Olá Amigos!
Bem-vindos ao meu diário na internet. Espreitem as ligações do lado direito e conheçam-me melhor, aos meus amigos e ao meu Mundo. Não se esqueçam que podem sempre deixar-me uma mensagem.
Voltem sempre e não se esqueçam de cuidar da nossa Natureza!

Topas

Querem fazer parte da nossa mailing list, para serem os primeiros a saber as novidades do CEA - AdDP? Escrevam para cea@addp.pt (assunto: mailing list) e todos os meses receberão novidades nossas!

terça-feira, janeiro 19, 2010

Ninguém se magoou!

Mesmo de fisga nas mãos.

Foi um belo grupo de aprendizagem:

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Esta música foi composta em 1981 - uma boa reflexão sobre nosso papel perante a Natureza e o mundo em que vivemos.


O Sal da Terra

Composição: Beto Guedes - Ronaldo Bastos


Anda!
Quero te dizer nenhum segredo
Falo nesse chão, da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar...



Tempo!
Quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir

Vamos precisar de todo mundo
Prá banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver...

A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da...

Terra!
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã

Canta!
Leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com seus frutos
Tu que és do homem, a maçã...

Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Prá melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois...

Deixa nascer, o amor
Deixa fluir, o amor
Deixa crescer, o amor
Deixa viver, o amor
O sal da terra

Já ouviram falar deste projecto?

Projecto sem impacto.
Leiam tudo aqui.

A propósito do Haiti

Deixo-vos este link para tantos outros que possibilitam a ajuda para quem quiser ajudar de alguma forma os que sobreviveram ao terramoto no Haiti.

A propósito disso, lançamos hoje a parte II da nossa campanha de solidariedade iniciada o ano passado.

Participem!

bigGiveGorrosBEBES

Estive nas minhas pesquisas...

... e encontrei este texto com o qual me identifiquei bastante. Pelo menos, aqui em casa, eu a Tupilde pasamos estas informações aos nossos filhotes:

Ganhar menos para viver melhor ou simplicidade voluntária
By We Are Not Tyical - WANT

Os adeptos do decrescimento («downshifters» ou «downsizers») [literalmente, desaceleradores ou retardadores] vivem nas grandes cidades, nas pequenas e até no campo. Existem em todas as gerações e profissões, mas a maioria pertence às classes médias ou altas. Falam de liberdade, de redescoberta dos prazeres simples, de bem-estar, de harmonia. Sabem que menos pode ser mais. Talvez alguns sejam nossos vizinhos. Com a subida dos preços da alimentação, o peso das energias nos orçamentos e o espectro sempre presente da derrocada do mercado imobiliário, toda a gente poderá, em breve, ter de se esforçar por viver melhor com menos.
No livro “Affluenza” [termo que designa o “complexo de opulência”] Clive Hamilton, director do Australia Institute, ligado à esquerda, define assim os adeptos do decrescimento: são “indivíduos que procedem a uma mudança voluntária e a longo prazo do seu modo de vida, o que passa por rendimentos menos elevados e uma diminuição do consumo” e que aspiram a uma vida com mais sentido. Libertos do jugo da rotina capitalista, trabalham menos, gastam menos dinheiro e de modo mais construtivo.
O bem-estar, seja no sentido moral ou como forma de prazer, foi o que levou Niki Harre e o marido, Keith Thomas, ao decrescimento na sua vida familiar. Keith, que trabalhava como artista, está a lançar a sua actividade: plantação e manutenção de hortas e pomares na região de Auckland. Niki é psicóloga na Universidade de Auckland.
Ambos têm em conta as grandes repercussões sociais e ecológicas de tudo o que compram ou consomem e isto traduz-se num decrescimento progressivo. “Basta ler um artigo sobre os malefícios dos copos de plástico para deixarmos de os utilizar", explica Keith Thomas. Niki especifica: “Furamos o esquema, mas com remorsos”.
Ter um comportamento que respeite o ambiente não é difícil nem penoso, garantem. “Sob certos aspectos, é mais complicado do ponto de vista prático. É preciso avaliar tudo o que fazemos. Temos que assentar num enquadramento sólido para determinar o que fazemos. Isso torna tudo mais claro”, reconhece Niki Harre. “Desperdiçamos a vida nos pormenores... Simplifiquemos, simplifiquemos”, escrevia Henry David Thoreau, muito antes de terem aparecido os primeiros adeptos do decrescimento.
Em 1981, Duane Elgin criou a expressão “simplicidade voluntária” para definir a atitude dos indivíduos que querem viver melhor com menos, consumir de forma responsável e fazer uma avaliação das suas vidas para estabelecer aquilo que é importante e o que não o é. Longe de ser uma renúncia geral ao materialismo, uma visão romântica da pobreza ou até uma privação auto-infligida, a filosofia da simplicidade voluntária consiste em viver de acordo com os meios e os valores de cada um.
Niki Harre e Keith Thomas têm vindo a intensificar as suas práticas ecológicas: só consomem ovos de galinhas criadas ao ar livre, passaram de dois automóveis para um, vão trabalhar de bicicleta, resistem à tentação de renovar tudo. Na mesinha baixa da sala, há dois livros: “The Rough Guide to Climate Change» [manual sobre as alterações climáticas, da célebre colecção de guias de viagem Rough Guides, não editado em português] e “The Ethics of What We Eat” [A ética do que comemos, Rodale Books, também sem edição portuguesa]. Por trás da casa, a horta de Keith Thomas está luxurian­te. “Parecemos um bocado apanhados, mas somos completamente normais”, brinca Niki Harre.
Os dois filhos mais novos de Niki e Keith vão para a escola de bicicleta. Ambos já foram atropelados, mas escaparam com simples arranhadelas. A maioria das vezes, Niki também faz de bicicleta os seis quilómetros que a separam do local de trabalho. A família pertence ao SALT, sigla de «slower and less traffic» [trânsito mais lento e menos intenso], associação de bairro com mais de 200 membros. Objectivo? Melhorar a segurança nas ruas.
Nild e Keith recusam-se a levar os filhos ao outro extremo da região para as actividades

extra-escolares. Ao contrário do seu vizinho, que fez 55 quilómetros de automóvel para levar o filho a um jogo de futebol.
O nosso ritmo de vida está sempre a acelerar. É preciso trabalhar mais para podermos consumir cada vez mais. Mas há quem esteja cansado do stress diário e da febre consumista e tenha decidido agir. (…) São indivíduos que optaram por fazer uma pausa na corrida louca em que se transformara a sua vida e que estão dispostos a trocar dinheiro por tempo.
Não se tratava de dizer adeus ao mundo do trabalho, antes de começar por fazer semanas de 30 horas em vez de 40. A perda de rendimentos é compensada por uma vida mais modesta e por uma forma de consumo revista em baixa, outra das ideias-chave do movimento.
Comprar uma casa grande com alguns amigos.
Utilização comunitária do automóvel.
Para festejar um acontecimento, organizar uma refeição em que cada um leva um prato, em vez de ir ao restaurante. São estas as recomendações dos defensores da simplicidade voluntária.
O facto de o movimento incentivar um modo de vida que respeita mais o ambiente também agradou a Jörgen Larsson, que tem o cuidado de sublinhar, no entanto, que não se trata de uma nova versão da vaga ecológica, que defende o regresso à terra e a auto-suficiência. Pelo contrário. Os adeptos do movimento consideram que a vida nas cidades tem uma série de vantagens: não se perde tempo nos transportes, usa-se menos o carro e poupa-se no aquecimento de uma casa grande no campo, quase sempre dispendioso, e que consome muita energia.
Nos Estados Unidos, muitos adeptos da simplicidade voluntária verificaram que os seus próximos mostravam indiferença ou cepticismo em relação ao seu novo modo de vida. Um deles teve mesmo de fingir que tinha um segundo emprego, para escapar às perguntas daqueles que se espantavam por o verem sair tão cedo. “
Jörgen não encara a ausência de perspectivas profissionais como um sacrifício. As suas ambições são outras, explica. Trata-se, sobretudo, de ter influência sobre o mundo.



Anna Lagerblad
in Courrier Internacional, Fevereiro de 2008
via SNPC

E lá passou mais um fim de semana...

... cheio de actividades aqui no CEA:


sexta-feira, janeiro 15, 2010

E os bolbos dão um ar da sua graça...

Lembram-se destas sementeiras em forma de Mandalas?
Olhem já como elas estão:

sementeirasDaOndaVerde

Nova exposição no CEA - como foi construída a ETA de Lever?

Poderão espreitar um pouco do que foi a contrução da ETA de Lever.


