quarta-feira, maio 18, 2011
Se hoje fosse de novo o dia do meu casamento com a Tupilde...
Escrito pelo Topas às 12:31 0 comentários
segunda-feira, maio 16, 2011
AEA manhã
AEA "Porque não se afundam os peixes?"
Escola EB1 de Torregim
Peixe, peixinho
onde vais tu?
com as tuas barbatanas
nada fica de pantanas!
Escrito pelo Topas às 15:35 0 comentários
A propósito...
... da visita à ETA da Escola Profissional Agrícola Conde de S. Bento, os alunos fizeram um pequeno relatório no seu blog. Ora vejam.
Escrito pelo Topas às 15:23 0 comentários
Food Ink - porque o cuidado com a alimentação é essencial
Aqui está a primeira parte (no Youtube encontram as restantes partes):
Escrito pelo Topas às 15:14 0 comentários
Eles andam aí!
E não é que todos os dias tenho visitas?
Tenho é pena que o guarda rios tenha morrido...
Escrito pelo Topas às 15:09 0 comentários
quinta-feira, maio 12, 2011
A Lua e a Agricultura...
... têm alguma coisa a ver uma com a outra?
Ai têm sim senhor! Vejam aqui.
Escrito pelo Topas às 16:04 0 comentários
Uma nova escola no Porto
ES.COL.A
Era uma vez uma antiga escola primária no Porto, a escola da Fontinha, que estava abandonada há, pelo menos, cinco anos. Um grupo de pessoas decidiu ocupá-la, reabilitá-la, recuperar o acervo abandonado da biblioteca e desenvolver, em conjunto com a população, um projecto educativo com as crianças do bairro (aulas de inglês, história e geografia; ateliês de xadrez, guitarra, Horta e ioga ). A população recebeu bem os novos inquilinos, participou nas assembleias onde se discutiu o projecto e empenhou-se naquela nova vida que a escola foi ganhando.
Porto- ES.COL.A da Fontinha despejada
saber mais:
http://escoladafontinha.blogspot.com/
Escrito pelo Topas às 16:03 0 comentários
AEA manhã
AEA "Porque não se afundam os peixes?"
Jardim de Infância Portelinha nº2
Adorei estar de novo com os meus amigos da Portelinha. Desta vez para conhecermos melhor os peixes.
Espero ver-vos de novo!
Escrito pelo Topas às 14:57 0 comentários
quarta-feira, maio 11, 2011
E hoje a natureza está em grande aqui no CEA!
É fantástica a energia que os animais e as plantas nos transmitem todos os dias.
Ou porque passam sorrateiros à nossa frente, ou porque dançam desalmadamente como se não houvesse amanhã, ou mesmo porque se escondem dentro de um muro de pedra.
São lindos por dentro e por fora. São boas vibrações, concerteza.
E as plantas que nos provam que nada as detém? É fantástico ver um feto a crescer entre o alcatrão - nem mesmo essa força humana detém o crescimento vegetal. Lindo!
Escrito pelo Topas às 12:23 0 comentários
Comportamentos:
As referências e valores que orientam nossos comportamentos na sociedade poderiam se resumir em uma única regra presente em diversas tradições religiosas e culturais:
Na tradição cristã: “E, como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós também”. Evangelho de S.Lucas 6:31
Budismo: “Não prejudique os outros de maneiras que você mesmo julgaria prejudiciais”. Udanavarga
Judaísmo: “Aquilo que é odioso para você, não imponha aos outros”. Talmud, Shabbat 31ª
Hinduísmo: “Nenhum de vocês será fiel até que deseje para seu irmão aquilo que deseja para si mesmo”. Sunam
Confucionismo: “Não faça aos outros aquilo que não gostaria que lhe fizessem.” Analectos
Nessa única regra, está presente valores como respeito, compaixão, justiça, solidariedade, altruísmo, valores que devem ser cultivados no seio familiar e nas escolas desde os primeiros anos de vida.
Abraço fraterno
Ana Lúcia Machado
Escrito pelo Topas às 11:24 0 comentários
A senhora dos livros
A minha família e eu vivemos num sítio muito alto, pertinho do céu. A nossa casa fica situada num local tão alto que quase nunca vemos ninguém, a não ser falcões a planar e animais a esconder-se por entre as árvores.
Chamo-me Cal e não sou nem o mais velho nem o mais novo dos irmãos. Mas, como sou o rapaz mais velho, ajudo o meu pai a lavrar e a ir buscar as ovelhas quando, às vezes, elas se escapam. Também me acontece trazer a vaca para casa ao pôr-do-sol, e ainda bem que o faço. É que a minha irmã Lark passa o dia todo a ler.
O meu pai diz sempre que nunca se viu uma rapariga tão super-leitora... Cá comigo não é assim. Não nasci para ficar sentado e quieto a olhar para quatro garatujas. E não acho graça nenhuma a que a Lark se arme em professora, porque a única escola que existe fica a quilómetros daqui e ela dificilmente lá chegará. Por isso é que ela quer ensinar-nos. Só que, a mim, a escola não me interessa!
Sou sempre o primeiro a ouvir o ruído dos cascos e a ver a égua alazã da cor do barro. Sou o primeiro a dar-se conta de que o ginete não é um homem, mas uma senhora com calças de montar e cabeça bem erguida. É claro que recebemos a forasteira de braços abertos, porque pessoa mais simpática não há. Depois de tomar chá, põe os alforges em cima da mesa e até parece ouro o que tira de lá de dentro. Os olhos da Lark põem-se a brilhar como moedas e a minha irmã não consegue ter as mãos quietas, como se quisesse apropriar-se de um tesouro.
Na realidade, o que a senhora traz não é tesouro nenhum, pelo menos a meu ver. São livros! Um monte de livros que ela, sozinha, carregou pela encosta acima. Um dia inteiro a cavalo para nada! É o que eu digo! Porque, se ela os quisesse vender, como faz o caldeireiro, que anda por aí com panelas, sertãs e outras coisas, veria logo que nós nem um centavo sequer temos para gastar. Muito menos em livros velhos e inúteis!
O meu pai põe-se a fitar a Lark e pigarreia. Então propõe à Senhora dos livros:
— Fazemos um contrato. Em troca de um livro dou-lhe uma saca de framboesas.
