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Topas

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terça-feira, janeiro 29, 2008

Rubrica "Entrevista, ou algo parecido, a alguém pronto a divagar sobre assuntos verdes ou esverdeados"

Topas: O que é ser renovável?
Afonso: Ser renovável significa antes de mais ser inesgotável. Julgo ser esse o mais importante a reter da expressão. Aplicado às energias renováveis significa o aproveitamento de recursos que estão disponíveis na Natureza, essa "Máquina Perfeita", e que depois de utilizados são "renovados" pela "Máquina".

Topas: Quanto custa ser renovável?
Afonso:
Ainda custa muito caro ser renovável. Ainda depende muito da carolice, por um lado, e de estudos técnico económicos bem elaborados e sustentados para que este tipo de investimenmto seja efectivamente viável. Neste momento e depois de estudos efectuados dentro da própria empresa relacionados por exemplo com a instalação de pequenas centrais fotovoltaicas em algumas das nossas instalações com excelentes condições de exposição solar, verificamos que o retorno de investimento anda à volta de 8 a 10 anos.

Topas: Será que a Mãe Natureza agradece esta "renovação" ou fica chateada por usarmos os seus recursos?
Afonso:
Bem, penso sempre pelo lado positivo. Acho que a mãe natureza não fica "chateada" por utilizamos os seus recursos. Fica sim, desiquilibrada, quando estes são explorados intensivamente, renováveis ou não.
Há que pensar também que a utilização das energias renováveis tem associado um factor pouco ecológico, que é o económico. Se pensarmos na construção das infraestruturas que aproveitam essa energia renovável e nas próprias infraestruturas de apoio, a sua gestão e rentabilização, penso que podemos afirmar, que de uma maneira ou de outra estamos sempre a "meter a pata na poça" e a "Mamã" um dia vai dar-nos um grande puxão de orelhas!

Topas: O que se sabe sobre energias renováveis hoje em dia são certezas, ou vamos termuitas notícias como as que recentemente saem nos jornais dizendo que afinal os biocombustíveis são tudo menos bio?
Afonso:
As energias renováveis são uma certeza, mais, são inevitáveis. O petróleo está a acabar. Os seus custos de exploração são cada vez maiores. A lei da ofera e da procura vai fazer com que, os equipamentos que utilizam combustíveis fósseis sejam cada vez menos apetecidos, pois os equipamentos até poderão vir a ser cada vez mais baratos mas se pensarmos que a energia que os faz mover é cada vez mais cara, logo se vê que temos de encontrar outra solução.
Pode no início parecer uma solução mais cara, mas analisando todas as vertentes com método e lucidez, verifica-se facilmente que só há um caminho a tomar.
Mais, tens exemplos de energias que já são certezas: a hídrica, a eólica, a solar térmica e fotovoltaica, a biomassa. Estas são energias que existem em estado bruto na natureza. É só aproveitá-las.
O biocombustível começa a revelar-se problemático. A sua obtenção resulta da fermentação de cereais, milho, cevada, etc. Ora estas culturas agrícolas para serem rentáveis têm de ocupar grandes áreas e carecem da utilização de fortes quantidades de água. Por outro lado a cultura de cereais para produzir biocombustível leva a que não sejam cultivados para consumo. A médio prazo isto pode levar à agudização de casos de fome mesmo em países desenvolvidos devido ao aumento de preço dos alimentos. Digamos que a pegada ecológica do biocombustível não é nada "renovável". Já agora, já mediste a tua pegada ecológica Topas?

Pois, ainda não! Vou já fazer isso. Dizias que o sítio na internet é este? Vou já lá ver como funciona.
Muito obrigado!

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Estreia da rubrica "Entrevista, ou algo parecido, a alguém pronto a divagar sobre assuntos verdes ou esverdeados"

Topas: Rita, sabes-me dizer quando te começaste a preocupar com o ambiente?
Rita: Acho que foi quando andava no 7º ano. Tive de fazer um trabalho para a disciplina de Ciências da Natureza sobre poluição. Na altura não se faziam pesquisas na Internet, sabes? Íamos para a biblioteca, pesquisar em livros e enciclopédias. Lembro-me que encontrei um livro com muitas fotografias de ambientes poluídos e fiquei horrorizada. Como era possível que o Homem deixasse que aquilo acontecesse? Aliás, que contribuísse para que aquilo acontecesse? Nesse momento tomei uma decisão: não queria ser mais um a contribuir para poluir o ambiente, queria fazer a diferença.

Topas: Achas que tens conseguido?
Rita: Bem, essa decisão foi feita quando eu tinha 11 ou 12 anos… Nessa idade, achamos que somos capazes de tudo e que quando formos "grandes" seremos ainda mais. (risos) Na prática, é impossível alguém não contribuir para a poluição do meio ambiente. Eu ando de carro e de avião, meios de transporte com emissões gasosas terríveis. Consumo energia, gasto água e produzo águas residuais e resíduos. Como qualquer outra pessoa, claro. Na prática, não podemos eliminar o nosso impacto poluidor sobre o planeta mas podemos tentar diminui-lo, e é isso que eu procuro fazer.

Topas: Achas que as tuas preocupações ambientais tiveram influência na profissão que escolheste?
Rita: Não tenho a mínima dúvida. Desde cedo que decidi que queria trabalhar na área ambiental. Tinha o sonho secreto de despoluir o mundo. Ou, pelo menos, uma parte dele. Pensei em tirar o curso de Engenharia do Ambiente mas, na altura, este curso estava a dar os primeiros passos em Portugal. Ainda não se sabia bem se iria ter futuro, não havia grande confiança quanto à qualidade do curso… Por isso, acabei por tirar o curso de Engenharia Química, e escolher no último ano o ramo Ambiente.

Muito obrigado Rita!

E venham mais "babalistas" ou "jajalistas" (AMBIENTALISTAS) que o ambiente agradece!

 
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