ExposiçãoFotosETA_Janeiro2010 010

O CEA está aberto todos os dias, excepto feriados, das 09:30 às 12:30 e das 14:00 às 18:00.

Espero por todos!

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Às voltas pela internet..

... e tentando esquecer as catástrofes naturais que pelo Mundo vão ocorrendo, encontrei um "milagre":

Químicos nocivos nos produtos de higiene
Aqui fica a referência para um website sobre as substâncias contidas nos produtos de higiene que uitilizamos diariamente. Contém bases de dados de com a composição química de muitos dos produtos disponíveis no mercado e seus malefícios para a saúde, tal como, importantes recomendações para o consumidor.

Vale a pena fazer uma pesquisa da análise que fizeram aos produtos que geralmente se utilizam para bebés (Mutela e Aveeno inlcuídos) e depois reflectir nos perigos a que expomos, diariamente, os nossos filhos.

Bem sei que as quantidades de químico contidas em cada um destes produtos pode ser mínima mas juntemos o gel de banho, shampoo, creme de corpo, óleo de massagem, creme para as assaduras da fralda, as próprias fraldas, todos os químicos na roupa dos bebés, os contidos na nossa alimentação (que passam para o leite materno) mais os químicos contidos nos produtos de higiene da mãe (sim, também passam para o bebé mesmo dentro da barriga), as radiações e poluições diversas a que estão sujeitos no dia-a-dia e temos uma mistura explosiva!

Para terem uma ideia da gravidade da situação, foi analisado o sangue do cordão umbilical de 10 recém nascidos e foram encontrados 232 produtos químicos reconhecidos como tóxicos e nocivos. Aqui encontram mais infos sobre este estudo.

Bookcrossing

E lá coloquei eu mais livros a viajar.
Hoje foram 15!
Ora vejam a minha lista.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Livro do mês - Janeiro 2010

Aqui está o nosso primeiro livro deste ano.

Aqui no CEA, decidimos retomar o nosso hábito de eleger um livro todos os meses. Ficará exposto na nossa biblioteca para todos se divertirem a conhecer novos assuntos.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Trocas em vez de vendas

E o mundo seria perfeito se o dinheiro desaparecesse!
Agora, faço parte do freecycle.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Deste fim de semana...

...recordamos a neve e os primeiros socorros.
Mas, infelizmente, os registos fotográficos "escapuliram-se"!

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Estive mais uma vez na internet...

... e a ler a National Geographic deste mês.
Aprendi imenso sobre os Hadza. Ora vejam:

OS HADZA

Os Hadza são caçadores-recoletores que vivem no Norte da Tanzânia, situados nas margens do Lago Eyasi. Também são conhecidos por Tindiga ou Kindinga mas rejeitam tais nomes por considerar que são depreciativos e discriminatórios. O seu território faz parte de 3 distritos administrativos, pertencendo cada um a uma região diferente.
A sua organização social pode ser estudada através das suas relações económicas estabelecidas com os seus vizinhos pastores e agricultores (estes consideram os Hadza como inferiores). Os Hadza sempre foram caçadores-recolectores e orgulhosamente o afirmam; apesar de mais recentemente o seu estilo de vida se ter modificado um pouco.
O seu ambiente ecológico, é dominado pela savana seca do Este de África, o que influencia a sua economia e as relações sociais e políticas. O seu território é considerado como infestado por causa das moscas tsé-tsé (responsáveis pela propagação de doenças), do escasseamento de água potável e por níveis de precipitação baixos, o que faz com que seja impossível a prática da agricultura. Os acessos são quase inexistentes e todos estes factores contribuiram para que eles se mantivessem em relativo isolamento ( comunidades encapsuladas) do resto das outras sociedades, excepto dos vizinhos.
A sua organização económica é rudimentar baseada na subsistência e não existe uma mentalidade de acumulação, pelo menos a longo prazo. É uma sociedade que dá importância à partilha e ao poder da igualdade.


Uma breve caracterização histórica:

Durante a colonização receberam muitos refugiados entre eles de outras sociedades de pastores e agricultores seus vizinhos por estes estarem em conflito com os colonizadores alemães e ingleses que, no entanto, ignoravam os Hadza.
Mas entre 1927 e 1939 a administração britânica fez um esforço no sentido de os forçar a estabelecerem-se como agricultores com vista a transformá-los em cidadãos “úteis”. A ideia era utilizar a mão-de-obra e ensiná-los a trabalhar nas colheitas da agricultura. Tais tentativas levaram ao aparecimento de muitas doenças na comunidade. O contacto com outros povos foi considerado perigoso e foi necessário o reforço da sua política de minimização do contacto. As tentativas falharam, e eles foram abandonados pois o Governo achou melhor não gastar mais dinheiro num grupo que não se conseguia sedentarizar e que não produzia nada de útil.
Desde a década de 60, os Hadza vivem em pequenos acampamentos nómadas deslocando-se todas as duas ou três semanas. Mas com os processos da independência, em 1964 surgiram novas tentativas para voltar a restabelecê-los em novos locais. O Governo da Tanzânia adoptou uma política de sedentarização de modo a se estabelecerem e aumentarem a colheita, a agricultura e a pastorícia. Foram construídas casas, escolas e uma série de infra-estruturas, para melhor os ajudar nesse processo. O Estado disponibilizou uma grande área para eles porem em prática essas actividades. A comida era-lhes dada até conseguirem produzir o suficiente para se alimentarem e terem acesso a água canalizada (algumas torneiras pela povoação).
Isto despertou a inveja das sociedades vizinhas pois queriam ter as mesmas regalias sociais. De repente o novo território tornou-se bastante atractivo para outras sociedades. Algumas pessoas das sociedades vizinhas começaram a fazer-se passar por Hadza para acederem aos serviços, à alimentação, etc.
O projecto teve bastante sucesso mas a verdade é que isso aconteceu devido à facilidade com que os Hadza obtinham comida. Essa era umas das únicas razões para estes não quererem voltar à natureza. Em 1972, quando a comida começou a escassear, devido a políticas internas, grande parte voltou para o seu território de origem. Então, os falsos Hadza mantiveram-se nos povoados e foram eles que beneficiaram das infra-estruturas.
A falha de todas estas tentativas levou as autoridades nacionais a olharem para esta sociedade como condenada, que devia ser deixada até se extinguir.


Mobilidade e estabelecimento:

Os Hadza ao longo da sua história fizeram um esforço para manterem o seu modo de vida face a grandes pressões para os mudar e para se sedentarizarem. A sua mobilidade não é apenas o modo de melhorar o acesso à comida, à água e outras matérias que necessitam mas, também, funciona como um modo de prevenção de doenças (abandonam a áreas onde as pessoas tenham tido doenças ou tenham morrido). A composição dos acampamentos é flexível, os movimentos são constantes dentro dos grupos.
Devido às pressões exercidas pelas autoridades da Tanzânia para se estabelecerem muitos deles acolheram essas políticas para acederem aos benefícios cedidos pelo Governo. Contudo, muitos continuaram a sua vida nómada, apesar dos seus movimentos serem agora mais restritos (resultado da perda de terras), o que afecta de um certo modo, a sua organização social e económica.


Organização política e social:

Os grupos de caçadores-recolectores são pequenos que normalmente são facilmente conqusitados. É o caso dos Hadza que tiveram de se render aos seus vizinhos apesar de terem armas bastante eficientes (arcos, setas, machado). O poder dos seus vizinhos era superior.
Segundo o antropólogo James Woodburn as suas fronteiras confrontam-se com diferentes culturas, e isso nunca os deixou viver em plena paz, e além disso, existe outro ponto que ameaça a sua estabilidade e integridade, que foram os caçadores “outsiders” atraídos pela imensa caça do seu território.
A ideologia Hadza dá principal importância tanto à igualdade como ao status entre os homens. Não têm grandes hierarquias de poder, pois, denota-se a ausência de chefes ou mesmo líderes.
Na sua organização política não existem grandes regras que delimitam a sua estabilidade no fundo a comunidade é regida por todos de forma igualitária, devido sobretudo, ao nomadismo. Segundo James Woodburn a organização social dos Hadza, está inserida num sistema de “immediate – return”, em que os grupos são flexíveis e mudam constantemente a sua composição.
Isto permite-lhes grande mobilidade - cada um caça ou recolhe o que quiser, durante o tempo que quiser. Não há grande dependência de pessoas específicas para satisfazer as necessidades básicas do grupo. Neste sistema as actividades estão mais orientadas para o presente dentro do qual as suas ferramentas e armas são simples e, não existe rendimento pessoal ou bens considerados económicos.
Consideram-se como uma comunidade muito unida baseada na divisão e reciprocidade. Para muitos estudiosos estes inserem-se na “lei da hospitalidade”. Morgan compara essa lei com o comunismo primitivo como substância final da igualdade. Pode-se dizer que os Hadza consideram-se uma grande família, pois tratam todos os outros como parentes. Por isso, a escolha individual e autonomia pessoal é respeitada entre eles.
Homens e mulheres, usualmente, tomam a decisão acerca de com quem casarão. A residência, depois do casamento, é matrilocal, sendo, assim um modo de preservar a solidariedade feminina que é muito importante na vida das mulheres depois de casarem. O casamento (ou melhor a ausência do mesmo) tem sido um factor de declínio desta sociedade. Têm vindo a perder raparigas na idade de casar; o movimento tem sido de saída e não de entrada devido à impossibilidade de pagar o elevado preço pela noiva (lobolo) e além disso, são tidos como tendo um estatuto social inferior ao das outras sociedades, logo poucas raparigas querem casar com um Hadza.
No contexto religioso, os homens e mulheres são diferenciados. Muitas das cerimónias são realizadas separadamente. Os homens, assim que possível, são logo iniciados na comunidade igualitária dos homens na qual eles têm direitos e privilégios. Entre eles mantêm segredos sobre as mulheres e crianças. Por outro lado, as mulheres também têm os seus segredos sobre os homens. A circuncisão feminina é organizada apenas pelas mulheres e é vista como matéria inteiramente delas (existem indicações de que hoje em dia as mulheres podem escolher entre fazer ou não a circuncisão).
Os rituais na maioria estão associados à caça. Contudo, têm um ritual muito importante, o “Esperne Dance” - é um acontecimento executado na escuridão nas noites sem luar. Considerado indispensável para o seu bem-estar e pode ser interpretado como uma cerimónia de reconciliação entre homens e mulheres.


Organização económica:

A estigmatização dos grupos de caçadores-recolectores afecta a natureza das trocas. Inseridos num sistema de “immediate-return” (retorno imediato), asseguram o seu modo de vida e a sua sobrevivência sem grandes dependências dos vizinhos. Apesar de obterem destes produtos como tabaco, metal para setas, facas e machados, roupas, farinha, isto pode revelar que estão dependentes dos seus vizinhos mas na realidade não é essa a verdade, no entender de J. Woodburn.
A sua subsistência provem de tudo o que a natureza oferece - fazem a recolha e caça de alimentos para o próprio dia ou para alguns dias seguintes. Os produtos são para si próprios e negoceiam apenas os excedentes porque não costumam trabalhar para os seus vizinhos de forma a evitar compromissos para com os outros. Na obtenção de um ou outro bem podem depender dos seus vizinhos mas isso não significa que há grandes relacionamentos entre eles. Tentam evitar o estabelecimento de relações de troca muito fortes para não se criar uma dependência entre eles e para não estarem sujeitos a uma dominação por parte dos seus vizinhos. Dentro do seu sistema de produção e de transacção tentam evitar compromissos, por isso, estabelecem relações efémeras para evitar grandes dependências.
A sua alimentação é constituída à base de raízes selvagens, mel, carne de animais, batata doce, etc. A procura de comida leva a que haja uma divisão sexual do trabalho, em que homens ficam encarregues da caça e as mulheres da recolecção (raízes, plantas, frutos, insectos). É relativamente fácil obterem alimentos. Mas existem tipos de comida que rejeitam, como répteis, certos insectos, peixe, moluscos, etc. Em contrapartida dão especial valor ao mel. A carne é partilhada com as pessoas do acampamento, não é apenas reservada ao caçador e à sua família; acreditam fortemente que se deve partilhar sem esperar recompensa – pode ser entendido como altruísmo. Normalmente, na caça não usam armadilhas sendo necessário mais agilidade e pratica diária com maior esforço.
Alguns Hadza, agora trabalham fora dos acampamentos ou estão ocupados com o comércio. Não lutam para se adaptar à modernidade como se tivessem ficado presos no passado, eles são um povo esperançoso no futuro e, por enquanto, auto-suficiente.
Conseguiram escapar à marginalização imposta pela exploração agrícola e industrial ocupando áreas que não servem para essas actividades. Isso não significa que a sua qualidade de vida seja miserável. A sua dieta é bastante equilibrada e estão menos sujeitos a fomes do que os povos vizinhos. Como não têm que trabalhar muito sobra-lhes tempo para o lazer, para a vida social e ritual.
Hoje em dia enfrentam graves crises que abala a sua continuidade. Provavelmente, eles terão de recorrer à prática da agricultura e da criação de gado para poderem sobreviver (como deseja o Governo). Contudo, resistem à mudança porque acreditam que o seu modo de vida”primitivo” é melhor do que a “civilização”.

Espaço disponível para todos

Hoje foi dia de o CEA receber os participantes da Reunião UNAPD:

quinta-feira, janeiro 07, 2010

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Mesmo daqui do lado...

... do outro lado do rio, temos verdadeiros cientista e vieram cá mostrar do que são capazes:

terça-feira, janeiro 05, 2010

A pequena Havrochetchka

Há pessoas boas neste mundo. Mas também há pessoas que não são boas. E pessoas que não têm sequer vergonha do mal que fazem.

A pequenina Havrochetchka teve a infelicidade de viver com pessoas que pertenciam a este último grupo. Ela era órfã, e uma família recolheu-a mas apenas para a fazer trabalhar até mais não poder ser. A pequenina Havrochetchka fiava e tecia e fazia toda a lida da casa e tinha de responder por tudo.

A dona da casa tinha três filhas. A mais velha chamava-se Um-Olho, a do meio Dois-Olhos, e a mais nova Três-Olhos.

As três irmãs não faziam nada durante todo o dia: sentavam-se junto do portão a olhar quem passava, enquanto a pequenina Havrochetchka fiava e tecia para elas, sem nunca receber uma palavra de agradecimento.

Às vezes a pequenina Havrochetchka ia ao campo. Abraçava a vaca Malhada e contava-lhe todas as suas mágoas.

— Minha querida Malhada — dizia então. — Elas batem-me, e ralham-me, não me dão comida suficiente e ainda por cima proíbem-me de chorar! Para amanhã tenho de ter cinco fardos de linho fiado, tecido, branqueado e dobrado!

E a vaca respondia:

— Minha querida, basta que entres por uma das minhas orelhas e saias pela outra para que o teu trabalho fique pronto!

E o que a Malhada dizia, assim se cumpria. A pequenina Havrochetchka entrava por uma das orelhas da vaca e saía pela outra. E — maravilha das maravilhas! — ali estava o pano: tecido, branqueado e dobrado.

Então a pequenina Havrochetchka levava as peças de linho para casa e entregava-as à madrasta que olhava para elas, resmungava, e as escondia numa cómoda, dando-lhe logo mais trabalho para fazer.

E a pequenina Havrochetchka ia até junto da Malhada, abraçava-a, fazia-lhe festas, entrava por uma das suas orelhas e saía pela outra, agarrava no pano pronto e levava-o de novo à madrasta.

Um dia a velha chamou a filha Um-Olho e disse-lhe:

— Minha querida filha, minha encantadora filha, vai ver quem é que ajuda a órfã no seu trabalho. Descobre quem lhe fia o linho, quem lhe tece o pano e quem o enrola nas peças.

Um-Olho foi com a pequenina Havrochetchka ao campo, e foi com ela à floresta, mas esqueceu-se do que a mãe lhe tinha mandado fazer. Deitou-se no chão à torreira do sol, enquanto a pequenina Havrochetchka murmurava:

— Dorme, dorme, olhinho, dorme!

Um-Olho fechou o seu único olho e adormeceu. E enquanto ela dormia, a Malhada fiou, teceu, branqueou e dobrou o linho.

A madrasta ficou de novo sem saber nada, por isso chamou Dois-Olhos, a filha do meio, e disse-lhe:

— Minha querida filha, minha encantadora filha, vai ver quem é que ajuda a órfã no seu trabalho.

Dois-Olhos foi com a pequenina Havrochetchka, mas também ela se esqueceu do que a mãe lhe tinha mandado fazer. Deitou-se no chão, à torreira do sol, enquanto a pequenina Havrochetchka murmurava:

— Dorme, dorme, fecha um olho e fecha também o outro!

Dois-Olhos fechou os olhos e adormeceu. Enquanto dormiu, a Malhada fiou, teceu, branqueou e dobrou o linho.

A velha ficou muito zangada e, no terceiro dia, chamou Três-Olhos, a filha mais nova e ordenou-lhe que fosse com a pequenina Havrochetchka, a quem dera muito mais trabalho do que era habitual.

Três-Olhos brincou e saltou ao sol até que ficou tão cansada que se deixou cair no chão. E a pequenina Havrochetchka murmurou:

— Dorme, dorme! Fecha um olho e fecha também o outro!