Aperto bem as mãos atrás das costas. Quero falar, mas não me atrevo. As framboesas, fui eu que as apanhei… Para fazer uma tarte, não para trocar por um livro! Quando vejo a senhora recusar, até pasmo. Não aceita uma saca de framboesas, nem um molho de legumes, nem nada do que o meu pai, em troca, lhe quer oferecer. Os livros não custam dinheiro; são de graça, como o ar. Ainda por cima, dentro de quinze dias, voltará para os trocar por outros! Cá para mim, tanto se me dá que a Senhora traga livros ou que não encontre o caminho até nossa casa. O que me espanta é que, mesmo que chova a cântaros, haja neve ou faça frio, ela volte sempre!
Certo dia de manhã, a terra acordou mais branca do que a barba do nosso avô. O vento uivava como lince em plena escuridão e apertamo-nos todos diante da lareira, pois, num dia desses, ninguém faz nada. Com um tempo assim, até os animaizinhos da floresta se deixam ficar bem aconchegados. De repente, ouviram-se umas pancadinhas na janela. Era a Senhora dos livros, abrigada até à ponta dos cabelos! Fez a troca através da porta entreaberta, para não apanharmos frio. E quando o meu pai lhe pediu que dormisse em nossa casa, não se deixou convencer:
— A égua leva-me embora — respondeu.
Fiquei de boca aberta a vê-la afastar-se. Pensei que era uma pessoa muito corajosa e tive vontade de saber por que é que a Senhora dos livros se arriscava a apanhar uma constipação ou coisa bem pior. Escolhi um livro com letras e desenhos e pedi à minha irmã Lark:
— Ensina-me o que está aqui, por favor.
A minha irmã não se riu nem troçou de mim. Arranjou um lugar aconchegado e, em voz baixa, pôs-se a ler. O meu pai costuma dizer que nos sinais da natureza está escrito se o Inverno vai durar muito ou pouco. Este ano, todos os sinais anunciaram neve bem abundante e um frio tremendo. Mas, embora todos os dias ficássemos em casa apertados como sardinhas em lata, não me importei nada. Pela primeira vez. Só quase na Primavera é que a Senhora dos livros pôde voltar a visitar-nos. A minha mãe ofereceu-lhe um presente, a única coisa de valor que lhe podia dar: a sua receita de tarte de framboesa, a melhor do mundo.
— Não é muito, bem sei, para o grande esforço que faz — disse a minha mãe.
Em seguida, baixou a voz e acrescentou com orgulho:
— E por ter conseguido arranjar dois leitores onde apenas havia um!
Baixei a cabeça e esperei pelo fim da visita para comentar:
— Também gostaria de ter alguma coisa para lhe oferecer.
A Senhora dos livros virou-se e fitou-me com os seus grandes olhos negros:
— Vem cá, Cal — disse, com muita doçura.
Quando me aproximei dela, pediu:
— Lê-me alguma coisa.
Abri o livro que tinha entre mãos, mesmo acabadinho de chegar. Dantes, eu pensava que eram quatro garatujas, mas agora já sei ver o que contém. E li um pouco em voz alta.
— Isto é que é a minha prenda! — disse a Senhora dos livros.
♦♦♦♦♦♦
NOTA DA AUTORA
Este livro é inspirado numa história real, e relata o trabalho incansável das bibliotecárias a cavalo, conhecidas como «as Senhoras dos livros» entre os Apaches do Kentucky.
O Projecto da Biblioteca a Cavalo foi criado nos anos trinta do século XX, no contexto do New Deal do Presidente Franklin D. Roosevelt, com a finalidade de levar os livros às zonas isoladas onde havia poucas escolas e nenhuma biblioteca. No alto das montanhas do Kentucky, os caminhos eram amiúde simples leitos de riachos ou carreiros acidentados. De cavalo ou de mula, as bibliotecárias percorriam a mesma rota árdua, cada duas semanas, carregadas de livros, independentemente de fazer bom ou mau tempo. Para demonstrar a sua gratidão por algo que não custava dinheiro, “como o ar”, as famílias podiam dar-lhes algo do pouco que possuíam: legumes das suas hortas, flores ou frutos silvestres, ou até apreciadas receitas transmitidas de geração em geração.
Embora também houvesse alguns homens na Biblioteca a Cavalo, geralmente eram as mulheres que o faziam, numa época em que a maioria das pessoas achava que o lugar da mulher era em casa. As bibliotecárias a cavalo revelavam uma resistência e uma entrega extraordinárias. Ganhavam muito pouco, mas sentiam-se orgulhosas do seu trabalho: levar o mundo exterior ao povo apache e, em muitas ocasiões, converter num leitor quem antes nunca tinha achado nenhuma utilidade em “quatro garatujas”.
No Kentucky, os leitos dos riachos e os carreiros acabaram por se transformar em estradas. Os cavalos e as mulas deram lugar a carros-biblioteca, que são as bibliotecas ambulantes nos dias de hoje. Dedicados à sua tarefa, bibliotecárias e bibliotecários continuam a levar livros a quem deles necessita…
Heather Henson
La señora de los libros
Barcelona, Editorial Juventud, 2010
(Tradução e adaptação)
Escrito pelo Topas às 11:15 0 comentários
terça-feira, maio 10, 2011
Uma escola verde - que sonho!
Fica no Bali. Um pouco longe... mas aventuraria-me numa viagem para conhecer esta escola.
Escrito pelo Topas às 14:09 0 comentários
Afinal, quem sabe quem são os teus vizinhos?
Ouçam este programa de rádio (em inglês) e saibam mais um pouco mais sobre este assunto.
Ter vizinhos é bom e se vivermos com eles de uma forma comunitária, tudo "corre" bem.
Escrito pelo Topas às 13:33 0 comentários
AEA tarde
Escola EB1 Baguim do Monte
AEA "O Topas e o ciclo da água"
Gostei muito de conhecer estes meus amiguinhos.
De número em número, lá foram conhecendo o ciclo da água.
Deixo-vos uma proposta: conjuguem o verbo "evapo-transpirar". Fico à espera!
Escrito pelo Topas às 13:28 0 comentários
AEA manhã
Escola Básica do Seixo
AEA "O Topas e o ciclo da água"
Ah! Esta acção de educação ambiental teve direito a parabéns e tudo!
Foi cheia de dança, exercício físico e muita água!
