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Topas

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sexta-feira, dezembro 30, 2011

PulinhosPostal2012

Saltinhos e pulinhos de felicidade para todos
Num 2012 verde cheio de Natureza
Que as adversidades sejam o salto para uma vida melhor
Que sejam rodeados de música que vos preencha
Que cada ser pequenino (vegetal ou animal)vos guie para a felicidade
Porque vamos todos ser felizes
Sabemos que sim

Topas & Tupilde

sexta-feira, dezembro 23, 2011

quinta-feira, dezembro 22, 2011

As luzes de Natal

Antes de o meu pai morrer, o Natal era uma época mágica nos longos e escuros invernos de Bathrurst, em New Brunswick. Os dias frios e tempestuosos começavam cedo, logo no fim de setembro. A dada altura, acendiam-se as luzes de Natal e a expectativa crescia. Por alturas da véspera de Natal, o vulgar pinheiro que o meu pai arrastara até nossa casa dez dias antes adquiria uma vida própria, plena de magia e de luz. O seu brilho era de tal forma maravilhoso que conseguia, sozinho, afastar toda a escuridão do inverno.
Na véspera de Natal, pouco antes da meia noite, agasalhávamo-nos bem e íamos à missa do galo. A beleza do som do coro causava-me arrepios e, quando a minha irmã mais velha, que era solista, cantava Noite Feliz, a minha face corava de orgulho.
No dia de Natal de manhã, eu era o primeiro a levantar. Saía da cama atabalhoadamente e descia em direção ao brilho intenso da sala de estar. Embora tentasse manter-me direito, os olhos cheios de sono faziam-me cambalear. Quando entrava na sala, via-me diante do esplendor do Natal. Os meus olhos toldados e cheios de sono criavam uma auréola à volta de cada luz, amplificando-a e aquecendo-a. Após uns breves instantes, esfregava os olhos e via uma infinidade de fitas e laços e um amontoado de presentes coloridos. Nunca me esquecerei da sensação do primeiro vislumbre dessa manhã. Após alguns minutos a sós com a magia do Natal, ia buscar os meus irmãos e juntos acordávamos os nossos pais.
Certa noite de novembro, quando faltava um mês para o Natal, eu estava sentado à mesa da sala de jantar a jogar o Solitário. A minha mãe estava ocupada na cozinha, mas, de vez em quando, aproximava-se da sala de estar para ouvir o seu programa de rádio preferido.
Embora estivesse escuro e frio lá fora, o interior da casa estava agradável. O meu pai tinha-me prometido que à noite jogaríamos as cartas, mas já estava quase na hora de ir para a cama e ele ainda não tinha chegado. Quando o ouvi entrar pela porta da cozinha, levantei-me de um salto e fui ao seu encontro. Embora lançasse um olhar preocupado à minha mãe, o que achei estranho, abraçou-me quando corri para os seus braços. Adorava abraçar o meu pai numa noite de inverno. O casaco grosso e frio comprimia-se contra a minha cara e o cheiro do gelo misturava-se com o cheiro da lã.
Só que desta vez foi diferente. Depois dos segundos iniciais do abraço habitual, o seu corpo começou a ficar hirto. Fiquei um pouco assustado com esta reação anormal e senti-me aliviado quando a minha mãe me arrancou dos braços dele. Naquela altura, não compreendi que o meu pai acabava de sofrer um enfarte. Pediram-me para descer para o quarto de jogos e para brincar com os meus irmãos. Do fundo da escada, vi chegar o médico e o padre. Mais tarde, vi os enfermeiros entrar e depois vi-os sair, transportando uma maca coberta com uma manta vermelha. Não chorei na noite da morte do meu pai, nem no dia do funeral. Não que reprimisse as lágrimas. Simplesmente, não tinha lágrimas para chorar.
Na manhã do dia de Natal, como habitualmente, fui o primeiro a levantar-me. Mas este ano era diferente. A manhã já despontava no céu. Mais acordado do que de costume, desci para a sala de estar. Só me apercebi de que havia algo de estranho quando entrei na sala. Em vez de ficar ofuscado com as luzes brilhantes, conseguia ver tudo com nitidez naquela sala sombria. Conseguia ver o pinheiro, os presentes e até, através da janela, um pouco do exterior. O meu pai já não estava presente para assegurar que as luzes do pinheiro tinham ficado acesas. Quebrara-se a magia do Natal da minha infância.
Entretanto, os anos passaram. Durante a minha juventude, voluntariei-me sempre para trabalhar no Natal. O dia de Natal não era bom, nem era mau. Era mais um dia cinzento de inverno, com a vantagem de receber algum dinheiro extra pelo facto de trabalhar.
Depois apaixonei-me e casei-me. O primeiro Natal do nosso filho foi o melhor que eu tinha tido em vinte anos. À medida que ele foi crescendo, o Natal foi melhorando. Quando a nossa filha nasceu, já recuperáramos algumas tradições familiares e o Natal tornou-se, de novo, uma época maravilhosa. Era divertido esperar pelo Natal, ver a excitação das crianças e, acima de tudo, passar o dia de Natal com a minha família. Na véspera de Natal, continuei a tradição iniciada pelo meu pai e deixava as luzes do pinheiro ligadas naquela noite para que, de manhã, as crianças pudessem viver aquela experiência maravilhosa.
Numa noite de Natal, tinha o meu filho nove anos, a mesma idade que eu tinha quando o meu pai faleceu, enquanto via a missa do galo na televisão adormeci no sofá. O coro cantava lindamente e a última coisa de que me lembro foi de desejar ouvir outra vez a minha irmã a entoar Noite Feliz. Acordei de manhã cedo com o barulho que o meu filho fazia enquanto descia para a sala de jantar. Vi-o parar e olhar o pinheiro, boquiaberto. Então, lembrei-me da minha infância e soube que o meu pai me tinha amado da mesma forma que eu amava o meu filho. Soube que ele tinha sentido por mim uma mistura de orgulho, de alegria e de amor ilimitado. E, naquele instante, soube como me tinha zangado com o meu pai por ele ter morrido e quanto amor tinha escondido durante toda a minha vida por causa desse sentimento de raiva.
Senti-me um rapazinho, cujas lágrimas estavam prestes a brotar, e não havia palavras para exprimir a imensa pena e a alegria irresistível que experimentava em simultâneo. Esfreguei os olhos com as costas da mão para ver melhor. Com os olhos húmidos e a visão toldada, olhei para o meu filho que estava diante do pinheiro. Meu Deus, que pinheiro magnífico! Era o pinheiro da minha infância.
Através das lágrimas, as luzes do pinheiro irradiavam um brilho quente e cintilante. Os amarelos, verdes, vermelhos e azuis, tremeluzentes e suaves, envolveram-nos. Tinham-me sido roubados pela morte do meu pai. Mas, ao amar o meu filho tanto quanto o meu pai me amara, pude ver, uma vez mais, as luzes de Natal. E, a partir desse dia, recuperei toda a magia e alegria do Natal.
Michael Hogan