Mas esqueceu-se completamente do terceiro olho.

E assim dois olhos adormeceram, mas o terceiro olhou à sua volta e viu tudo.

Viu a pequenina Havrochetchka entrar por uma das orelhas da vaca e sair pela outra, e viu-a pegar no tecido já pronto.

Três-Ohos chegou a casa e contou à mãe tudo o que tinha visto. A velha ficou doida de alegria. No dia seguinte foi ter com o marido e disse-lhe:

— Mata a vaca Malhada.

O velho ficou admirado e tentou chamá-la à razão.

— Ficaste louca, mulher? — disse ele.— Trata-se de uma óptima vaca e além disso ainda é muito nova.

— Mata-a e deixa-te de palavreado — insistiu a mulher. Não havia nada a fazer e o velho começou a afiar a sua faca.

Mas a pequenina Havrochetchka percebeu o que se passava. Foi ao campo e lançou os braços ao pescoço da Malhada:

— Minha querida Malhada, querem matar-te! — chorou ela.

E a vaca respondeu:

— Não chores, minha querida, e faz o que te mando: depois de me matarem pega em todos os meus ossos, embrulha-os no teu lenço, enterra-os no jardim e rega-os todos os dias. Não comas pedaço algum da minha carne, e nunca te esqueças de mim.

O velho matou a vaca, e a pequenina Havrochetchka fez tudo tal qual a Malhada lhe ordenara. Estava cheia de fome mas não tocou na carne. Enterrou os ossos no jardim, e regou-os todos os dias.

Pouco tempo depois nascia uma esplêndida macieira nesse lugar: as suas maçãs eram redondas e sumarentas, e o mais espantoso de tudo é que os ramos eram de prata e as folhas de ouro! Todos os que por ali passavam paravam a olhar para ela e maravilhavam-se com tal prodígio.

Se passou muito tempo, se passou pouco, ninguém sabe dizer. Sabe-se apenas que um dia Um-Olho, Dois-Olhos e Três-Olhos estavam no jardim a passear, e logo aconteceu que nesse exacto momento passou por elas, num belo cavalo, um jovem muito elegante e muito rico. Vendo as maçãs tão apetitosas parou e disse de brincadeira às raparigas:

— De todas três, uma será minha esposa se me der um fruto dessa árvore maravilhosa!

As três irmãs correram até à árvore, cada uma tentando ser a primeira a apanhar uma maçã.

Mas as maçãs, que até então se encontravam nos ramos mais baixos, à mão de qualquer pessoa, ergueram-se de repente no ar, fora do alcance das mãos das três irmãs.

As três irmãs ainda tentaram sacudir os ramos, mas as folhas caíram em catadupas e cegaram-nas. Tentaram agarrar os ramos, mas os ramos enfiaram-se pelo seu cabelo e desfizeram-lhes as tranças. Por mais que se esforçassem e lutassem não conseguiram apanhar as maçãs, e cada vez ficavam mais feridas e arranhadas.

Então a pequenina Havrochetchka chegou junto da macieira, e logo os ramos se baixaram, e as maçãs caíram nas suas mãos. Ela deu uma maçã àquele belo jovem, e pouco tempo depois casava com ele.

Desde esse dia nunca mais conheceu a tristeza: viveu com o marido em boa saúde e grande alegria, enriquecendo de dia para dia…



Contos Tradicionais da Rússia

Lisboa, Edições Raduga, 1990







Do Clube de Contadores de Histórias
Projecto: Abrir as portas ao sonho e à reflexão

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Polvos aos montes!

Toneladas de polvos mortos deram à costa em Vila Nova de Gaia, entre as praias de Valadares e Canide-Sul. As razões para tal mortandade ainda não estão claras: a Câmara diz que tudo aponta para fenómeno natural; a Polícia fala em forte descarga poluente.

José Nogueira vive há 55 anos junto à praia de Valadares. Garante que já viu "muita coisa", "muita poluição colorida, muita espuma esquisita", mas nunca se deparou com uma situação como a de ontem. "Até dói ver tantos polvos a serem atirados para a areia pela força do mar. Tem de ser coisa forte para matá-los desta forma", afirmou, ontem, ao JN.

Essa "coisa forte" foi, para os agentes da Polícia Marítima que permaneceram no areal entre as 10 horas e o princípio da tarde, uma "forte descarga poluente com metais pesados". "Não venham com conversas. Isto é poluição e apanhou os polvos porque são os que estão mais fundos no mar", garantiram, apesar de passarem as certezas para depois. "O Parque Biológico de Gaia está a fazer exames. O serviço ambiental da GNR anda a percorrer terreno junto à ribeira de Paço, de onde poderá ter vindo a descarga. Aguardemos", remataram.

A preocupação da Polícia era evitar que moradores levassem os polvos para consumo e que eles fiossem retirados rapidamente do areal. No entanto, os poucos bombeiros de Valadares e a ausência de pessoal camarário, à hora do almoço, não surtia efeito, sobretudo fora da praia de Valadares.

Mas, segundo os resultados preliminares da autópsia efectuada pelo Parque Biológico de Gaia, "não há nenhuma razão de carácter agressivo que justifique a morte dos polvos", assegurou ao JN o vice-presidente da Câmara de Gaia, Marco António Costa. "Está completamente fora de hipótese tratar-se de algo relacionado com poluição", disse o autarca.

A meio da tarde de ontem, o director do Parque Biológico de Gaia mantinha-se no local a acompanhar os trabalhos de limpeza do areal. E eram muitas as dúvidas de Nuno Oliveira e para as quais apenas as conclusões vindas do Laboratório Nacional de Medicina Veterinária acharão resposta.

Na análise "muito sumária" feita pelos técnicos do Parque Biológico apenas se estabeleceu tratarem-se de polvos frescos, já que havia a suspeita de poder tratar-se de moluscos atirados ao mar. Ainda de acordo com o presidente do Parque Biológico, a hipótese da morte dos polvos estar relacionada com poluição "elimina-se com facilidade", uma vez que não houve outros peixes mortos. No entanto, o JN viu algumas tainhas entre os moluscos mortos, se bem que em menor quantidade

"A origem da morte deve ter sido uma causa natural", adiantou, estranhando, no entanto, o facto de os cadáveres terem dado à costa todos ao mesmo tempo.Dúvidas que deverão ser esclarecidas dentro de alguns dias.

Marco António Costa sugeriu, ainda, que na origem do fenómeno poderão ter estado a alterações das condições biológicas, resultantes da agitação verificada nos últimos dias.

*com Cláudia Monteiro

quinta-feira, dezembro 31, 2009

2010 - quase quase...

O que desejamos para 2010?
Que se pense antes de agir. Pensar nos outros, pois todas as acções têm reacções.
Que se enfrentem os desafios como futuras conquistas.
Que se vivam os dias intensamente.
Que as actividades sejam brilhantes nas suas filosofia e concretização.
Que os esforços tenham sempre um objectivo concreto.
Que a meditação faça parte dos nossos dias.
Que a paz seja conquistada.



E a propósito da meditação e do contacto com o nosso EU, lembrei-me de um texto que li há uns dias na internet.

"A ÉTICA PROFISSIONAL COMO TRADUÇÃO DO AMOR"

Prof. Emerson Barros de Aguiar, doutor em Filosofia pela Universidad de Zaragoza (Espanha), Escritor e Professor Universitário em João Pessoa (PB).

"Alguém pode não saber ler ou nunca ter ouvido falar de ética, mas só será feliz se for ético. Ética não é uma condição que a gente tem de atender para agradar a empresa ou ao chefe; não é recitar códigos ou doutrinas. Ética é o que fica da vida que levamos, das coisas que fazemos todo dia, agora; é o saldo que resta em nosso coração das ações que praticamos.

Não se pode aprender ética apenas em livros ou em aulas e, menos ainda, em palestras. Ela está lá no Evangelho de Jesus: no Sermão da Montanha e em muitas outras passagens. Mas não é difícil encontrar a ética dentro de nós, saber o melhor caminho a seguir.

A felicidade de comercial não é sustentável. A satisfação dos cartões de crédito, do consumo, dos vícios ou da corrupção... A felicidade que tira dos outros, diminui muito mais de nós mesmos. Isto não é moralismo, não é pieguice, é realidade! “Ignorante” é o nome dado por Sócrates a quem ainda não sabe disso. Todo mundo vai descobrir que o mal não vale a pena, que o egoísmo não constrói nada, só estraga, destrói. De uma maneira ou de outra vai descobrir isso.