Escrito pelo Topas às 13:27 0 comentários
Fernando Pessoa - poema de Alberto Caeiro
As bolas de sabão que esta criança
Se entretém a largar de uma palhinha
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,
Amigas dos olhos como as cousas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.
Algumas mal se vêem no ar lúcido.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer cousa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente.
Escrito pelo Topas às 13:22 0 comentários
quarta-feira, maio 04, 2011
Sementeiras em rolos de papel higiénico
Aqui, podem encontrar o procedimento para poderem semear as vossas lindas sementes em rolos de papel higiénico.
Escrito pelo Topas às 11:48 0 comentários
Conexão com a Natureza:
Também necessitamos da natureza para que nos mostre o caminho de volta a casa, o caminho da saída da prisão de nossas mentes. Dependemos da natureza não só para nossa sobrevivência física .
Nos esquecemos o que as rochas, as plantas e os animais já sabem . Nos esquecemos de ser: de ser nós mesmos , de estar em silencio , de estar onde está a vida: Aqui e Agora .
Dirige a tua atenção a uma pedra , a uma árvore ou a um animal, não significa “pensar neles ”, senãosimplesmente percebê-los , tomar consciência deles.
Ao perceberes isto , tu também entras em um lugar de profundo repouso dentro de ti mesmo . Então eles te transmitem algo de sua essência . Sente o profundo que descansas no Ser, completamente unido com o que és e com onde estás.
Quando caminhes ou descanses na natureza , honra esse reino, permanecendo nele plenamente. Serena-te . Observa. Escuta .
Observa como cada planta e animal são completamente eles mesmos . A diferença dos humanos, não estão divididos em dois . Não vivem através de imagens mentais de sí mesmos , e por isso não têm que se preocupar em proteger e potenciar essas imagens .
Todas as coisas naturais , além de estar unidas consigo mesmas , estão unidas com a totalidade das coisas . Não se afastaram da totalidade reclamando uma existencia separada: o “Eu”, este grande criador de conflitos .
Tú não criaste teu corpo , e tampouco és capaz de controlar tuas funções corporais . Em teu corpo opera uma inteligência maior que a mente humana. É a mesma inteligência que sustenta tudo na natureza . Para acercar-te ao máximo a essa inteligência , seja consciente de teu proprio campo energético interno, sente a vida, a presença que anima o organismo.
Quando percebes a natureza tão só através da mente, do pensamento , não podes sentir sua plenitude de vida, seu ser. Únicamente ves a forma e não o ser consciente da vida que a anima, do misterio sagrado. O pensamento reduz a natureza a um bem de consumo, a um meio de conseguir benefícios , conhec imento , ou algum outro propósito prático
Observa, sente um animal, uma flor , uma árvore , e veja como descansam no Ser. É uma harmonia , uma sacralidade que além de compenetrar a totalidade da natureza , também está dentro de ti.. Cada um deles é ele mesmo . Têm uma enorme dignidade, inocência, santidade . No momento em que vês além das etiquetas mentais, sentes a dimensão inefável da natureza , que não pode ser compreendida pelo pensamento.
A respiração é natural. O ar que respiras é natural, como o próprio processo de respirar Dirige a tua atenção a tua respiração e veja que não és tú quem respira.
Conecta com a natureza de modo mais íntimo e interno percebendo tua própria respiração e aprendendo a manter nela tua atenção . Esta é uma práctica muito saudável , curativa e energizante . Produz uma cambio de consciência que te permite passar do mundo conceitual do pensamento ao da consciência incondicionada.
Necessitas que a natureza te mostre e te ajude a reconectar com teu Ser. Não estás separado da natureza . Todos somos parte da Vida Única que se manifesta em incontáveis formas em todo o Universo, formas que estão , todas elas , completamente interconectadas.
Quando reconheces a santidade, a beleza, a incrível quietude e dignidade que existe numa flor ou numa árvore, tu acrescentas algo a essa flor ou a essa árvore .
Pensar é uma etapa na evolução da vida. A natureza existe em uma quietude inocente que é anterior ao surgimento do pensamento . Quando os seres humanos se aquietam , vão além do pensamento . A quietude que esta além do pensamento, contém uma dimensão superior de conhecimento , de consciência .
A natureza pode levar-te a quietude . Este é o seu presente para ti. Através de ti, a natureza toma consciência de sí mesma . Quando percebes a natureza e te unes a ela no campo da quietude, se enche de tua consciência . Este é o teu presente para a natureza . É como se a natureza estivesse estado esperando durante milhões de anos por isso .
Escrito pelo Topas às 11:40 0 comentários
2012 vem aí ou já está a acontecer?
Estas teorias só me fazem pensar que a solução dos nossos problemas passa pela acção em comunidade.
Escrito pelo Topas às 11:38 0 comentários
Ai que me dói o dente!
Quais serão as formas naturais para se curar uma dor de dentes?
Com cristais, com almofadas, com camomila, ...
Vejam tudo o que podem fazer aqui.
Escrito pelo Topas às 11:32 0 comentários
terça-feira, maio 03, 2011
Mães de Transição
As Mães de Transição nasceram em Novembro de 2010 da solidão de uma mãe que percebeu que essa solidão era uma ilusão.
Então começou a alastrar por cada vez mais mães a certeza de que somos imensas mães superficialmente diferentes, mas com valores muito parecidos.
Embora inspiradas no movimento da transitionnetwork.org e na proposta ética da flor da permacultura proposta por david Holmgren, as Mães de Transição são um movimento próprio, com uma lógica própria e que se baseia em princípios de Fraternidade, Ecologia, respeito pelas crianças, respeito pela dignidade das pessoas, Maternidade, Vida, Evolução e Autonomia.
Então resolvemos confiar na nossa sabedoria, na nossa inteligência. Resolvemos que havia razões para confiar no futuro, porque temos instrumentos humanos mais do que suficientes para encontrar soluções.
Só não conseguiamos implementar essas soluções porque estavamos demasiado sós. Demasiado sempre em torno das nossas vidas demasiado cheias e ao mesmo tempo com enormes vazios.
Isso acaba quando encontramos as Mães de Transição.
Aqui estamos juntas. Somos uma. Estamos aqui para o que der e para o que vier.
Somos gente criativa, confiante, forte. Somos gente que transforma o medo em imaginação e a solidão em certeza de que precisamos nos cercar das pessoas certas, das relações certas, da envolvente certa, nutritiva e reciclada; onde as nossas ideias possam frutificar e causar impacto considerável pelas mães do país fora.
