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quarta-feira, abril 06, 2011

A Natureza pinta?

Ai pinta pinta! E que bem que o faz!
Seguindo as experiências que a Rosa Pomar tem feito com líquenes e cascas de cebola, hoje a Raquel atreveu-se a experimentar tingir uma meada de lã. Aliás, há bem pouco tempo, deu um programa interessantíssimo sobre a Cochonilha e o seu poder colorido!

Encontrei estes dados interessantes:

CORANTES NATURAIS
Comercialmente os tipos de corantes mais largamente empregados pelas indústrias alimentícias têm sido os extratos de urucum, carmim de cochonilha, curcumina, páprica, antocianinas e betalaínas.

A maioria dos corantes naturais é de origem vegetal. Costuma-se classifica-los em quatro grandes categorias:

os pigmentos porfirínicos: clorofila
os flavonóides e derivados: antocianinas,...
os carotenóides: β-caroteno, licopeno, xantofila,..
as quinonas: ácido carmínico, carmim,..
As essas quatro principais categorias convém adicionar as xantonas, a betalaina, a cúrcuma, os taninos e o caramelo.


OS PIGMENTOS PORFIRÍNICOS:


Clorofila

Origem: vegetais folhudos e algumas frutas.

Coloração: verde.



A clorofila é o único corante natural verde permitido.Ë o pigmento responsável pela cor verde dos vegetais folhudos e de algumas frutas.

a clorofila natural é insolúvel em água, mas mediante tratamento ácido alcalino pode-se produzir a clorofilina, a qual é solúvel em água. Tanto a clorofila quanto a clorofilina não são muito estáveis quando expostos ao calor ou à luz. Em tratamento controlado com presença de íons de cobre ou zinco, é possível substituir o átomo metálico central de magnésio, sendo os compostos cúpricos, ou de zinco, assim obtidos muito estáveis. (A clorofilina cúprica de sódio, é obtida através da hidrólise da clorofila, seguida por purificação, introdução de cobre e conversão para o sal de sódio. Possui alta estabilidade ao calor e excelente estabilidade à oxidação e à incidência de luz).

O corante de clorofila é empregado em sorvetes, sucos, massas com vegetais, iogurtes, biscoitos, queijos ...



OS FLAVONÓIDES E DERIVADOS:



Antocianinas

Origem: flores, frutos e plantas superiores (uva, repolho vermelho, milho peruano).

Coloração: Vermelha, azul, púrpura ou violeta



Encontram-se amplamente distribuídas em flores, frutos e demais plantas superiores.Os sub-produtos da indústria da uva e do vinho já são empregados na preparação comercial de antocianinas.

Apresentam estrutura básica C6-C3-C6. Diferente de outros flavonóides, as antocianinas são capazes de absorver fortemente a luz na região do espectro visível, conferindo uma infinidade de cores entre o laranja, o vermelho, o púrpura e o azul de pendendo do meio em que se encontrem.

O pH é certamente o fator mais importante no que diz respeito à coloração das antocianinas.Além do pH, a cor das soluções de antocianinas depende de outros fatores como concentração, tipo de solvente, temperatura, estrutura do pigmento, presença de substâncias capazes de reagir reversível ou irreversivelmente com a antocianina, entre outras.

As uvas do tipo Cabernet Sauvignon contêm quatro principais antocianinas: delphinidin-3-monoglicosídio, petunidina-3-monoglicosídio, malvidina-3-monoglicosídio e malvinidina-3-monoglicosídio acetilado com ácido clorogênico.

O milho da espécie Kcully zea mays é uma variedade especial de milho caracterizando-se por seu alto teor de antocianos na sua espiga. Trata-se de uma variedade produzida somente no Peru. Uma das suas vantagens é a ausência de sulfitos, ao contrário do que ocorre normalmente com antocianos obtidas a partir das cascas de uva tinta, após o processo de fermentação alcoólica.

Outro pigmento da família dos antocianos é o suco do repolho vermelho (Brasica oleracea). Produz cores entre o rosa escuro e o vermelho, em produtos com pH inferior a 4. Um pH superior faz com que os pigmentos antociânicos tomem uma coloração do tipo púrpura azulada, altamente instável. Um problema com este corante é o gosto que ele deixa.



