sexta-feira, março 23, 2012
sexta-feira, março 16, 2012
Projeto - Permacultura no CEA
DIA 35
Ionut, Maria José and Edna.
The 3 together working with the visitors.
And then, Raquel and Ionut made some moss graffiti.
What an adventure!
It's an easy recipe to follow and then the brushes do the work for you. Just to put this concrete walls more "greenish"!
Escrito pelo Topas às 15:32 0 comentários
quarta-feira, abril 06, 2011
A Natureza pinta?
Ai pinta pinta! E que bem que o faz!
Seguindo as experiências que a Rosa Pomar tem feito com líquenes e cascas de cebola, hoje a Raquel atreveu-se a experimentar tingir uma meada de lã. Aliás, há bem pouco tempo, deu um programa interessantíssimo sobre a Cochonilha e o seu poder colorido!
Encontrei estes dados interessantes:
CORANTES NATURAIS
Comercialmente os tipos de corantes mais largamente empregados pelas indústrias alimentícias têm sido os extratos de urucum, carmim de cochonilha, curcumina, páprica, antocianinas e betalaínas.
A maioria dos corantes naturais é de origem vegetal. Costuma-se classifica-los em quatro grandes categorias:
os pigmentos porfirínicos: clorofila
os flavonóides e derivados: antocianinas,...
os carotenóides: β-caroteno, licopeno, xantofila,..
as quinonas: ácido carmínico, carmim,..
As essas quatro principais categorias convém adicionar as xantonas, a betalaina, a cúrcuma, os taninos e o caramelo.
OS PIGMENTOS PORFIRÍNICOS:
Clorofila
Origem: vegetais folhudos e algumas frutas.
Coloração: verde.
A clorofila é o único corante natural verde permitido.Ë o pigmento responsável pela cor verde dos vegetais folhudos e de algumas frutas.
a clorofila natural é insolúvel em água, mas mediante tratamento ácido alcalino pode-se produzir a clorofilina, a qual é solúvel em água. Tanto a clorofila quanto a clorofilina não são muito estáveis quando expostos ao calor ou à luz. Em tratamento controlado com presença de íons de cobre ou zinco, é possível substituir o átomo metálico central de magnésio, sendo os compostos cúpricos, ou de zinco, assim obtidos muito estáveis. (A clorofilina cúprica de sódio, é obtida através da hidrólise da clorofila, seguida por purificação, introdução de cobre e conversão para o sal de sódio. Possui alta estabilidade ao calor e excelente estabilidade à oxidação e à incidência de luz).
O corante de clorofila é empregado em sorvetes, sucos, massas com vegetais, iogurtes, biscoitos, queijos ...
OS FLAVONÓIDES E DERIVADOS:
Antocianinas
Origem: flores, frutos e plantas superiores (uva, repolho vermelho, milho peruano).
Coloração: Vermelha, azul, púrpura ou violeta
Encontram-se amplamente distribuídas em flores, frutos e demais plantas superiores.Os sub-produtos da indústria da uva e do vinho já são empregados na preparação comercial de antocianinas.
Apresentam estrutura básica C6-C3-C6. Diferente de outros flavonóides, as antocianinas são capazes de absorver fortemente a luz na região do espectro visível, conferindo uma infinidade de cores entre o laranja, o vermelho, o púrpura e o azul de pendendo do meio em que se encontrem.
O pH é certamente o fator mais importante no que diz respeito à coloração das antocianinas.Além do pH, a cor das soluções de antocianinas depende de outros fatores como concentração, tipo de solvente, temperatura, estrutura do pigmento, presença de substâncias capazes de reagir reversível ou irreversivelmente com a antocianina, entre outras.
As uvas do tipo Cabernet Sauvignon contêm quatro principais antocianinas: delphinidin-3-monoglicosídio, petunidina-3-monoglicosídio, malvidina-3-monoglicosídio e malvinidina-3-monoglicosídio acetilado com ácido clorogênico.
O milho da espécie Kcully zea mays é uma variedade especial de milho caracterizando-se por seu alto teor de antocianos na sua espiga. Trata-se de uma variedade produzida somente no Peru. Uma das suas vantagens é a ausência de sulfitos, ao contrário do que ocorre normalmente com antocianos obtidas a partir das cascas de uva tinta, após o processo de fermentação alcoólica.
Outro pigmento da família dos antocianos é o suco do repolho vermelho (Brasica oleracea). Produz cores entre o rosa escuro e o vermelho, em produtos com pH inferior a 4. Um pH superior faz com que os pigmentos antociânicos tomem uma coloração do tipo púrpura azulada, altamente instável. Um problema com este corante é o gosto que ele deixa.
OS CAROTENÓIDES:
Existem duas maneiras de classificar os carotenóides. A primeira considera a existência de duas grandes famílias: os carotenos e as xantofilas. O segundo sistema divide os carotenóides em três tipos acíclico (licopeno), monocíclico (γ-caroteno) e bicíclico (α-caroteno e β-caroteno). O licopeno é a substância que atribui a cor característica ao tomate. O açafrão produz um pigmento chamado crocina.