E porque somos Mães, e não pais, ou famílias...
Todos têm espaço, e podemos incluir as nossas famílias em actividades e iniciativas.
Mas muitas de nós sabem o que é ser o centro de toda uma estrutura familiar. O suporte moral em torno do qual giram as crianças, giram as dinâmica de cada casa.
E é por isso que precisamos de saber o que andamos a fazer. Saber quem somos. Saber qual é o nosso lugar, o nosso papel.
É preciso muita coragem para ser mãe.
isso todas sabemos.
Nas Mães de Transição queremos ao mesmo tempo nutrir a terra, poluir menos, consumir menos, partilhar mais, fazer mais coisas em união humana, unimo-nos em laços de amizade que um dia serão como laços de uma família escolhida. Procuramos agir, mas também transformamos as nossas casas em casas onde é bom viver e onde a vida do planeta é protegida.
Fazemos a nossa parte nos nossos ecossistemas naturais, e humanos.
Procuramos criar bom ambiente em toooodos os sentidos :)
E onde queremos começar por ter o melhor ambiente, é aqui mesmo: No nosso coração de mãe.
Com apoio. Com companhia. Com enquadramento. Com carinho e com fé em nós mesmas.
Isto são as Mães de Transição.
Somos nós.
Cada uma à sua maneira, ao seu ritmo, à sua maneira.
Sempre por prazer. Por ser bom.
Como ser mãe deve ser.
Abraço amigo
Sofia
Escrito pelo Topas às 17:03 0 comentários
AEA tarde
AEA "O Topas e o ciclo da água"
Escola EB1 Baguim do Monte
Foi bom rever o N., quem eu já não via desde o Natal. Foi um belo grupo que eu espero rever aqui nas actividades do CEA.
Até à próxima, amiguinhos!
Escrito pelo Topas às 16:33 0 comentários
Sol solinho!
Já repararam no lindo sol que hoje nos banha?
É o Dia do Sol.
E isso fez-me lembrar que todos necssitam dele, até as plantas. E a propósito disso, encontrei estas mini-estufas que são bastante "verdes".
Escrito pelo Topas às 11:34 0 comentários
segunda-feira, maio 02, 2011
e-jorn@al do Top@s
E aqui está a 5ª edição do nosso e-jorn@al do Top@s:
Escrito pelo Topas às 14:19 0 comentários
Domingos abertos no CEA - Maio
Não se esqueçam de colocar nas vossas agendas:
dias 8, 15 e 29 de Maio, o CEA-AdDP abre as portas.
Para quê?
Dia 8 de Maio (manhã e tarde):
Queres vir caçar o vento?
Dia 15 de Maio (manhã e tarde):
Visitas guiadas à ETA de Lever
Dia 29 de Maio (manhã e tarde):
Visitas guiadas à ETA de Lever
NOTA IMPORTANTE relativamente às actividades que decorrem no CEA:
- As actividades no CEA estão reservadas nos dias estipulados mensalmente
- A entrada nas instalações, bem como a actividade, são gratuitas.
- Temos capacidade para receber 25 pessoas.
- Estas actividades estão indicadas para grupos familiares.
- Não poderão participar crianças com idade inferior a 9 anos sem a presença de um adulto.
- Tem duração de cerca de 1h30.
- A inscrição é feita por email (cea@addp.pt e lazevedo@addp.pt). Este pedido tem de ser enviado até à Quinta-feira anterior à data das actividades.
- Na Sexta-feira anterior à data das actividades será enviada a confirmação de visita pelo CEA-AdDP.
- As actividades iniciam imperativamente às 10:15 e às 15:15.
- A confirmação da inscrição só é válida aquando do envio do Termo de Responsabilidade e a ficha de inscrição devidamente preenchidos.
NOTA IMPORTANTE relativamente às visitas à ETA de Lever:
- As visitas à ETA de Lever ao fim de semana estão reservadas nos dias estipulados mensalmente.
- A entrada nas instalações, bem como a actividade, são gratuitas.
- Temos capacidade para receber 15 pessoas.
- Os participantes devem ter idade igual ou superior a 16 anos.
- A visita à ETA de Lever ao fim de semana não inclui a passagem pelo Laboratório.
- A visita tem início nas instalações do Centro de Educação Ambiental, situado no mesmo complexo, onde é feita uma breve apresentação, após a qual seguem para a ETA de Lever. Os participantes devem trazer calçado e vestuário adequado, já que a visita inclui passagem por espaços exteriores, sujeitos às intempéries.
- Tem duração de cerca de 2h, podendo variar mediante questões que sejam colocadas, ou uma explicação mais exaustiva de um ou outro processo, de interesse da instituição que nos visita.
- A inscrição é feita por email (cea@addp.pt e lazevedo@addp.pt). Este pedido tem de ser enviado até à Quinta-feira anterior à data da visita.
- Na Sexta-feira anterior à data da visita será enviada a confirmação de visita pelo CEA-AdDP.
- As visitas iniciam imperativamente às 10:15 e às 15:15.
- A confirmação da inscrição só é válida aquando do envio do Termo de Responsabilidade e a ficha de inscrição devidamente preenchidos.
Escrito pelo Topas às 12:31 0 comentários
AEA tarde
AEA "Porque não se afundam os peixes"
Escola EB1 Vale de Ferreiros
Infelizmente, esta instituição não nos deu autorização para a publicação das fotografias tiradas no decorrer desta Acção de Educação Ambiental.
Escrito pelo Topas às 12:29 0 comentários
sexta-feira, abril 29, 2011
AEA manhã
AEA "O Topas conta um conto"
Jardim de Infância do Calvário
Infelizmente, esta instituição não nos deu autorização para a publicação de fotografias tiradas a este grupo.
Escrito pelo Topas às 15:32 0 comentários
quarta-feira, abril 27, 2011
A manhã e a tarde de hoje foram coloridas de estórias aquáticas
AEA "O Topas conta um conto"
Colégio da Quinta Inglesa
Adoro que a Cristalina faça Yoga e que torne estas estórias tão divertidas. Pois de gotinha em gotinha, a Cristalina foi falando, uma nuvem encontrou, mas nunca tropeçando. Foi o avião e o passageiro que a encantaram, mas estes meninos até ginasticaram!