OS CAROTENÓIDES:



Existem duas maneiras de classificar os carotenóides. A primeira considera a existência de duas grandes famílias: os carotenos e as xantofilas. O segundo sistema divide os carotenóides em três tipos acíclico (licopeno), monocíclico (γ-caroteno) e bicíclico (α-caroteno e β-caroteno). O licopeno é a substância que atribui a cor característica ao tomate. O açafrão produz um pigmento chamado crocina.

A gordura do leite também contém carotenóides, variando entre 2 e 13 ppm, dependendo da estação, a qual influi na alimentação do animal. Por isso, a manteiga às vezes parece muito branca e, para torna-la com uma melhor aparência é necessário adicionar corante.

Em princípio, as operações de processamento têm pouca interferência nos carotenóides. Os complexos carotenóide-proteína são geralmente mais estáveis do que os carotenóides livres. Como os carotenóides são altamente não saturados, o oxigênio e a luz são os fatores que mais os afetam. As operações de processo destroem as enzimas que causam a destruição dos carotenóides. Os carotenóides em alimentos congelados ou esterilizados com calor são bastante estáveis. Por outro lado, a estabilidade é pouca em produtos desidratados, a menos que embale o produto com gás inerte. Uma exceção notável é o damasco, que mantém muito bem a cor nas mais variadas condições. Cenouras desidratadas perdem a cor rapidamente.

Hoje, os carotenóides são produzidos sinteticamente; os principais são o β-caroteno, o apocarotenol e cantaxatina. Por terem alto poder tintorial, são utilizados em alimentos em níveis de 1 a 25 ppm. São estáveis à luz e, de modo geral, apresentam boa estabilidade em aplicações alimentícias. O β-caroteno propicia uma cor do amarelo claro ao laranja, o apocarotenol do laranja claro ao vermelho alaranjado e a cantaxantina, cores mais vermelhas. Os carotenóides naturais aplicados em alimentos são o urucum (annatto), a oleoresina de páprica e o óleo de palma bruto.





Urucum
Origem: urucuzeiro

Coloração: amarelo-alaranjado



O urucuzeiro é um arbusto grande, ou uma pequena árvore, originário da América Latina, tipicamente tropical e, atualmente, pantropical, ou seja, cultivado nos trópicos de todo o mundo. Pertence à família Bixaceae e responde ao nome botânico de Bixa Orellana. O urucuzeiro é uma planta perene, não sendo muito exigente quanto a solos, clima e tratos culturais. Suporta variações de temperatura entre 22 e 30oC e sobrevive em locais onde a pluviosidade varia entre 800 a 2000 mm anuais.

O urucum é o único corante natural que tem sua origem em solo brasileiro. Além disso, extraído há séculos pelos índios, que utilizam seu poder tintorial como maquiagem tribal, o urucum tem sido objeto de profissionalização de cultivo, deixando no passado remoto a coleta selvagem e hoje contando com cerca de 6 mil hectares de plantações pelo país. Atualmente, cerca de 70% da produção brasileira é cultivada, com utilização de técnicas de manejo e tratos culturais adequados e beneficiamento em máquinas. Pequena parcela da produção ainda é silvestre ou utiliza métodos tradicionais de manejo.

O corante do urucum é extraído a partir da polpa da semente, constituída de uma fina camada resinosa de coloração vermelha alaranjada.

O corante urucum é disponível comercialmente nas formas hidrossolúvel e lipossolúvel, dependendo do método de extração e dos processos subseqüentes de preparação para chegar a diluições, suspensões, misturas, emulsões e pós. A forma lipossolúvel, a bixina é obtida amolecendo as sementes com vapor e extraindo o pericarpo com etanol, um hidrocarboneto clorado ou óleo vegetal. A bixina pode ser cristalizada e oferecida em forma de pó cristalina com concentração de 28 a 90%. A bixina é um carotenóide e está presente nas sementes entre 70 a 80%. O valor comercial do urucum está diretamente relacionado com seu teor de bixina. Considera-se como comercialmente satisfatório um teor de bixina de 2,5%.