A gordura do leite também contém carotenóides, variando entre 2 e 13 ppm, dependendo da estação, a qual influi na alimentação do animal. Por isso, a manteiga às vezes parece muito branca e, para torna-la com uma melhor aparência é necessário adicionar corante.
Em princípio, as operações de processamento têm pouca interferência nos carotenóides. Os complexos carotenóide-proteína são geralmente mais estáveis do que os carotenóides livres. Como os carotenóides são altamente não saturados, o oxigênio e a luz são os fatores que mais os afetam. As operações de processo destroem as enzimas que causam a destruição dos carotenóides. Os carotenóides em alimentos congelados ou esterilizados com calor são bastante estáveis. Por outro lado, a estabilidade é pouca em produtos desidratados, a menos que embale o produto com gás inerte. Uma exceção notável é o damasco, que mantém muito bem a cor nas mais variadas condições. Cenouras desidratadas perdem a cor rapidamente.
Hoje, os carotenóides são produzidos sinteticamente; os principais são o β-caroteno, o apocarotenol e cantaxatina. Por terem alto poder tintorial, são utilizados em alimentos em níveis de 1 a 25 ppm. São estáveis à luz e, de modo geral, apresentam boa estabilidade em aplicações alimentícias. O β-caroteno propicia uma cor do amarelo claro ao laranja, o apocarotenol do laranja claro ao vermelho alaranjado e a cantaxantina, cores mais vermelhas. Os carotenóides naturais aplicados em alimentos são o urucum (annatto), a oleoresina de páprica e o óleo de palma bruto.
Urucum
Origem: urucuzeiro
Coloração: amarelo-alaranjado
O urucuzeiro é um arbusto grande, ou uma pequena árvore, originário da América Latina, tipicamente tropical e, atualmente, pantropical, ou seja, cultivado nos trópicos de todo o mundo. Pertence à família Bixaceae e responde ao nome botânico de Bixa Orellana. O urucuzeiro é uma planta perene, não sendo muito exigente quanto a solos, clima e tratos culturais. Suporta variações de temperatura entre 22 e 30oC e sobrevive em locais onde a pluviosidade varia entre 800 a 2000 mm anuais.
O urucum é o único corante natural que tem sua origem em solo brasileiro. Além disso, extraído há séculos pelos índios, que utilizam seu poder tintorial como maquiagem tribal, o urucum tem sido objeto de profissionalização de cultivo, deixando no passado remoto a coleta selvagem e hoje contando com cerca de 6 mil hectares de plantações pelo país. Atualmente, cerca de 70% da produção brasileira é cultivada, com utilização de técnicas de manejo e tratos culturais adequados e beneficiamento em máquinas. Pequena parcela da produção ainda é silvestre ou utiliza métodos tradicionais de manejo.
O corante do urucum é extraído a partir da polpa da semente, constituída de uma fina camada resinosa de coloração vermelha alaranjada.
O corante urucum é disponível comercialmente nas formas hidrossolúvel e lipossolúvel, dependendo do método de extração e dos processos subseqüentes de preparação para chegar a diluições, suspensões, misturas, emulsões e pós. A forma lipossolúvel, a bixina é obtida amolecendo as sementes com vapor e extraindo o pericarpo com etanol, um hidrocarboneto clorado ou óleo vegetal. A bixina pode ser cristalizada e oferecida em forma de pó cristalina com concentração de 28 a 90%. A bixina é um carotenóide e está presente nas sementes entre 70 a 80%. O valor comercial do urucum está diretamente relacionado com seu teor de bixina. Considera-se como comercialmente satisfatório um teor de bixina de 2,5%.
A norbixina é hidrossolúvel e é tecnicamente possível obter soluções contendo mais de 5% dela. Na prática, 2,5% é o máximo de concentração que se obtém, sendo as soluções ao redor de 1%, as mais freqüentemente encontradas. As soluções de norbixina podem ser spray-dryed, obtendo-se assim um pó fino: a concentração de norbixina nesses pós pode ser de até 15%.
Obviamente, é a aplicação que irá determinar qual é a forma de urucum – bixina ou norbixina- mais indicada, sendo que a solubilidade é um dos determinantes principais.
Ao contrário de vários corantes sintéticos, o urucum não é carcinogênico. Possui um longo passado de aplicações diversas nas medicinas regionais de todos os países onde é encontrado.
Investigações realizadas na Holanda sobre a toxicidade do urucum, com experiência em ratos, camundongos e suínos, comprovam que o pigmento não apresenta toxicidade, podendo ser empregado para colorir manteigas, margarinas, queijos e outros alimentos processados. Uma ingestão diária temporária de 1,25 mg/kg de massa corpórea para extratos de urucum foi permitida pela FAO/OMS desde 1970. Os pigmentos são satisfatoriamente metabolizados.
Como alguns países do mundo não permitem o uso de corantes artificiais em produtos alimentícios, o urucum acaba sendo cada vez mais procurado no mercado internacional. É permitido em todos os países do mundo. Por causa das restrições aos corantes sintéticos, o urucum aparece como alternativa para as indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética.