Que lindos foram estes grupos!
Voltem!
Ah, e esta música é especialmente dedicada ao meu amiguinho que adorou as músicas que encantaram a estória de hoje à tarde. Beijinhos.
Escrito pelo Topas às 14:24 0 comentários
terça-feira, abril 26, 2011
quinta-feira, abril 21, 2011
terça-feira, abril 19, 2011
Actividades de Páscoa - dia 1
Foi um dia repleto de energia (pudera, está Lua Cheia!), muita alegria, exercício físico, estórias, teatro e trabalhos manuais. O que estará programado para amanhã?
Escrito pelo Topas às 11:57 0 comentários
segunda-feira, abril 18, 2011
Esta AEA foi realizada na Biblioteca de Castelo de Paiva
AEA - "Ajuda o Topas a proteger a sua casa num tabuleiro gigante"
Rota do Românico - Biblioteca de Castelo de Paiva
Escola EB 2/3 Couto Mineiro Pejão
Escrito pelo Topas às 11:33 0 comentários
Quantos são hoje?
O tempo dos ventos termina esta semana. Além disso, hoje é Dia Mundial dos Monumentos e Sítios e o dia em que a Lua está cheia; é chamada de Lua de Orvalho (3 de Abril a 3 de Maio).
Apreciem-na, pois ela vai estar radiante.
Escrito pelo Topas às 11:19 0 comentários
sexta-feira, abril 15, 2011
AEA tarde
AEA "O Topas veste o avental e vai para a cozinha"
Cercilamas
Adorei conhecer estes meus amigos. Juntos, viajamos pela terra das plantas aromáticas e pelas selvagens que se podem colher nas nossas matas de Portugal. Depois, foi só colocar mãos e tachos à obra e cozinhar!
Escrito pelo Topas às 12:13 0 comentários
quinta-feira, abril 14, 2011
Workshop de Sustentabilidade e Comunicação
Workshop de Sustentabilidade e Comunicação organizado por APCE - Associação Portuguesa Comunicação de Empresa
Escrito pelo Topas às 16:00 0 comentários
O estado das nossas sementeiras:
Lembram-se dos meus queridos amigos do CASTIIS que vieram semear umas belas sementes? Olhem como estão as sementeiras:
Escrito pelo Topas às 12:14 0 comentários
quarta-feira, abril 13, 2011
AEA tarde
AEA "O Topas veste o avental e vai para a cozinha"
CAT - Crescer a cores
Infelizmente, esta instituição não nos deu autorização para a publicação de fotografias tiradas no decorrer desta AEA.
Escrito pelo Topas às 13:53 0 comentários
Enguia do meu coração!
Olhem quem resolveu dar um ar da sua graça:
Escrito pelo Topas às 13:45 0 comentários
terça-feira, abril 12, 2011
O problema de muitos países...
... é não consumirem o que a terra lhes dá:
Escrito pelo Topas às 18:41 0 comentários
Vejam como as crianças, perdão, os adultos precisam de incentivos para a separação de resíduos
Palminhas!
Escrito pelo Topas às 18:32 0 comentários
O que fazer com frascos de plásticos?
Regadores, porta brinquedos, caixas e caixinhas, vasos e tantas coisas mais! Vejam aqui.
Escrito pelo Topas às 17:42 0 comentários
AEA tarde
AEA "Vem ser cientista com o Topas"
JI Nossa Senhora do Pilar
Aqui ficam as imagens de vagens,para nunca se esquecerem o que são!
Escrito pelo Topas às 15:03 0 comentários
A Feira da Primavera - está aí!
Coloquem na vossa agenda: nos sábados desde 16 de Abril até 28 de Maio.
A Feira da Primavera no Cantinho das Aromáticas.
Escrito pelo Topas às 14:37 0 comentários
Escrito pelo Topas às 11:19 0 comentários
sexta-feira, abril 08, 2011
Festejar o último dia de aulas antes das férias da Páscoa em Leça
Acção de sensibilização para o consumo da água da torneira
Dia aberto da Escola EB 2/3 de Leça do Balio
Escrito pelo Topas às 18:02 0 comentários
quinta-feira, abril 07, 2011
Domingos abertos no CEA - não esquecer
Este mês teremos apenas um Domingo com actividades (será destinado a visitas à ETA de Lever - dia 17), mas no próximo mês serão 3!
Apareçam. Estamos ansiosos por vos receber, sempre com um sorriso na cara, em prol do ambiente, muito amor no coração e claro está, com actividades muito coloridas! 

Escrito pelo Topas às 10:17 0 comentários
Restos da Actividade de Educação Ambiental do passado dia 25/03/2011
Que bem ilustram a história, os desenhos feitos pelos meus amiguinhos de Painçais:
Escrito pelo Topas às 09:44 0 comentários
As mulheres e a depilação
Haverá uma forma ecológica de o fazer?
A Margarida encontrou várias formas! Ora vejam:
Pra quem não sabe, veganos não comem nada que tenha ingredientes de origem animal (carne, ovos, laticínios, gelatina, cochonilha, etc), não usam produtos testados em animais ou que contenham matéria prima de origem animal em sua composição e/ou processo de fabricação. O que não é uma tarefa fácil, pois existem muitos produtos químicos com nomes estranhos e que a gente nem imagina de onde vem. É por isso que veganos tornam-se experts em ler rótulos e decorar nomes de substâncias. A gente acaba fazendo isso automaticamente, mas pode virar uma paranóia!
Tudo seria bem mais fácil se existisse um selo nacional indicando os produtos veganos e existe um projeto de lei com esse intuito, chamado Projeto Lei Expedito.
Enfim... o tema da depilação é um dilema pra mim desde que me tornei vegana, pois justo quando descobri uma depiladora maravilhosa aqui em Santa Maria, decidi eliminar tudo o que eu pudesse que fosse de origem animal e a cera que ela usa contém mel. Mas não me depilar não é uma opção, assim como lâminas não são uma opção pra mim (pelo menos na região da virilha) e até porque não sei de nenhuma marca de lâminas que seja vegana. Passei então a usar cremes depilatórios, mas sempre desconfiada quanto àquelas composições. Somando-se a isso, se uso o creme muito seguido, me provoca alergia :(
Hoje, procurando pelo orkut, achei numa comunidade algumas receitas caseiras de ceras depilatórias e resolvi publicar no blog. Ainda não testei nenhuma, mas essa semana mesmo vou conversar com a moça que fazia depilação pra mim! Espero que dê certo! :D
"Cera de Vinagre
Ingredientes:
• 500 gramas de açúcar
• 250ml de vinagre
Modo de fazer:
Coloque em uma panela, leve ao fogo até formar uma consistência tipo calda em ponto de fio. Espere esfriar um pouco (não deixe esfriar muito, pois a temperatura quente da cera provoca uma dilatação dos poros facilitando a retirada dos pêlos) e passe nas áreas onde você quer se depilar.