A norbixina é hidrossolúvel e é tecnicamente possível obter soluções contendo mais de 5% dela. Na prática, 2,5% é o máximo de concentração que se obtém, sendo as soluções ao redor de 1%, as mais freqüentemente encontradas. As soluções de norbixina podem ser spray-dryed, obtendo-se assim um pó fino: a concentração de norbixina nesses pós pode ser de até 15%.

Obviamente, é a aplicação que irá determinar qual é a forma de urucum – bixina ou norbixina- mais indicada, sendo que a solubilidade é um dos determinantes principais.

Ao contrário de vários corantes sintéticos, o urucum não é carcinogênico. Possui um longo passado de aplicações diversas nas medicinas regionais de todos os países onde é encontrado.

Investigações realizadas na Holanda sobre a toxicidade do urucum, com experiência em ratos, camundongos e suínos, comprovam que o pigmento não apresenta toxicidade, podendo ser empregado para colorir manteigas, margarinas, queijos e outros alimentos processados. Uma ingestão diária temporária de 1,25 mg/kg de massa corpórea para extratos de urucum foi permitida pela FAO/OMS desde 1970. Os pigmentos são satisfatoriamente metabolizados.

Como alguns países do mundo não permitem o uso de corantes artificiais em produtos alimentícios, o urucum acaba sendo cada vez mais procurado no mercado internacional. É permitido em todos os países do mundo. Por causa das restrições aos corantes sintéticos, o urucum aparece como alternativa para as indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética.


E deixo de seguida os resultados conseguidos pela Raquel:






E a propósito da cortiça:

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

A cortiça tem varidiassímas funções

Vejam estes prédios forrados a cortiça.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