A boa vontade será a melhor maneira e a decepção, a pior... Não precisamos sofrer tanto para aprender que a vida é muito mais ajudar e compartilhar do que competir, ferir e derrotar. Quem tem o coração cheio de amor, tem ética, naturalmente.

Ética é não estar preocupado com a reputação, mas com o caráter.

O comportamento espontâneo, generoso e fraterno, é ético.

Quando a ética não é uma escolha, mas um dever imposto pela consciência, isto é ética.

Quando estamos empenhados em dar o melhor de nós e não em sermos os primeiros, isto é ética.

Quando nos esforçamos para ter bondade e não para aparentar bondade, isto é ética.

Quando o cuidado com os sentimentos dos outros lapida a dureza das palavras, isto é ética.

Quando olhamos para os outros e nos colocamos no lugar deles, quando vemos Deus nos outros, isto é ética.

Quando perdoamos, deixando espaço livre na nossa memória para paisagens de ternura e humanidade, isto é ética.

Quando descobrimos uma qualidade nova em alguém de quem não gostamos, isto é ética.

Quando identificamos em nós algum defeito e enxergamos como a vida é maravilhosa, isto também é ética.

Quando não nos vingamos de quem nos prejudicou, mesmo tendo a oportunidade ideal, isto é ética.

Quando olhamos os filhos dos outros como nossos próprios filhos e os empregos dos outros como o nosso “ganha-pão”, isto é ética.

Quando sabemos que o dinheiro, o conforto, a posição ou o status de que desfrutamos são apenas privilégios e não direitos, pois podem nos ser tirados a qualquer momento pelo infortúnio, pelo imponderável ou pela morte: isto é ética!

Quando aquilo em que acreditamos não é expresso como uma declaração de princípios, mas sai da nossa boca como poesia, isto é ética!

Quando somente conseguimos conspirar pela felicidade dos outros, isto é ética.

Quando sabemos que o amor pela pedra, pelo inseto, pela planta, pela brisa e por todas as coisas, que a ação em benefício de alguém que nem conhecemos e que a gratidão pela vida são tesouros permanentes, isto é ética.

Quando sentimos que o amor invadiu cada sílaba que pronunciamos, cada lembrança, cada gesto, olhar e tarefa, enfeitando o templo do coração com as flores do bem, isto é felicidade..."

NOTA:
A Meditação é um estado que promove auto-conhecimento, pois reconhece como mutável os padrões de comportamento, crenças e valores internos adoptados pela sociedade, educação e familiares. E também é um estado que reconhece como imutável a serenidade natural do Ser por trás de todos pensamentos, sentimentos e sensações.

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Ondas aquáticas ecológicas

Círculos cheios de energia para um novo ano cheio de concretizações.
Muita cor e muita alegria no meio de uma sementeira de arco-íris em pneus.
Foi bom rever este grupo.
Foi bom trabalhar de novo com eles.
Querem ver como foi?

terça-feira, dezembro 29, 2009

Mais formações no CEA

Porque devemos sempre saber reagir em caso de emergência!

Festa de Natal em Lever

Olhem os meus amiguinhos de Lever na sua festa de Natal.
Já foi no dia 18, mas só hoje encontrei as fotografias.
É tão bom vê-los tão felizes...



Querem dar uma pequena olhadela à festa?

segunda-feira, dezembro 28, 2009

A Batalha de Natal

— Só mais seis dias — disse Neli.
Enquanto a filha tentava assobiar Noite Feliz, a mãe repetiu, pensativa, numa voz que não soava alegre:
— Ainda seis dias.
Após uma curta pausa, prosseguiu, suspirando:
— Se tudo já tivesse passado!
Com o assobio suspenso no ar, Neli olhou para a mãe com ar estupefacto:
— Não estás contente?
— Claro que sim, mas já estou pelos cabelos com esta agitação toda!
Como Neli não tinha aulas à tarde, foi patinar com uma amiga. Ao cair da noite, dirigiu-se ao supermercado onde a mãe trabalhava. Havia tanto movimento que o lugar mais parecia uma colmeia. A mãe estava sentada numa cadeira giratória, diante de uma das seis caixas registadoras. Os produtos chegavam-lhe num tapete rolante. Enquanto a mão direita marcava os números no teclado, a mão esquerda rodava as embalagens para que a máquina pudesse ler os códigos. Finda a operação, os produtos eram colocados, um a um, no carrinho de compras. Quando acabava de marcar tudo, a mão direita carregava na tecla do total e rasgava o talão, enquanto a esquerda afastava o carro cheio e puxava o próximo, vazio, para junto dela.
— Que bem fazes isso — dissera-lhe Neli uma vez. — Eu faria tudo devagar e, ainda por cima, metade saía mal.
— Ora — dissera a mãe a rir. — É uma questão de treino. Quando comecei, também não era assim tão despachada. Não encontrava a etiqueta com o preço e, muitas vezes, carregava nas teclas erradas. Como tinham de esperar, as pessoas resmungavam. Agora já quase consigo fazer isto automaticamente.
— Como um robô! — Neli riu-se.
E se tivesse um robô como mãe? Nunca teria dores de cabeça, nem à noite estaria tão cansada. Mas um robô não tem coração e, por isso, Neli preferia a mãe tal como era, mesmo quando, em certas noites, quase nem conseguia falar de tão cansada!
Só mais quatro dias.
Só mais três.
As filas nas caixas eram cada vez mais longas. As pessoas abasteciam-se de comida como se o Natal durasse meio ano. Com um ruído sibilante, as portas automáticas abriam e fechavam, abriam e fechavam. A mãe sentia nas costas a corrente de ar e os cartões pendurados no tecto balançavam de um lado para o outro.
Um sino de Natal, por cima da cabeça da mãe, tinha escrito a vermelho: PROMOÇÃO: Bombons, 250 gr, a preço especial.
Perto dele balançava um anjo de papel com uma faixa nas mãos, como nas igrejas, mas onde não estava escrito Paz na terra aos homens de boa vontade, mas sim Fiambre para o Natal a 15,80€/kg.
Os altifalantes debitavam música de Natal:
Noite feliz…
Cabeça de anho
Noite feliz…
Descafeinado
Papel higiénico de três folhas
O Senhor…
Lenços com monograma
Mostarda
Nasceu em Belém…
A mãe suspirava e, com um movimento rápido, limpava o suor do lábio com as costas da mão. Os clientes, impacientes, esperavam, apoiando-se ora numa, ora na outra perna. De olhar ausente, nem olhavam para a senhora da caixa, pensando apenas no regresso a casa com os sacos pesados e o eléctrico cheio.
Ufa!
Só mais três dias, e acabaria tudo.
— Vou fazer um jantar como o do ano passado — disse a mãe, à noite, virando-se para Neli. — Patê em folhas de alface, porco assado, batatas fritas, feijão e, para sobremesa, creme de chocolate de lata com peras.
No dia 24 de Dezembro, a loja só estava aberta até às quatro horas da tarde. Em seguida, os empregados podiam comprar, com um desconto de 15%, os produtos que tinham sobrado. A mãe de Neli achava que valia a pena e, por isso, tinha guardado as compras maiores para essa altura: uma pasta escolar para Neli, uma boneca, lápis de cor, um anoraque para o pai, e a comida para a ceia de Natal.
Na sala do pessoal, houve um lanche para todos os empregados.
— A batalha de Natal foi mais uma vez vencida — alegrou-se o chefe do pessoal, que proferiu mais umas palavras elogiosas.
Depois foram servidos pãezinhos com fiambre e um copo de vinho a cada um.
Após o lanche, a mãe de Neli deixou ficar os gordos sacos de compras esquecidos na sala do pessoal. Só reparou quando já estava na paragem do autocarro. “As minhas prendas! Todas aquelas coisas boas para a ceia!”, pensou assustada.
Mas a loja já estava fechada e, antes do dia 27, não voltava a abrir. Chegou a casa de mãos vazias.
Nessa noite, apesar de tudo, festejaram o Natal. O pai acendeu as velas da árvore de Natal e Neli recitou um poema. Só se lembrou das duas primeiras estrofes e depois encravou, mas a mãe achou-o muito bonito e o pai nem reparou que ainda continuava. O jantar foi mais curto do que o planeado. Por sorte, a mãe já tinha comprado o assado e havia batatas em casa, mas não houve entrada nem sobremesa. Trincaram nozes e comeram maçãs.
— Assim, não fico com o estômago tão pesado como no ano passado — disse o pai. — Comidas pesadas não me caem bem.
Também não havia muito que desembrulhar.
Por isso, sobrou tempo. Muito tempo.
Neli foi buscar o jogo “Memory” que recebera no Natal anterior. Durante o ano inteiro, esperara, em vão, todos os domingos, que alguém tivesse tempo para jogar com ela.
Agora, os pais tinham tempo.
O pai nunca tinha jogado “Memory”. Ao fim de algum tempo, Neli já tinha encontrado sete pares de cartas, a mãe três, e o pai, que geralmente queria ganhar sempre, procurava constantemente no sítio errado.
Tentava alguns truques, pondo, sem ninguém dar conta, migalhinhas de pão em cima das cartas que tinha decorado, ou pousava as mãos na mesa, de forma a que o polegar indicasse a direcção em que estava uma determinada carta. Mas Neli descobriu-lhe a jogada. Jogaram mais duas ou três vezes e o pai não se zangou por perder sempre. Depois, ainda jogaram o jogo do assalto.
À meia-noite, o pai apagou a luz e ficaram a olhar pela janela. A neve reflectia uma luz clara e ouviam-se os sinos a tocar.
— A esta hora, há quase dois mil anos, nasceu Jesus — disse a mãe, e Neli reparou que, afinal, a mãe estava contente por ser Natal.
Ao ir para a cama, Neli disse:
— Este foi um Natal muito bonito.
— A sério? — perguntou a mãe, admirada. — Mas não houve ceia nem prendas quase nenhumas.
— Mas houve muito tempo — respondeu Neli.