Cera de Cenoura c/ Maracujá
Ingredientes:
• 4 xícaras de açúcar
• 1 xícaras. de suco de cenoura (coado)
• 2 xícaras. de suco de maracujá (coado)
Modo de fazer:
Leve ao fogo todos os ingredientes e deixe ferver por 40 minutos. Retire do fogo e deixe esfriar.
Dicas p/ depilação:
Antes faça uma boa esfoliação com movimentos circulares no local a ser depilado (com água e fubá, ou açúcar e sabonete de glicerina). Lave enxugue muito bem a pele e aplique a cera em tiras em um pedaço de pano (mais ecológico do que com papeis). E aplique talco no local que a ser depilado."
Fontes:
Cera veganaCera Depilatória-fazer em casa
Escrito pelo Topas às 09:30 0 comentários
Puxa para cima essa energia...
... porque é mesmo o que Mãe Gaya está a necessitar: muita e boa energia. Juntem-se a nós:
Escrito pelo Topas às 09:28 0 comentários
Porque vem aí o calor...
... e as pessoas adoram comprar roupa nova, deixo uma sugestão: comprem roupa de algodão, de preferência biológico.
Encontrei há tempos o anúncio de uma marca de roupa alusivo ao algodão orgânico. Ora vejam:
Entretanto, outra marca decidiu seguir os mesmos passos.
Só espero que não seja "sol de pouca dura" e, mais importante, que não seja publicidade enganosa!
Escrito pelo Topas às 09:16 0 comentários
Clube das histórias
AS SEREIAS NÃO GOSTAM DE DISCUSSÕES
Todas as crianças receiam as cócegas e as discussões. As crianças-fadas, as crianças- feiticeiras, as princesinhas e, sobretudo, as pequenas sereias. Se as sereias não gostam mesmo nada de ouvir os pais a discutir, é porque a água transmite os sons cinco vezes mais depressa do que o ar e cinco vezes com mais força. É por isso que, em casa delas, uma cena doméstica, uma simples discussão, se transformam num pesadelo aquático.
Na família da sereia Emma, as discussões começavam sempre assim:
–– Repete o que acabas de dizer!
–– Quem é que julgas que és?
E upa, depois do rebentar de algumas bolhas, a água começava a agitar-se, a agitar- -se… e tínhamos tempestade! Quando o mar ficava assim revolto, Emma começava a ver tudo desfocado. Os pais apareciam-lhe deformados, horríveis, com o rosto distorcido por causa da turbulência das águas. Era feio, feio, feio. Então Emma sentia o coração gelar. Punha as mãos nos ouvidos e agradecia aos céus o facto de ter duas mãos e não duas barbatanas. Mas, mesmo tapando os ouvidos, continuava a ouvir: “Detesto-te, detesto-te, não quero voltar a ver-te.” Estas discussões eram verdadeiras catástrofes ecológicas. Quando se desencadeavam, os cardumes de peixinhos multicores fugiam em debandada para o outro extremo do mar, como se perseguidos por um tubarão. Os ouriços-do-mar imobilizavam-se, as anémonas expeliam em silêncio o seu veneno e os polvos lançavam co mpridos jactos de tinta negra.
“Como é possível”, pensava Emma, “que pessoas adultas, com dois braços, uma cauda de sereia e um cérebro de sereia, gritem na água como se fossem verdadeiros bebés?” E pensava em todos os pais-sereias divorciados, que iam viver longe um do outro, um no mar Adriático, outro no Oceano Atlântico. E dizia para consigo: “A minha mãe trouxe-me no ventre porque amava o meu pai. Mas se nasci no amor deles, também posso desaparecer!” Era, é claro, um pouco excessivo, mas muito lógico na cabeça de uma pequena sereia. Aliás, quando ouvia os pais agredirem-se, tinha a impressão de que o seu coração se despedaçava como gelo quebrado. Porque as pequenas sereias não são peixes como os outros. São meninas de verdade, frágeis, com sentimentos e muita imaginação. O que poderia ela fazer? Tinha ouvido falar de uma outra sereia que trocara a cauda por um par de pernas. “Ter pernas ser-me-ia muito útil para fugir para terra, longe dos gritos dos adultos”, pensava. Para não morrer por causa de todas aquelas discussões, Emma afastava se para longe daquelas extensões de água cheias de turbulência, daqueles rostos distorcidos, daquelas tempestades aquáticas, e penetrava nas florestas de algas labirínticas. Ia tão longe quanto possível, descendo às profundezas, onde o silêncio é mais forte do que todos os gritos do mundo. E quando, à noite, se davam conta que ela tinha desaparecido, o pai, a mãe e todas as suas irmãs sereias iam procurá-la, longe, muito longe, nas águas doces, nas águas tépidas, abrindo, com as mãos, caminho por entre as algas, espreitando dentro das anémonas, batendo docemente à porta das conchas:
–– Emma, estás aí?
Com o coração apertado, pensavam que ela tinha desaparecido para sempre. Porque corria esse risco. Nas profundezas do mar, uma pequena sereia, mesmo experiente, pode muito bem perder o norte. E os pais perguntavam-se: e se ela foi lançada para terra? Ou engolida por um tubarão? E quando, por fim, a encontravam, curvada dentro da sua concha, com as mãos nos ouvidos, tomavam-na nos braços com muita doçura para a levarem para casa. Sentiam vergonha. E diziam-lhe:
–– Desculpa, sabes, somos dois grandes patetas. Mas já fizemos as pazes!
Quanto mais crescia, mais a pequena sereia compreendia que a vida, o cansaço, as pequenas coisas do quotidiano, uma gota de água que cai continuamente em cima de um rochedo, enfim, pequenos nadas, podem também desencadear grandes discussões.