E deixo de seguida os resultados conseguidos pela Raquel:
E a propósito da cortiça:
Escrito pelo Topas às 13:47 0 comentários
terça-feira, março 01, 2011
Líquenes para tingir têxteis
Ao "caminhar" ou "navegar" pela internet, deparo-me muitas vezes com leituras bastante interessantes. Uma delas foi esta. Como os líquenes ou outros elementos naturais nos ajudam a termos artesanato mais natural e pró-ambiente.
Na Gralheira o chão estava coberto de líquenes. Colhemos um saco deles, mesmo sem saber se seriam os mais indicados para tingir. À noite secaram junto à lareira e no dia seguinte, já em Lisboa, pu-los num tacho com água e deixei ferver uns minutos. Pareceu-me que a água não mudava de cor e achei que a experiência não ia resultar, mas juntei-lhes uma meada de Beiroa e deixei cozer em lume muito brando durante cerca de uma hora. Passado este tempo a lã tinha ganho uma cor dourada muito bonita. Não foi preciso juntar vinagre nem nenhum dos mordentes que muitos pigmentos naturais exigem para se fixar à lã.
É mais um tema que apetece estudar e experimentar. Algumas pistas de leitura:
Pigmentos e corantes naturais entre as artes e as ciências: resumos de um colóquio decorrido em Évora em 2005.
Plantas tintureiras: um artigo de Maria do Carmo Serrano, Ana Carreira Lopes e Ana Isabel Seruya.
A História e Técnica dos Tapetes de Arraiolos: tese de mestrado de Rita Carvalho Teixeira de Oliveira Marques que vou ler de fio a pavio.
Dyeing with Lichens & Mushrooms: do blog sobre cogumelos da Universidade de Cornell.
www.rosapomar.com
Escrito pelo Topas às 13:44 0 comentários
quarta-feira, outubro 15, 2008
O Outono tem destas coisas!
Olhem o que a Natureza nos tem dado aqui no CEA:








Escrito pelo Topas às 11:18 0 comentários
quarta-feira, abril 09, 2008
Notícias importantes
tim tim tim tim tim tim tim tim tim
Os balões lançados no ar, a música de flauta, a "chuva molha-tolos" e o bolo de chocolate marcaram a festa de lançamento das Curtas do CEA. A primeira curta anunciada chama-se "Fonte de Paz". A Raquel anunciou que muitas mais se seguirão. «Este é apenas o início de uma cataplana cinematográfica. Com água, com céu, com flores, com vento, com som e principalmente com a beleza natural», afirmou.
Dados adicionais à Fonte da Paz:Cascata» Queda de água provocada por desnível brusco do leito de um rio;
Nascente» Local onde nasce o rio, ou curso de água. Nem sempre é um ponto bem definido, constituindo às vezes toda uma área;
Musgos aquáticos» bioindicador da qualidade da água.
Recebemos no CEA mais um número do Jornal dos Rabiscos do Terço. Este fala, além de muitas actividades, no jogo que um dos grupos do Instituto do Terço veio cá fazer. Não percam e leiam com toda a vossa atenção.
Foram anunciadas as próximas formações a decorrer no CEA: Curso de Compostagem, Curso de Planeamento de Jardins, Curso de Jardins de Interior e Curso de Construção de Lagos. Serão no fim de Agosto e início de Setembro. Mais tarde anunciaremos os horários.
Este foi o Jornal da Tarde. Até amanhã e um bom ambiente para todos!
Escrito pelo Topas às 14:38 0 comentários
sexta-feira, janeiro 04, 2008
O musgo, mais uma vez!
E não é que me disseram que havia musgo à venda em vários hipermercados de Vila Nova de Gaia?
Os musgos, como já tenho dito várias vezes e tal como o azevinho, não devem ser colhidos, pois um dia destes, com tanta colheita, vão extinguir-se!
Escrito pelo Topas às 14:55 0 comentários
segunda-feira, novembro 19, 2007
O Aquaterrário está mais bonito...
... porque as minhas amigas do CEA decidiram enriquecê-lo com musgos e líquenes.
Mas afinal o que são musgos (briófitas) e líquenes?
Um líquene é uma combinação de dois organismos simples, um fungo e uma alga unicelular, que crescem como parceiros de uma associação benéfica para ambos. O fungo forma grande parte do corpo do líquene (chamado talo), envolvendo e protegendo a alga das temperaturas extremas e da dessecação. O fungo é incapaz de produzir alimento e depende de nutrientes produzidos pela alga através da fotossíntese.
As briófitas são plantas essencialmente terrestres, vulgarmente conhecidas por musgos. O que distingue as briófitas dos outros grupos de plantas é o facto de não possuírem os tecidos condutores das plantas vasculares e o seu ciclo de vida apresentar uma alternância de gerações, em que o gametófito constitui a fase evidente e dominante, enquanto que o esporófito é muito mais pequeno e nutritivamente dependente do gametófio. Sabias que os biólogos que estudam os musgos se chamam Briólogos?
Escrito pelo Topas às 09:30 0 comentários