Jutta Modler (org.)
Brücken Bauen
Wien, Herder, 1987
(Tradução e adaptação)

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Ontem a Liliana viu um texugo! Não conseguiu fotografá-lo...
A cápsula do tempo foi aberta e os insectos estiveram cinematográficos!
Ainda houve tempo para se fazer enfeites de natal.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Não há mau tempo que afaste os nossos visitantes!

Mas o facto é que o mau tempo está aí!

Mau tempo em Rio Tinto

Metro do Porto - Estudo de impacte ambiental viabiliza traçado à superfície ou enterrado no Parque da Cidade (Expresso.pt)

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Fim de semana em grande!

Com cheiro a canela e sabor a chocolate.
As princesas dançaram no mundo azul dos bebés.
Os lápis coloriram ao som de músicas de ídolos.
As respostas atropelaram as emoções de ganho ou perda.
Os embrulhos animaram os corações cheios de ansiedade.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Será que o mistério foi revelado a estes visitantes?

A ETA de Lever é um ícone no que respeita à tecnologia e aos processos usados na limpeza de água para consumo humano. Prova também é a quantidade de visitantes que vêm cá!

Preparativos de Natal

Nestes dias temos vindo a preparar o nosso Natal aqui no CEA.
Enquanto isso, as nossas sementeiras vão dando um ar da sua graça:

sementeiras

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Olha 'pra nós na TV "internética"

Lembram-se de eu vos ter dito que a DouroVerde TV esteve no CEA para gravar uma reportagem?
Aqui está o resultado!

Foram umas horas divertidas, como sempre o que se faz no CEA!

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Universidade Fernando Pessoa visitou a ETA de Lever

Como se lida com um grupo tão interessado naquilo que é falado no decorrer da Acção de Educação Ambiental?
Também com muito interesse, é claro!
Aqui no CEA não se pensa que se sabe tudo. Na verdade, aprende-se todos os dias. E com este grupo não foi diferente.
Fantásticos, pois.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Fomos dentro!

Mas foi só para os sensibilizar para o consumo sustentável da água.
Foi muito agradável e em nome da Liliana, da Raquel e da Sandra, posso dizer que aprendemos muito com esta acção.

Oficina de Construção de Presépios de ontem

E a propósito de presépios ecológicos, vejam estes criados por João P.V. Costa. No que os pinheiros e sobreiros se podem transformar! Explorem o resto do site deste senhor. São objectos tão naturais e tradicionais que vale a pena ver todas as fotografias em pormenor.

Ontem foi o último dia desta oficina e não posso deixar de agradecer ao Sr. Carlos os seus ensinamentos e a sua arte.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Troca de sementes

Aqui está uma bela ideia: troca de sementes!
No Brasil, no Vale de Ribeira, em Julho, decorreu a feira de troca de sementes. Aqui fica o descritivo:

Neste final de semana, nós do Slow Food São Paulo temos encontro marcado na cidade de Eldorado. É que lá vai acontecer a II Feira de Troca de Sementes e Mudas das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira. Na primeira feira, realizada no ano passado, foram expostas mais de 100 variedades de produtos, incluindo feijão, arroz, milho, abóbora, amendoim, café, mandioca, batata, cana, cará, taioba, banana, mamão, fruta do conde, juçara e plantas medicinais.
Nosso colega de Slow Food, Luca Fanelli, faz parte da organização do evento, que é aberto ao público, e por isto incluiu na programação uma atividade especial para nosso grupo. Vamos conhecer, no sábado à tarde, dia 11, a Comunidade Quilombola Ivaporunduva. Dormiremos lá e na manhã seguinte vamos ver a produção orgânica de bananas e ainda visitar o quilombo Nhunguara na mesma região.
Abaixo, o convite e a programação da feira, aberta ao público
As Associações quilombolas do Vale do Ribeira e o Instituto Socioambiental convidam para a II Feira de Troca de Sementes e Mudas das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira que acontecerá em Eldorado (SP), no dia 11 de julho de 2009, sábado, a partir das 9 horas, na Praça da Matriz.

Participantes (produtores) previstos: 100, de 18 comunidades

Programação

9h - Abertura da Feira, com troca entre os representantes das comunidades e venda para visitantes

10h - Início dos eventos culturais, que irão acompanhar a Feira, entre eles: dança “fandango” da comunidade de Morro Seco, cantigas das comunidades de Pedro Cubas e Ivaporunduva, roda de capoeira, puxada pela comunidade de Mandira.

12h30 - Almoço com produtos das comunidades, gratuito para os representantes das comunidades e preço simbólico para os visitantes

16h - Encerramento

Como chegar

De carro: Pegar a BR 116 rumo a Curitiba. Na altura de Jacupiranga, entrar na SP 193, em direção a Eldorado - Caverna do Diabo - Iporanga. Logo se chega a Eldorado. Distância de São Paulo: cerca de 242 km. Tempo estimado de viagem: 3 a 4 horas.

De ônibus: Viação Intersul, do Terminal Barra Funda. IDA: 06:30, 13:00, 16:00, 18:00. VOLTA: 05:20, 07:30, 09:30, 14:50. Tempo estimado de viagem : 5 a 5h30.


Aqui, podem ver o vídeo sobre o que se passou por lá.
Bem gostava de ter participado...

O Primeiro Natal em Portugal - Clube de Contadores de Histórias

É véspera de Natal. Mas não para Irina. Para ela só será Natal a 7 de Janeiro, quando as aulas tiverem recomeçado.
A mãe aproveita umas horas extra, na pastelaria, para preparar fornadas de bolos-reis.
O pai, antes de sair, marcou-lhe páginas e páginas de trabalhos de casa. É preciso, para poder acompanhar os colegas,
Folheando o dicionário, a pequena ucraniana procura as palavras portuguesas que há-de escrever em frente das que tão bem conhece.
ОЛiВЕДЬ — lápis
ЗОШИТ — caderno
КИГА — livro
ШКОЛА — escola
Tudo diferente! Até o abecedário... Na escola, os outros fazem pouco dela e chamam-lhe “língua de trapos”. Que quererá isso dizer?
Vai à página 190, logo em seguida à 293. Era de calcular...
Tem, no entanto, orgulho em ser a melhor a matemática. Ninguém a bate em contas. Quando a professora entrega os testes e lhe dá vinte, há sempre um grupinho irritado que, no recreio seguinte, se junta, numa roda, à sua volta, cantarolando:
 
Irina, Irina, Irina,
Que menina tão fina!
Tem cara cor de sal,
Olhos cor de piscina.
Cabelos cor de margarina.
Ai, doem-te as saudades?
Vai tomar aspirina.
 
Na Ucrânia deixou tantos amigos...
 