Quando se tornou adulta, sorria ao ouvi-los, porque sabia que não tinha nada mais a recear. Que o seu coração não ia congelar nem ficar como gelo desfeito. E, ao ouvi-los, dizia para consigo: “Daqui a pouco, estão a dizer-me que nunca mais voltarão a discutir. E eu vou fingir que acredito! Porque sei muito bem que é difícil viver-se na mesma água sem discussões. Mas também sei que o mundo não vai desabar por causa disso.”
Sophie Carquain
Petites histoires pour devenir grand
Paris, Albin Michel, 2003
(Tradução e adaptação)
_____________________________________________________
Caros leitores,
O Projecto intitulado Clube de Contadores de Histórias, nascido em 2006 na Escola Secundária Daniel Faria – Baltar, tem vindo, ao longo dos anos, a difundir-se de uma forma significativa, não só em Portugal, mas também no Brasil e nos países africanos de língua portuguesa. No sentido de assegurar a continuidade de referido clube, foi constituída uma equipa pedagógica, formada por professores de vários grupos disciplinares e provenientes de diversos estabelecimentos de ensino, que tomarão a seu cargo a selecção, preparação e envio de uma história semanal por correio electrónico, tal como habitualmente tem vindo a ser feito.
Esperando que o projecto continue a merecer a melhor atenção por parte do público leitor, despede-se com os melhores cumprimentos,
A Equipa Coordenadora do Clube das Histórias
ac@contadoresdehistorias.com
Escrito pelo Topas às 08:40 0 comentários
quarta-feira, abril 06, 2011
A Natureza pinta?
Ai pinta pinta! E que bem que o faz!
Seguindo as experiências que a Rosa Pomar tem feito com líquenes e cascas de cebola, hoje a Raquel atreveu-se a experimentar tingir uma meada de lã. Aliás, há bem pouco tempo, deu um programa interessantíssimo sobre a Cochonilha e o seu poder colorido!
Encontrei estes dados interessantes:
CORANTES NATURAIS
Comercialmente os tipos de corantes mais largamente empregados pelas indústrias alimentícias têm sido os extratos de urucum, carmim de cochonilha, curcumina, páprica, antocianinas e betalaínas.
A maioria dos corantes naturais é de origem vegetal. Costuma-se classifica-los em quatro grandes categorias:
os pigmentos porfirínicos: clorofila
os flavonóides e derivados: antocianinas,...
os carotenóides: β-caroteno, licopeno, xantofila,..
as quinonas: ácido carmínico, carmim,..
As essas quatro principais categorias convém adicionar as xantonas, a betalaina, a cúrcuma, os taninos e o caramelo.
OS PIGMENTOS PORFIRÍNICOS:
Clorofila
Origem: vegetais folhudos e algumas frutas.
Coloração: verde.
A clorofila é o único corante natural verde permitido.Ë o pigmento responsável pela cor verde dos vegetais folhudos e de algumas frutas.
a clorofila natural é insolúvel em água, mas mediante tratamento ácido alcalino pode-se produzir a clorofilina, a qual é solúvel em água. Tanto a clorofila quanto a clorofilina não são muito estáveis quando expostos ao calor ou à luz. Em tratamento controlado com presença de íons de cobre ou zinco, é possível substituir o átomo metálico central de magnésio, sendo os compostos cúpricos, ou de zinco, assim obtidos muito estáveis. (A clorofilina cúprica de sódio, é obtida através da hidrólise da clorofila, seguida por purificação, introdução de cobre e conversão para o sal de sódio. Possui alta estabilidade ao calor e excelente estabilidade à oxidação e à incidência de luz).
O corante de clorofila é empregado em sorvetes, sucos, massas com vegetais, iogurtes, biscoitos, queijos ...
OS FLAVONÓIDES E DERIVADOS:
Antocianinas
Origem: flores, frutos e plantas superiores (uva, repolho vermelho, milho peruano).
Coloração: Vermelha, azul, púrpura ou violeta
Encontram-se amplamente distribuídas em flores, frutos e demais plantas superiores.Os sub-produtos da indústria da uva e do vinho já são empregados na preparação comercial de antocianinas.
Apresentam estrutura básica C6-C3-C6. Diferente de outros flavonóides, as antocianinas são capazes de absorver fortemente a luz na região do espectro visível, conferindo uma infinidade de cores entre o laranja, o vermelho, o púrpura e o azul de pendendo do meio em que se encontrem.
O pH é certamente o fator mais importante no que diz respeito à coloração das antocianinas.Além do pH, a cor das soluções de antocianinas depende de outros fatores como concentração, tipo de solvente, temperatura, estrutura do pigmento, presença de substâncias capazes de reagir reversível ou irreversivelmente com a antocianina, entre outras.
As uvas do tipo Cabernet Sauvignon contêm quatro principais antocianinas: delphinidin-3-monoglicosídio, petunidina-3-monoglicosídio, malvidina-3-monoglicosídio e malvinidina-3-monoglicosídio acetilado com ácido clorogênico.
O milho da espécie Kcully zea mays é uma variedade especial de milho caracterizando-se por seu alto teor de antocianos na sua espiga. Trata-se de uma variedade produzida somente no Peru. Uma das suas vantagens é a ausência de sulfitos, ao contrário do que ocorre normalmente com antocianos obtidas a partir das cascas de uva tinta, após o processo de fermentação alcoólica.
Outro pigmento da família dos antocianos é o suco do repolho vermelho (Brasica oleracea). Produz cores entre o rosa escuro e o vermelho, em produtos com pH inferior a 4. Um pH superior faz com que os pigmentos antociânicos tomem uma coloração do tipo púrpura azulada, altamente instável. Um problema com este corante é o gosto que ele deixa.
OS CAROTENÓIDES:
Existem duas maneiras de classificar os carotenóides. A primeira considera a existência de duas grandes famílias: os carotenos e as xantofilas. O segundo sistema divide os carotenóides em três tipos acíclico (licopeno), monocíclico (γ-caroteno) e bicíclico (α-caroteno e β-caroteno). O licopeno é a substância que atribui a cor característica ao tomate. O açafrão produz um pigmento chamado crocina.
A gordura do leite também contém carotenóides, variando entre 2 e 13 ppm, dependendo da estação, a qual influi na alimentação do animal. Por isso, a manteiga às vezes parece muito branca e, para torna-la com uma melhor aparência é necessário adicionar corante.