O selo ambiental dos CTT

Já lá vai o tempo em que as pessoas comunicavam por cartas escritas com papel e caneta! Em vez disso optou-se pelo correio electrónico. Mais ambiental e não menos pessoal. Mas a beleza dos selos e a magia da tinta no papel não se pode perder. Assim, os CTT de Portugal adoptaram medidas para reduzir impacto da sua actividade no Ambiente. Ora vejam:
Os CTT – Correios de Portugal vão estender a sua política ambiental a todos os seus 15.000 funcionários, às instalações da casa mãe e das empresas participadas espalhadas pelo País e a todos os 3.600 veículos automóveis que diariamente distribuem correio. Para isso lançaram um pacote de acções concretas, cujos resultados começam a ser conhecidos, e que deverão ser mantidas durante os próximos anos. O grande objectivo é ambiental, mas também económico, funcionando em duas vertentes: redução do impacto negativo da actividade de correios no ambiente; e aumento do impacto positivo de acções que os CTT, pela proximidade que têm com as populações, podem desencadear. Entre essas acções está um Compromisso pela Biodiversidade, que hoje se formaliza em Lisboa, na Central de Tratamento de Correspondência de Cabo Ruivo. Esse compromisso é assinado entre os CTT e o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) e insere-se na iniciativa Business & Biodiversity promovida pela Presidência da União Europeia. O grande objectivo é conseguir parar a perda de biodiversidade a nível local, nacional, regional e global até 2010. Com este Compromisso hoje assinado, os CTT comprometem-se a adoptar medidas em áreas como o uso de energias alternativas na sua frota automóvel e a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEEE). Ainda nos termos deste memorando de entendimento, os CTT desenvolverão um estudo para a concretização de emissões filatélicas sobre temáticas relacionadas com a conservação e a biodiversidade. O Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, ICNB, é um Instituto Público dependente do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional e possui atribuições e competências no domínio da conservação da Natureza e da Gestão de áreas protegidas. Promove, igualmente, a iniciativa Business & Biodiversity da Presidência da União Europeia, assumida por Portugal durante o segundo semestre de 2007. A política de ambiente dos CTT passa a partir de agora a abranger todas as empresas do Grupo e inclui a monitorização sistemática dos aspectos e impactos ambientais da actividade postal, a racionalização de consumos, a promoção da reciclagem, o aumento da eficiência energética e a formação e divulgação ambiental. Sendo os maiores empregadores nacionais, com cerca de 15 mil trabalhadores, e possuindo um parque automóvel cujos 3600 veículos constituem uma das maiores frotas automóveis do País, não é de agora que os CTT vêm reflectindo as suas preocupações ambientais na aplicação de um conjunto de medidas tendentes a diminuir o impacto da sua actividade no ambiente. Enumeram-se, de seguida, as acções mais importantes. Sistemas de Gestão Ambiental Os CTT têm como meta a certificação ambiental da totalidade dos seus centros de Tratamento e de Transportes até 2010. A certificação ambiental de duas das suas principais unidades, o Centro de Tratamento de Correios do Norte (Porto) e o Centro de Transportes do Sul (Lisboa) está já em fase avançada de implementação. Gestão de resíduos Os CTT implementaram um sistema integrado de gestão para resíduos perigosos (toners) e têm em marcha um projecto de recolha selectiva e valorização dos resíduos de papel/cartão em cerca de seis dezenas das maiores Estações de Correio. Por outro lado, 12 das principais instalações dos CTT estão já inscritas no Sistema Nacional de Gestão de Resíduos (SIRER). A empresa pratica já a recolha selectiva de 50% das 600 toneladas de resíduos que produz anualmente. Educação e Sensibilização Ambiental Os Correios são pioneiros na utilização de produtos próprios para a sensibilização do público para as práticas ambientais, concretamente através das suas emissões filatélicas. Desde meados dos anos 60, os CTT subordinam, em média, seis das suas colecções anuais de selos a temáticas ambientais, tendo já emitido várias dezenas de milhões de peças alusivas ao tema. Em 2007 apareceram emissões dedicadas à Fauna Marinha da Madeira e à Tapada de Mafra. No âmbito das comemorações do Dia Mundial dos Correios em 2007 foi promovido um concurso destinado ao público juvenil escolar subordinado ao tema "Cartas para salvar o planeta". Formação Nos dois últimos anos, os CTT promoveram cerca de quatro dezenas de acções de formação em condução defensiva e ecológica de motociclos, ligeiros e pesados, com uma média de 220 participantes por ano. Eficiência energética Estão em curso projectos de remodelação integral dos sistemas de climatização dos dois maiores edifícios industriais dos CTT, em Cabo Ruivo e Devesas (Gaia), avaliados em cerca de 1,5 milhões de euros. Está simultaneamente a ser feito um estudo piloto no maior edifício de serviços dos CTT, na Praça D. Luís, em Lisboa. "Standards" ambientais para fornecedores Os fornecedores dos CTT estão, desde o ano passado, sujeitos a novas regras para a contratação dos seus serviços, nas quais a componente ambiental tem uma importância decisiva. Nomeadamente, ficam