Fernando Pessoa - poema de Alberto Caeiro
As bolas de sabão que esta criança
Se entretém a largar de uma palhinha
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,
Amigas dos olhos como as cousas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.
Algumas mal se vêem no ar lúcido.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer cousa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente.

E a accção de educação ambiental? Foi produtiva e muito engraçada. E se brindássemos com chocolates quentes e capuccinos ao sucesso desta tarde? Então brindemos às meninas Liliana e Raquel, as vossas monitoras, às carpas, pimpão, ruivacos, tenca, enguia, bogas e peixes-mosquitos, às borboletas, abelhas, libelhinhas, cobras e tritões, ao lago mágico, aos vossos professores que tiveram a brilhante ideia de vos trazer aqui e ao ambiente! Tchim Tchim!
Quero saber de que maneira poética olham a Natureza...

