro ou softwares simuladores. Mas a mesma fonte ligada aos promotores explica que "em muitas situações, ainda não é possível a utilização desses métodos alternativos" e que os animais a criar no biotério serão utilizados "apenas para experiências científicas que visem a melhoria da qualidade de vida das pessoas".
Um dos locais de destino dos animais será o Programa de Neurociências da Fundação Champalimaud, liderado por Rui Costa, neurocientista português há vários anos a trabalhar na área da neurobiologia da acção nos EUA. Neste centro de investigação serão criados novos modelos de doenças, nomeadamente, cerebrais e neurológicas.
Os promotores não excluem a possibilidade de venderem animais para fora. "Se houver interesse, não faz sentido que não forneçamos os animais". Este é também um ponto que merece a crítica da Plataforma. "Na Europa já há legislação e alguma sensibilidade para a questão do bem-estar animal, mas noutros países, nomeadamente em África, não existe", frisa João Pedro Santos. "Além de que os dinheiros públicos estão a ser utilizados num projecto privado que tem fins comerciais".
A construção do biotério está estimada em cerca de 36 milhões de euros, mas apenas 9 milhões serão privados. Os restantes 27 resultam de fundos comunitários que o Governo canalizou para as regiões do Oeste e Lezíria como compensação pela deslocalização do novo aeroporto de Lisboa.
Nota: 24 de Abril comemora-se o Dia do Animal de Laboratório
Nota 2: Sem querer, todos os contribuintes do Estado, contribuem para os 27 milhões refr.eridos na notícia. Olha que bom! (leia-se com tom irónico).
Escrito pelo Topas às 14:28 0 comentários