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segunda-feira, janeiro 04, 2010

Polvos aos montes!

Toneladas de polvos mortos deram à costa em Vila Nova de Gaia, entre as praias de Valadares e Canide-Sul. As razões para tal mortandade ainda não estão claras: a Câmara diz que tudo aponta para fenómeno natural; a Polícia fala em forte descarga poluente.

José Nogueira vive há 55 anos junto à praia de Valadares. Garante que já viu "muita coisa", "muita poluição colorida, muita espuma esquisita", mas nunca se deparou com uma situação como a de ontem. "Até dói ver tantos polvos a serem atirados para a areia pela força do mar. Tem de ser coisa forte para matá-los desta forma", afirmou, ontem, ao JN.

Essa "coisa forte" foi, para os agentes da Polícia Marítima que permaneceram no areal entre as 10 horas e o princípio da tarde, uma "forte descarga poluente com metais pesados". "Não venham com conversas. Isto é poluição e apanhou os polvos porque são os que estão mais fundos no mar", garantiram, apesar de passarem as certezas para depois. "O Parque Biológico de Gaia está a fazer exames. O serviço ambiental da GNR anda a percorrer terreno junto à ribeira de Paço, de onde poderá ter vindo a descarga. Aguardemos", remataram.

A preocupação da Polícia era evitar que moradores levassem os polvos para consumo e que eles fiossem retirados rapidamente do areal. No entanto, os poucos bombeiros de Valadares e a ausência de pessoal camarário, à hora do almoço, não surtia efeito, sobretudo fora da praia de Valadares.

Mas, segundo os resultados preliminares da autópsia efectuada pelo Parque Biológico de Gaia, "não há nenhuma razão de carácter agressivo que justifique a morte dos polvos", assegurou ao JN o vice-presidente da Câmara de Gaia, Marco António Costa. "Está completamente fora de hipótese tratar-se de algo relacionado com poluição", disse o autarca.

A meio da tarde de ontem, o director do Parque Biológico de Gaia mantinha-se no local a acompanhar os trabalhos de limpeza do areal. E eram muitas as dúvidas de Nuno Oliveira e para as quais apenas as conclusões vindas do Laboratório Nacional de Medicina Veterinária acharão resposta.

Na análise "muito sumária" feita pelos técnicos do Parque Biológico apenas se estabeleceu tratarem-se de polvos frescos, já que havia a suspeita de poder tratar-se de moluscos atirados ao mar. Ainda de acordo com o presidente do Parque Biológico, a hipótese da morte dos polvos estar relacionada com poluição "elimina-se com facilidade", uma vez que não houve outros peixes mortos. No entanto, o JN viu algumas tainhas entre os moluscos mortos, se bem que em menor quantidade

"A origem da morte deve ter sido uma causa natural", adiantou, estranhando, no entanto, o facto de os cadáveres terem dado à costa todos ao mesmo tempo.Dúvidas que deverão ser esclarecidas dentro de alguns dias.

Marco António Costa sugeriu, ainda, que na origem do fenómeno poderão ter estado a alterações das condições biológicas, resultantes da agitação verificada nos últimos dias.

*com Cláudia Monteiro

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Frases pequenas e cheias de informação!

Lãs e agricultura - estarão relacionadas? Ora, claro que sim! Ora vejam.

Bolachas de água e sal marítimas? Há vídeos que nos ensinam muito!

Foi apresentado um carro movido a hidrogénio, em Berlim. Ora vejam.

Ainda a cortiça e os sobreiros - na BBC.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Lixo no mar

Como é possível que as seres aquáticos consigam sobreviver a tanta poluição humana?

Caça submarina ao lixo no fundo do mar é o objectivo de um projecto de âmbito nacional que já reúne 15 escolas de mergulho portuguesas e é lançado sábado na Reserva Marinha Luiz Saldanha, no Parque Natural da Arrábida.
O ProjectMar foi criado pela Divetek, uma empresa dedicada a actividades náuticas, que por não ter conseguido angariar quaisquer subsídios está a custear este plano de recolha subaquática de resíduos, que são depois encaminhados para reciclagem.
"Contando com a construção do site e com os sacos de recolha de lixo e outros equipamentos para os mergulhadores, posso dizer que já suportámos uns largos milhares de euros", afirmou Gabriel Neves, da Divetek.
Até agora já aderiram ao projecto metade das escolas de mergulho que existem no país, mas Gabriel Neves salienta que a iniciativa está aberta a todos os mergulhadores interessados.
O objectivo é os mergulhadores andarem sempre com os sacos de recolha de lixo, ajudando a limpar o fundo dos oceanos, onde frequentemente encontram pneus, chapas de ferro, redes, sacos de plástico, embalagens de comida, garrafas e latas de bebida.
Enquanto entidade gestora do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE), a Sociedade Ponte Verde (SPV) está associada a este projecto assegurando o encaminhamento de resíduos como embalagens de vidro, metal, ou madeira.
A Amarsul - Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, disponibilizará o ecoponto no local de recolha dos lixos, procedendo posteriormente à triagem e encaminhamento para reciclagem, através da SPV.
As estimativas - da Associação Portuguesa de Conservação dos Cetáceos e da Liga para a Protecção da Natureza - indicam que todos os anos é atirada ao mar uma quantidade de lixo três vezes superior ao peixe pescado.
O ProjectMar pretende ainda sensibilizar e mudar os comportamentos: "Temos de lembrar às pessoas que o mar não é um contentor. Hoje em dia fala-se muito em questões ambientais, mas muito pouco ou quase nada tem sido feito no mar", lamentou Gabriel Neves, adiantando estar prevista também a criação de outros 'dias ProjectMar', como o de sábado na Reserva Marinha Luiz Saldanha, onde todos os mergulhadores inscritos no projecto se juntam para limpar uma zona marítima do país.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Porque é que o mar é salgado?

E não é que alguém me fez essa pergunta na semana passada aqui no CEA?
Ora aqui fica a resposta:
O Sal provém do próprio ciclo da água. Ora vejam:
1- No nosso planeta, 84% do total da água evaporada em direcção à atmosfera sai dos oceanos. No entanto, por causa da acção dos ventos, apenas 77% do total de água que retorna à superfície em forma de chuva cai sobre esses mesmos oceanos;
2- Com os rios, a proporção é diferente: eles contribuem com 16% da água evaporada no planeta, mas recebem 23% das chuvas. Ou seja, os rios recebem mais água do que perdem, exactamente o contrário do que ocorre nos oceanos. Para manter o sistema em equilíbrio, os rios correm para o mar;
3- Quando percorrem os continentes, as águas dos rios carregam iões. Estes soltam-se das rochas nos leitos dos rios e unem-se, formando o cloreto de sódio, o sal de cozinha, que é levado junto com a água dos rios até o mar;
4- Como o sal não evapora com a água, toda essa substância carregada pelos rios do planeta vai acumulando-se nos mares. A repetição desse processo ao longo de centenas de milhões de anos de formação da Terra aumentou a concentração do cloreto de sódio nos oceanos, tornando-os salgados como são hoje em dia.

(baseado no texto de Sérgio Hondjakoff)

Percebido?

 
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