obrigados a declarar nas suas propostas as coimas por incumprimento ambiental e de declaração ambiental. Combustíveis e emissões Os CTT operam possivelmente o maior parque automóvel nacional, com cerca de 3600 veículos. O consumo médio de combustíveis, que traduz o nível de eficiência energética da frota automóvel, regista este ano (Janeiro-Setembro) uma descida para 9,15 litros/100 km, contra 9,65 litros/100km em 2006. Em resultado deste esforço, em 2006 observou-se uma quebra do volume de emissões directas de Gases produtores de Efeitos Estufa na ordem dos 10%. Tal deve-se ao esforço de renovação da frota própria (com taxas de renovação em 2006 entre os 16% e os 21%, dependendo da tipologia de veículo), às acções de formação e à optimização de rotas. Os CTT vão continuar a investir fortemente na modernização tecnológica da sua frota, tendo previsto um investimento de 4,5 milhões de euros para este ano nesta área. A idade média da frota, que actualmente é de 3.1 anos, deverá passar no início do próximo ano para 2.3 anos. Consumos Prevêem-se reduções na ordem dos 3% no consumo de electricidade e de 10% no consumo de água durante o corrente ano. Estas diminuições nos consumos devem-se à adopção de medidas de racionalização, entre as quais a substituição de sistemas de iluminação, regulação dos interruptores automáticos de iluminação e ar condicionado, utilização de detectores crepusculares e de movimento, campanha de poupança interna "3 cliques". As iniciativas de racionalização dos consumos de papel, mediante a padronização dos "lay-outs" de formulários e impressos e da alteração das configurações de impressão individual, traduziram-se em 2006 na diminuição de cerca de 10 milhões de folhas de papel e numa estimativa de poupança de umas 18 toneladas de papel para 2007. Alterações climáticas e sequestro do carbono Em 2006, os CTT foram a única empresa nacional a participar voluntariamente no Índice ACGE (projecto de responsabilidade climática empresarial), tendo voltado a participar este ano. Ainda em 2006, os CTT patrocinaram uma iniciativa de compensação de emissões de CO2, associada à Feira Ambiurbe e ao Fórum RSO. Em 2007, os Correios associaram-se à Semana Europeia da Mobilidade, mediante a promoção de soluções de partilha de viaturas para o seu Encontro anual de Dirigentes. A iniciativa proporcionou uma poupança de cerca de 2 toneladas de CO2. Complementarmente, os CTT decidiram apoiar financeiramente um projecto de florestação realizado pela Quercus na zona do Parque Natural do Tejo Internacional. Política do Ambiente dos CTT.
E porque há tradições que continuam e os sobreiros são abundantes no nosso País, criaram o selo de cortiça.
Conheçam melhor os sobreiros espreitando esta lista:
O Sobreiro (Quercus suber) é uma angiospérmica dicotiledónea, também denominada folhosa. Pertence à ordem das Fagales, família das Fagáceas, género Quercus, sendo a espécie Quercus suber.
DESCRIÇÃO: Árvore de porte médio, com uma copa ampla, com uma altura média de 15 - 20 m. Pode atingir, em casos extremos, os 25 m de altura. O tronco tem uma casca espessa e suberosa, vulgarmente designada por cortiça. As folhas são persistentes, de cor verde-escura, brilhantes nas faces superiores e acinzentadas nas inferiores. Têm uma forma oval, com margem inteira ou ligeiramente serrada ou dentada; e têm indumento. O fruto do sobreiro é a glande, que tem uma forma oval-oblonga e um pedúnculo curto.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: Sul da Europa e Norte de África. Existe em todo o nosso país, espontaneamente, semeado ou plantado. Nos dois últimos casos forma povoamentos denominados montados, onde os sobreiros existem quase sempre em consociação com uma cultura agrícola ou uma pastagem.
CONDIÇÕES AMBIENTAIS: É chamada uma "árvore de sombra", é muito resistente ao ensombramento, crescendo melhor debaixo de árvores adultas. Prefere climas com amplitudes térmicas suaves, humidade atmosférica e insolação elevadas. Suporta bem todos os tipos de solos excepto os calcários.
PROPAGAÇÃO: Propaga-se por semente. As sementes perdem rapidamente a capacidade de germinar.
CURIOSIDADES: O sobreiro era chamado de suber pelos romanos, foi daí que veio a sua denominação científica em latim. A cortiça proporciona ao sobreiro uma protecção contra o fogo, permitindo-lhe frequentemente sobreviver a incêndios que matam outras árvores.
UTILIZAÇÕES: A sua principal utilização é a produção de cortiça, o único produto do qual Portugal é o primeiro produtor mundial. Os frutos serviam de alimento para porcos denominados de montanheira. As folhas mais baixas ou deixadas no solo como resultado de podas ou desbastes, servem como complemento de alimentação para o gado nas épocas do ano em que o pasto escasseia.A madeira é muito dura e compacta, difícil de trabalhar, tendo pouco valor para carpintaria e marcenaria. É também um óptimo combustível para lume, sendo muito utilizada nas lareiras.
Podem saber mais sobre a cortiça na Naturlink.

Enquanto isso, cartas vão sendo enviadas e selos de cortiça vão sendo colados nos envelopes. Bem haja às iniciativas que louvam o ambiente de alguma forma e as tradições do nosso país!
E já agora, escrevam-me!
Rua do Ribeirinho, 706
4415-679 Lever
Vila Nova de Gaia

 
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