Evita aqueles olhos escuros que se fixam nela, uns curiosos, outros trocistas, outros indiferentes.
Sente-se como uma extraterrestre. Porque é que os pais a mandaram vir?
Isola-se no recreio, a um canto, tentando desvendar a algaraviada das conversas. Às vezes, o Afonso murmura-lhe ao ouvido um segredo:
— Pareces uma fada!
E foge logo a correr.
Que palavrão será “fada”? Nem vale a pena procurar no dicionário. Algumas palavras que lhe dizem nem sequer lá vêm. A princípio ainda perguntou à mulher da limpeza o que significavam mas ela empurrou-a com a esfregona.
— Ordinária! Estes imigrantes mal sabem falar mas fixam logo a porcaria... Porque não voltam para o sítio de onde vieram?
Com lágrimas nos olhos, Irina vai agora à janela e vê as luzinhas acender e apagar nas árvores despidas. Por trás das paredes deslavadas das velhas casas, decerto se celebra a consoada. Como será?
Doze pratos se punham na mesa de festa no Natal da sua terra. Uma em memória de cada apóstolo.
É Natal em Portugal. Que interessa? A família está dispersa. A mãe a fazer bolos-reis que não vai provar porque para os ortodoxos é tempo de sacrifício e jejum. O pai lá anda, na construção civil. Como mais ninguém queria trabalhar na noite de 24, foi, sozinho, pintar um café que está a ser remodelado, ao fundo da rua. Os dois irmãos mais novos ficaram em Priluki, lá longe, com a avó.
Irina aquece a sopa e arranja uma sandes de queijo. Como pesa o silêncio!
De repente, sente um grito abafado no andar de cima. Algum assalto? Alguém que caiu? Não sentiu passos nem o baque de uma queda...
Com o coração a bater, põe-se a espreitar pelo óculo. Nada!
— Acudam! Acudam!
Mais ninguém se encontra no prédio. As lojas do rés-do-chão estão fechadas, os vizinhos do primeiro andar foram de férias. Por cima, na mansarda, mora uma rapariga nova, gorda, pálida.
Irina abalança-se a subir. A porta encontra-se apenas encostada e a miúda entra, a medo. Já ninguém grita. Um gemido fraco ecoa ao fundo do corredor.
Haverá feridos? Tem horror ao sangue. Por um momento, pensa em voltar para trás. Mas prossegue, pé ante pé, até ao quarto.
Deitada na cama, a moça, que ela conhece de vista, geme, agarrada à barriga enorme. Irina aproxima-se, repara que está alagada em suor.
— Ladrão atacar tu? Estar doente?
Tremendo, a outra responde:
— Chama o 112. O bebé vai nascer.
Que será o 112? Estará ela a delirar? Quase desfalece.
Então Irina precipita-se pela escada abaixo. A rua encontra-se deserta. Não conhece ninguém nas redondezas. Corre até ao café onde o pai está a pintar paredes.
— Pai, pai! — grita ela.
Anton desce do escadote, pousa o rolo, inquieto ao ver a filha naquela aflição.
— Que foi? Aconteceu alguma desgraça?
Mal sabe o que se passa, marca um número no telemóvel, dá a morada, pede urgência. Segue-a em passo apressado. Sobre eles desaba uma chuva gelada. Ficam com os cabelos a escorrer, encharcam os sapatos nas poças que, num instante, se formam.
Chegados ao prédio, o ucraniano galga os degraus dois a dois, entra sozinho no quarto da vizinha. A filha fica à espera.
— Irina, ferve uma panela de água. Traz-me um frasco de álcool, uma tesoura, toalhas.
A miúda obedece, confusa.
— Traz-me roupa lavada, para me mudar!
O pintor despe o fato-macaco, sujo de tinta e de pó, na casa de banho, enfia uma camisa branca, umas calças desbotadas. Esfrega as mãos e a tesoura com álcool.
— Irina, a água já ferve?
De novo no quarto, fala pausadamente com a rapariga, em voz alta. Ouve-se tudo cá fora.
— Força! Coragem! Está quase...
De súbito ouve-se o choro de um bebé.
— Entra, Irina — diz, pouco depois, o pai. — Vem ajudar. Já és crescida.
Entrega-lhe o recém-nascido.
A rapariga, na cama desalinhada, sorri.
— Embrulha-o num xailinho. Está na gaveta do meio.
Irina aconchega aquele corpo tão pequenino e frágil. Embala-o devagarinho, como fazia com as bonecas. Uma minúscula mãozinha aperta então o seu polegar.
O alarme de uma ambulância apita. Pára à entrada do edifício. Duas enfermeiras precipitam-se pela porta dentro.
— Então, viram-se atrapalhados? Um parto faz sempre confusão, principalmente aos homens.
— Sou médico — confessa o ucraniano. — Mas, em Portugal, ando nas obras...
As enfermeiras cruzam um olhar subitamente triste. Examinam a criança.
— O bebé nasceu no dia de Natal. É o nosso Menino Jesus.
A mãe olha para o homem e pergunta:
— Como é que o doutor se chama?
— Anton.
— António? Quer ser o padrinho? Vou pôr-lhe o seu nome.
As enfermeiras levam a rapariga e o bebé para a ambulância.
— Vão dar um passeio até à maternidade. Estão ambos óptimos.
— Manhã nós visitar! — exclama a garota.
Já passa da meia-noite. Pai e filha descem até ao patamar do primeiro andar. Na escada nunca há luz. Felizmente a gente do 112 usa lanternas... Mas, logo que o pessoal da ambulância se afasta, a escuridão instala-se. Às apalpadelas, o pai mete a chave na fechadura. Tropeça num embrulho.
— Que será? — espanta-se ele. — Esta é uma noite de surpresas.
Sobre o tapete de cairo está um embrulho enfeitado com um laçarote cor-de-rosa. Traz um bilhete preso com fita-cola.
Para uma fada loura.
com amizade
A menina abre-o. É um conjunto de canetas de ponta de feltro.
— O Pai Natal português não se esqueceu de ti — ri-se o médico.
— O Afonso é a única pessoa que me trata por fada — replica a Irina, um bocadinho corada.
Corre para o dicionário, passando as páginas até à número 159 e exclama, radiante:
OЗНАКА — fada
Depois, pega numa folha de papel e desenha, a amarelo, uma estrela a brilhar, a brilhar, a brilhar.
 
 
 
 
Luísa Ducla Soares
Há sempre uma estrela no Natal
Porto, Civilização Editora, 2006

Musaranho - diferente de mim ou nem por isso?

O musaranho-pigmeu (Suncus etruscus) é o menor mamífero de todos os não-voadores, tendo apenas 52 mm de comprimento e uma cauda de 30 mm. O musaranho-pigmeu costuma ser encontrado nos campos, florestas e vales da Europa mediterrânea e também na África. Quando chega a noite, o musaranho, que consegue comer em pouco tempo uma determinada quantidade maior que seu peso, caça insetos, aranhas, vermes e larvas. Acredita-se que se o musaranho ficasse mais de dez horas sem alimentação, morreria rapidamente.

Seus filhotes costumam nascer cegos e pelados, e tornam-se independentes em poucos dias. Os filhotes nascem de uma gestação de 3 a 4 semanas, menores que uma abelha.

De comportamento valente e agressivo, tendo 30 dentes afiados, o musaranho-pigmeu é solitário, e pode chegar à morte se ficar exporto à luz do dia por um longo período; por isso se abriga em pedras e raízes de árvores. Sua defesa contra predadores é expelir um cheiro forte da sua própria pele. Seu coração bate aproximadamente 1.200 vezes por minuto.




Watch more cool animation and creative cartoons at Aniboom

Receitas caseiras

Nas minhas pesquisas diárias na internet encontrei estas receitas. Tenhode partilhar com todos. É tão fácil e tão ecológico que não vai ser difícil colocá-las em prática:

- Ambientador;
- Limpeza e desinfecção das superfícies de trabalho na cozinha.

Boas limpezas e que consigam ter uma casa bem cheirosa!

segunda-feira, dezembro 07, 2009

A França esteve bem representada no CEA...

... neste Domingo. Adorei conhecer a família Rodrigues!

Último compostor entregue

Este sábado foi entregue o último compostor aos nossos moradores em Lever:


Oficina de Natal 1

A nossa primeira oficina de Natal no CEA foi um verdadeiro sucesso!
Miúdos e graúdos e muitos resíduos à mistura. Vejam como foi:

Foram uns verdadeiros sobreviventes

Foi um último excelente dia para este curso.
Teve cozinha "selvagem" e tudo!




sexta-feira, dezembro 04, 2009

quinta-feira, dezembro 03, 2009

As couves galegas dão um ar da sua graça!

As sementeiras já estão a dar resultado!

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Visita à ETA

Mesmo debaixo de muita chuva, estes dois grupos aguentaram-se muito bem!


Penúltimo compostor

Aqui fica o registo fotográfico da entrega do penúltimo compostor:

segunda-feira, novembro 30, 2009

Oficinas de Natal

ERRATA:
Datas de realização destas oficinas de Natal - 6 e 9 de DEZEMBRO.

Este fim de semana no CEA

Vejam-nos orgulhosos a transportar o seu abrigo!
Mas disse-nos um dos formandos que a construção tinha de ser beatificada. Ora, podíamos aproveitar a vinda do Papa a Portugal! O que acham?

sexta-feira, novembro 27, 2009

"Jardinando sem parar"

À procura de informações sobre jardins/hortas comunitárias pela internet, "dei de caras" com um blog muito interessante: "JARDINANDO sem parar".