J. Canfield, M. V. Hansen, J. Matthews, R. Aaron
Chicken Soup for the Canadian Soul
Florida, HCI, 2010
(Tradução e adaptação)

_____________________________________________________

Caros leitores,
O Projecto intitulado Clube de Contadores de Histórias, nascido em 2006 na Escola Secundária Daniel Faria – Baltar, tem vindo, ao longo dos anos, a difundir-se de uma forma significativa, não só em Portugal, mas também no Brasil e nos países africanos de língua portuguesa. No sentido de assegurar a continuidade de referido clube, foi constituída uma equipa pedagógica, formada por professores de vários grupos disciplinares e provenientes de diversos estabelecimentos de ensino, que tomarão a seu cargo a selecção, preparação e envio de uma história semanal por correio electrónico, tal como habitualmente tem vindo a ser feito.
Esperando que o projecto continue a merecer a melhor atenção por parte do público leitor, despede-se com os melhores cumprimentos,

A Equipa Coordenadora do Clube das Histórias

ac@contadoresdehistorias.com

Pinheirinho, pinheirinho... tralalalala...

terça-feira, dezembro 13, 2011

O Natal chegou hoje ao CEA...

... cheio de luzes coloridas.
Sem árvore de Natal.
Com os resíduos a dar uma luz.
Luz que ilumina as mentes dos mais imaginativos.
Para um Natal solidário e cheio de brincadeiras.
E claro, muita animação.
Natal pisca pisca.
Natal engarrafado.
Natal iluminado.
NATAL!

NatalinhoPiscaPisca

sexta-feira, dezembro 31, 2010

2011...

... é o ano que vai chegar daqui a nada.
Sem bater à porta, vai dar um ar da sua graça.
Só queremos que seja um óptimo ano para nós e para todos.
Que a saúde esteja presente nos nossos corpos, nos vossos e em Gaya, porque ela precisa tanto da nossa boa energia.
Que a música alegre os nossos e os vossos dias.
Que os rios continuem a correr sem prisões.
Que a pureza permaneça, nasça e renasça nos nossos e nos vossos corações.
Que tenhamos a paz nos nossos corações e que a possamos transmitir a todos vós.
Que as páginas nos nossos e nos vossos diários tenham sempre escritas palavras de amor e de tranquilidade.
Que tenhamos sempre mãos saudáveis para tricotar, fazer croché e coser pedaços de tecido que aqueçam os corações que estejam "esfriados".
Que o CEA e todos os vossos espaços sejam repletos de sucesso e muita aprendizagem ambiental.
Que o nosso Mundo recupere a sua beleza, pureza, sinceridade, solidariedade e principalmente, a vida em comunidade que existiu e que é tão boa!
E muito muito amor nos nossos corações, nos vossos e nos corações de todas as vidas presentes no Mundo.
Que mãe Gaya recupere!

Topas&Tupilde
Liliana Azevedo, Palmira Rocha e Raquel Perdigão

quinta-feira, dezembro 23, 2010

O nosso postal de Natal...

... levou voltas e voltas, pois as fadinhas andaram a brincar connosco!
Mas aqui está ele em imagem:





E surpresa das surpresas, depois de muitas tentativas, a forma mais caseira de vos desejar um 2011 em grande, com a ajuda dos meus amiguinhos da colónia de férias, foi esta:

"Vídeo caseiro, mas muito natalício" para os desejos a concretizar em 2011, aqui.


Colónia de Férias de Natal - A festa de Natal do Topas na Floresta Mágica

Foram 3 dias repletos de magia, foram sim senhor.
Não tenho muitas palavras a não ser que, mais uma vez, o sucesso da colónia deveu-se à presença destas crianças. São mágicas também!
Ora vejam:

Diapositivo5

Diapositivo4

Diapositivo3

Diapositivo2

Diapositivo1

Festa de Natal dos filhos dos colaboradores da AdDP

Ai que saudades que eu tinha destes meus amiguinhos!...
E fiquei a conhecer muitos bebés. Foi uma bela festa:

Festa de Natal da Escola EB1 de Painçais

Foi no passado dia 17 de Dezembro:

festaNatalPainçais2010

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Preparativos

Hoje é dia de preparação para a festa de Natal de Sábado e para a colónia de férias da semana que vem. Vai haver magia no ar!...

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Colónia de Férias de Natal no CEA-AdDP

"A Festa de Natal do Topas na Floresta Mágica"
PARTICIPEM!

ColóniaFériasNatal2010



Para acederem ao regulamento e à ficha de inscrição, é só clicar aqui.

quinta-feira, dezembro 31, 2009

2010 - quase quase...

O que desejamos para 2010?
Que se pense antes de agir. Pensar nos outros, pois todas as acções têm reacções.
Que se enfrentem os desafios como futuras conquistas.
Que se vivam os dias intensamente.
Que as actividades sejam brilhantes nas suas filosofia e concretização.
Que os esforços tenham sempre um objectivo concreto.
Que a meditação faça parte dos nossos dias.
Que a paz seja conquistada.



E a propósito da meditação e do contacto com o nosso EU, lembrei-me de um texto que li há uns dias na internet.

"A ÉTICA PROFISSIONAL COMO TRADUÇÃO DO AMOR"

Prof. Emerson Barros de Aguiar, doutor em Filosofia pela Universidad de Zaragoza (Espanha), Escritor e Professor Universitário em João Pessoa (PB).

"Alguém pode não saber ler ou nunca ter ouvido falar de ética, mas só será feliz se for ético. Ética não é uma condição que a gente tem de atender para agradar a empresa ou ao chefe; não é recitar códigos ou doutrinas. Ética é o que fica da vida que levamos, das coisas que fazemos todo dia, agora; é o saldo que resta em nosso coração das ações que praticamos.

Não se pode aprender ética apenas em livros ou em aulas e, menos ainda, em palestras. Ela está lá no Evangelho de Jesus: no Sermão da Montanha e em muitas outras passagens. Mas não é difícil encontrar a ética dentro de nós, saber o melhor caminho a seguir.

A felicidade de comercial não é sustentável. A satisfação dos cartões de crédito, do consumo, dos vícios ou da corrupção... A felicidade que tira dos outros, diminui muito mais de nós mesmos. Isto não é moralismo, não é pieguice, é realidade! “Ignorante” é o nome dado por Sócrates a quem ainda não sabe disso. Todo mundo vai descobrir que o mal não vale a pena, que o egoísmo não constrói nada, só estraga, destrói. De uma maneira ou de outra vai descobrir isso.