Explorei todo o site até encontrar uma série de vídeos que vieram ilustrar a nossa actividade de hoje. Ora vejam.

Mais um compostor entregue

Este foi entregue, em mão, na casa onde vai ficar:


Curso de Sobrevivência

Mais um dia, mais umas dicas.
Fico a pensar se um dia destes os formandos ainda vão comer minhocas...


RTV no CEA com jardins/hortas comunitárias

E cá estiveram mais câmaras!
Desta vez foram os Jornalistas da RTV que gravaram uma das nossas actividades.
Posso-vos dizer que foi muito divertido estar com estes meus amigos da chamada "terceira idade". Sempre bem-dispostos e muito faladores.
Mais um dia prazeroso, mais uma actividade diferente, mais um dia para relembrar.

Daqui a algumas semanas esperamos ver os primeiros resultados da nossa sementeira de hoje (bolbos de frésias e gladíolos, couve galega, cenoura e salsa).






Jardins - o bem que nos fazem!



quinta-feira, novembro 26, 2009

É já amanhã!

Magusto em Painçais

Os meus amiguinhos de Painçais festejaram a vinda do Outono no início deste mês. Além das castanhas e de todos os produtos hortícolas locais eles não se esqueceram da nossa amizade, pois na dança que fizeram utilizaram as nossas t-shirts e tudo!

Aveiro em Lever

Um grupo cheio de energia, de "passarinhos" e de belos sorrisos!
Foram as energias renováveis e não só que ocuparam a manhã de hoje no CEA:



Dança pelo clima

Aqui.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Logística para a actividade de Sexta-feira

São tantas as coisas que necessitamos para a nossa actividade da próxia sexta-feira que a Liliana, a Palmira e a Raquel tiveram que fazer uma lista para não se esquecerem de nada!

coisas...
mais coisas...
e mais coisas...
e pneus!
SIM! PNEUS!

Mistério resolvido!

Com tantos entendidos no tema era difícil não descobri-lo!

terça-feira, novembro 24, 2009

Preparativos...

... para o jardim/horta comunitários:


segunda-feira, novembro 23, 2009

Eco-condução - vrum vrum

• Poderá economizar no seu combustível entre 10% a 25% poluindo menos o ambiente

A eco-condução assenta num conjunto de princípios simples que, quando praticados pelos condutores, permitem economias de combustível. Os benefícios ambientais resultam directamente do menor consumo de combustível. Menor consumo significa menores emissões de gases poluentes.

• Diminuirá os custos com a manutenção

Ao realizar uma condução menos brusca terá um menor desgaste dos componentes mecânicos do veículo, nomeadamente da transmissão, travões e pneus, o que diminui os custos de manutenção.

• Terá maior conforto de condução

Assumir uma condução suave, sem acelerações e travagens bruscas, garante um nível sonoro mais reduzido do motor e demais componentes mecânicos do automóvel e confere um maior conforto aos ocupantes do veículo.

• Sentirá maior segurança

É importante contribui para o aumento da segurança rodoviária. Assim se conduzir com prudência e em antecipação, se mantiver uma velocidade média constante e guardar uma distância de segurança em relação ao veículo da frente estará, sentir-se-á mais seguro.

Para se tornar um eco-condutor aqui ficam as 10 regras que deve ter sempre em mente:

1ª Regra: Arranque
• De inicio não pise o acelerador,
• Inicie a marcha assim que possível, porque aquecer o motor ao ralenti apenas contribui para desperdiçar combustível e poluir o ambiente.

2ª Regra: A primeira
• Use apenas para iniciar a marcha e troque para segunda uns segundos depois.

3ª Regra: Aceleração e troca de mudanças
• Use uma aceleração suave, porque é o suficiente para movimentar o carro e proporciona melhor conforto,
• Troque de mudanças num carro a gasolina entre as 2000 rpm e 2500 rpm e num carro a gasóleo entre as 1500 rpm e 2000 rpm.

4ª Regra: Utilização das mudanças
• Opte por mudanças elevadas e baixas rotações de motor, o consumo será menor,
• Em cidade sempre que possível utilize a quarta e a quinta.

5ª Regra: Velocidade de circulação
• Mantenha a velocidade o mais constante possível, siga a fluidez da circulação, evite as acelerações e alterações de mudanças desnecessárias,
• Não conduza a velocidades elevadas, para alem de implicar maior risco aumenta o consumo de combustível. Os limites do código da estrada correspondem a consumos aceitáveis.
• Saiba que:
- 1 veiculo a 4000 rpm tem um ruído equivalente a 32 veículos a 2000 rpm;
- A pressão dos peneus a menos 0,5 Bar aumenta o consumo em 2% a 3%;
- No tráfego urbano, cerca de 50% da energia consumida, quer no ralenti quer com acelerações desnecessárias;
- Em auto-estrada, cerca de 50% da energia destina-se a renovar o ar durante a progressão.

6ª Regra: Desaceleração
• Levante o pé do acelerador e deixe rodar o veiculo com a mudança engrenada, o consumo é igual a zero,
• Reduza o mais tarde possível.

7ª Regra: Travagem
• Trave suavemente, para alem de poupar o sistema de travagem e suspensão a sua marcha será mais confortável e segura,
• Trave com a caixa de velocidades sempre que possível, antes de usar o travão,
• Sempre que a velocidade e o espaço o permitam não reduza a mudança deixando o próprio veiculo abrandar.

8ª Regra: Paragens
• Em paragens prolongadas (acima dos 60 segundos) é recomendado desligar o motor.

9ª Regra: Ãntecipação e previsão
• Deve conduzir sempre com uma distancia de segurança e um amplo campo de visão que permita ver 2 a 3 veículos à frente,
• No momento em que detecta um obstáculo ou uma redução de velocidade da circulação na via, levante o pé do acelerador para antecipar manobras desnecessárias.

10ª Regra: Segurança
• Evite efectuar ultrapassagens desnecessárias, não ganha tempo progredindo 1 ou 2 lugares na fila de transito e a manobra implica um consumo de combustível extra,
• A maioria das situações anteriores de aplicação de uma condução eficiente contribui para uma maior segurança.

Tenha em atenção:

• não circule com mercadorias supérfluas e que sabe não precisar;
• atenção à aerodinâmica do seu veículo que foi projectado para oferecer o mínimo de resistência ao ar. As janelas abertas ou acessórios montados no tejadilho do seu automóvel, como por exemplo suportes para bicicletas ou para carga, podem afectar o consumo de combustível do seu veículo. Quando realmente for imprescindível circular com carga no tejadilho, circule com velocidade moderada;
• verifique a pressão dos pneus do veículo uma vez por mês. Esta tarefa deve ser realizada com os pneus frios, ou seja, não realize um percurso superior a 3Km antes de verificar a pressão. Caso contrário aguarde aproximadamente 10 minutos para que os pneus arrefeçam. Uma pressão incorrecta tem influência directa no aumento de consumo de combustível assim como no aumento das distâncias de travagem.
• use o ar condicionado apenas quando é necessário manter temperaturas não inferiores a 23ºC. À utilização do ar condicionado está associado um aumento de consumo de combustível na ordem dos 20%. Contudo, em circulação a 80Km/h a utilização do ar condicionado é mais benéfica para o consumo de combustível do que uma janela aberta.

Famílias no CEA

Adoro quando um grupo familiar me vem visitar.
Os nossos fins-de-semana aqui no CEA são essencialmente familiares.
Esta família foi bem especial. Adorei a curiosidade por todos os assuntos que este grupo revelou.
Espero que me visitem mais vezes!

Compostores

Este fim de semana entregamos mais um compostor. Mas este vai ser usado por várias famílias.


Mais uma desfolhada...

Esta desfolhada foi a última deste ano. E foi bem especial. No sábado, até os participantes do Curso de Sobrevivência quiseram participar e houve tempo para as habituais beijocas do milho rei e tudo!
Escuteiros unidos, jamais serão vencidos!




VOLTEM AO CEA!

Será que conseguiremos sobreviver?

Ao caos...

Os problemas informáticos...

... fazem destas coisas!
Não pude escrever aqui no blog, na sexta-feira passada.
Mas nada fica esquecido:
- Dia 20 de Novembro o Mistério da Água para Consumo Humano foi revelado a um grupo de Celorico de Basto.

quinta-feira, novembro 19, 2009

Conhecem-se bons projectos...

... de educação ambiental pela internet. Este é no Brasil. LINDO!

Habitar Portugal

Ou construir Centros de Educação Ambiental!

 
eXTReMe Tracker