A boa vontade será a melhor maneira e a decepção, a pior... Não precisamos sofrer tanto para aprender que a vida é muito mais ajudar e compartilhar do que competir, ferir e derrotar. Quem tem o coração cheio de amor, tem ética, naturalmente.

Ética é não estar preocupado com a reputação, mas com o caráter.

O comportamento espontâneo, generoso e fraterno, é ético.

Quando a ética não é uma escolha, mas um dever imposto pela consciência, isto é ética.

Quando estamos empenhados em dar o melhor de nós e não em sermos os primeiros, isto é ética.

Quando nos esforçamos para ter bondade e não para aparentar bondade, isto é ética.

Quando o cuidado com os sentimentos dos outros lapida a dureza das palavras, isto é ética.

Quando olhamos para os outros e nos colocamos no lugar deles, quando vemos Deus nos outros, isto é ética.

Quando perdoamos, deixando espaço livre na nossa memória para paisagens de ternura e humanidade, isto é ética.

Quando descobrimos uma qualidade nova em alguém de quem não gostamos, isto é ética.

Quando identificamos em nós algum defeito e enxergamos como a vida é maravilhosa, isto também é ética.

Quando não nos vingamos de quem nos prejudicou, mesmo tendo a oportunidade ideal, isto é ética.

Quando olhamos os filhos dos outros como nossos próprios filhos e os empregos dos outros como o nosso “ganha-pão”, isto é ética.

Quando sabemos que o dinheiro, o conforto, a posição ou o status de que desfrutamos são apenas privilégios e não direitos, pois podem nos ser tirados a qualquer momento pelo infortúnio, pelo imponderável ou pela morte: isto é ética!

Quando aquilo em que acreditamos não é expresso como uma declaração de princípios, mas sai da nossa boca como poesia, isto é ética!

Quando somente conseguimos conspirar pela felicidade dos outros, isto é ética.

Quando sabemos que o amor pela pedra, pelo inseto, pela planta, pela brisa e por todas as coisas, que a ação em benefício de alguém que nem conhecemos e que a gratidão pela vida são tesouros permanentes, isto é ética.

Quando sentimos que o amor invadiu cada sílaba que pronunciamos, cada lembrança, cada gesto, olhar e tarefa, enfeitando o templo do coração com as flores do bem, isto é felicidade..."

NOTA:
A Meditação é um estado que promove auto-conhecimento, pois reconhece como mutável os padrões de comportamento, crenças e valores internos adoptados pela sociedade, educação e familiares. E também é um estado que reconhece como imutável a serenidade natural do Ser por trás de todos pensamentos, sentimentos e sensações.

terça-feira, dezembro 29, 2009

Festa de Natal em Lever

Olhem os meus amiguinhos de Lever na sua festa de Natal.
Já foi no dia 18, mas só hoje encontrei as fotografias.
É tão bom vê-los tão felizes...



Querem dar uma pequena olhadela à festa?

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Ontem a Liliana viu um texugo! Não conseguiu fotografá-lo...
A cápsula do tempo foi aberta e os insectos estiveram cinematográficos!
Ainda houve tempo para se fazer enfeites de natal.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Não há mau tempo que afaste os nossos visitantes!

Mas o facto é que o mau tempo está aí!

Mau tempo em Rio Tinto

Metro do Porto - Estudo de impacte ambiental viabiliza traçado à superfície ou enterrado no Parque da Cidade (Expresso.pt)

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Fim de semana em grande!

Com cheiro a canela e sabor a chocolate.
As princesas dançaram no mundo azul dos bebés.
Os lápis coloriram ao som de músicas de ídolos.
As respostas atropelaram as emoções de ganho ou perda.
Os embrulhos animaram os corações cheios de ansiedade.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Preparativos de Natal

Nestes dias temos vindo a preparar o nosso Natal aqui no CEA.
Enquanto isso, as nossas sementeiras vão dando um ar da sua graça:

sementeiras

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Oficina de Construção de Presépios de ontem

E a propósito de presépios ecológicos, vejam estes criados por João P.V. Costa. No que os pinheiros e sobreiros se podem transformar! Explorem o resto do site deste senhor. São objectos tão naturais e tradicionais que vale a pena ver todas as fotografias em pormenor.

Ontem foi o último dia desta oficina e não posso deixar de agradecer ao Sr. Carlos os seus ensinamentos e a sua arte.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Oficina de Natal 1

A nossa primeira oficina de Natal no CEA foi um verdadeiro sucesso!
Miúdos e graúdos e muitos resíduos à mistura. Vejam como foi:

 
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