Em princípio, as operações de processamento têm pouca interferência nos carotenóides. Os complexos carotenóide-proteína são geralmente mais estáveis do que os carotenóides livres. Como os carotenóides são altamente não saturados, o oxigênio e a luz são os fatores que mais os afetam. As operações de processo destroem as enzimas que causam a destruição dos carotenóides. Os carotenóides em alimentos congelados ou esterilizados com calor são bastante estáveis. Por outro lado, a estabilidade é pouca em produtos desidratados, a menos que embale o produto com gás inerte. Uma exceção notável é o damasco, que mantém muito bem a cor nas mais variadas condições. Cenouras desidratadas perdem a cor rapidamente.
Hoje, os carotenóides são produzidos sinteticamente; os principais são o β-caroteno, o apocarotenol e cantaxatina. Por terem alto poder tintorial, são utilizados em alimentos em níveis de 1 a 25 ppm. São estáveis à luz e, de modo geral, apresentam boa estabilidade em aplicações alimentícias. O β-caroteno propicia uma cor do amarelo claro ao laranja, o apocarotenol do laranja claro ao vermelho alaranjado e a cantaxantina, cores mais vermelhas. Os carotenóides naturais aplicados em alimentos são o urucum (annatto), a oleoresina de páprica e o óleo de palma bruto.
Urucum
Origem: urucuzeiro
Coloração: amarelo-alaranjado
O urucuzeiro é um arbusto grande, ou uma pequena árvore, originário da América Latina, tipicamente tropical e, atualmente, pantropical, ou seja, cultivado nos trópicos de todo o mundo. Pertence à família Bixaceae e responde ao nome botânico de Bixa Orellana. O urucuzeiro é uma planta perene, não sendo muito exigente quanto a solos, clima e tratos culturais. Suporta variações de temperatura entre 22 e 30oC e sobrevive em locais onde a pluviosidade varia entre 800 a 2000 mm anuais.
O urucum é o único corante natural que tem sua origem em solo brasileiro. Além disso, extraído há séculos pelos índios, que utilizam seu poder tintorial como maquiagem tribal, o urucum tem sido objeto de profissionalização de cultivo, deixando no passado remoto a coleta selvagem e hoje contando com cerca de 6 mil hectares de plantações pelo país. Atualmente, cerca de 70% da produção brasileira é cultivada, com utilização de técnicas de manejo e tratos culturais adequados e beneficiamento em máquinas. Pequena parcela da produção ainda é silvestre ou utiliza métodos tradicionais de manejo.
O corante do urucum é extraído a partir da polpa da semente, constituída de uma fina camada resinosa de coloração vermelha alaranjada.
O corante urucum é disponível comercialmente nas formas hidrossolúvel e lipossolúvel, dependendo do método de extração e dos processos subseqüentes de preparação para chegar a diluições, suspensões, misturas, emulsões e pós. A forma lipossolúvel, a bixina é obtida amolecendo as sementes com vapor e extraindo o pericarpo com etanol, um hidrocarboneto clorado ou óleo vegetal. A bixina pode ser cristalizada e oferecida em forma de pó cristalina com concentração de 28 a 90%. A bixina é um carotenóide e está presente nas sementes entre 70 a 80%. O valor comercial do urucum está diretamente relacionado com seu teor de bixina. Considera-se como comercialmente satisfatório um teor de bixina de 2,5%.
A norbixina é hidrossolúvel e é tecnicamente possível obter soluções contendo mais de 5% dela. Na prática, 2,5% é o máximo de concentração que se obtém, sendo as soluções ao redor de 1%, as mais freqüentemente encontradas. As soluções de norbixina podem ser spray-dryed, obtendo-se assim um pó fino: a concentração de norbixina nesses pós pode ser de até 15%.
Obviamente, é a aplicação que irá determinar qual é a forma de urucum – bixina ou norbixina- mais indicada, sendo que a solubilidade é um dos determinantes principais.
Ao contrário de vários corantes sintéticos, o urucum não é carcinogênico. Possui um longo passado de aplicações diversas nas medicinas regionais de todos os países onde é encontrado.
Investigações realizadas na Holanda sobre a toxicidade do urucum, com experiência em ratos, camundongos e suínos, comprovam que o pigmento não apresenta toxicidade, podendo ser empregado para colorir manteigas, margarinas, queijos e outros alimentos processados. Uma ingestão diária temporária de 1,25 mg/kg de massa corpórea para extratos de urucum foi permitida pela FAO/OMS desde 1970. Os pigmentos são satisfatoriamente metabolizados.
Como alguns países do mundo não permitem o uso de corantes artificiais em produtos alimentícios, o urucum acaba sendo cada vez mais procurado no mercado internacional. É permitido em todos os países do mundo. Por causa das restrições aos corantes sintéticos, o urucum aparece como alternativa para as indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética.
E deixo de seguida os resultados conseguidos pela Raquel:

E a propósito da cortiça:
Escrito pelo Topas às 13:47 0 comentários
Borboletas, borboletas? PRIMAVERA!
Querida malhadinha:
É a Pararge aegeria: Distribui-se em toda a Europa, em bosques até aos 1200m. A lagarta alimenta-se de gramímeas, Agropyron, Triticum repens. Postura de ovos sobre ervas. Crisálida suspensa na vegetação. Observação importante: apresenta variabilidade geográfica na cor das manchas das borboletas. Informação retirada de "Borboletas e Lagartas" de Thomas Ruckstuhl.
Escrito pelo Topas às 12:14 0 comentários
Os plásticos e a água
Como ficará a água depois de contactar com o plástico? Aqui podem saber mais sobre este assunto.
Escrito pelo Topas às 11:14 0 comentários
As plantas são um bom público para um concerto musical
Já todos sabem que a água e toda a Natureza é influenciada pelo Homem. Se não, vejam este vídeo:
Ora, houve quem pensasse que as plantas seriam um bom público para um concerto de música clássica. Ora vejam:
Maravilhoso!
Escrito pelo Topas às 11:01 0 comentários
terça-feira, abril 05, 2011
A importância da água
Solidarités International et BDDP Unlimited veulent faire couler de l'encre from BDDP Unlimited on Vimeo.
Escrito pelo Topas às 15:20 0 comentários
A propósito do dia do Livro Infantil...
...encontrei na internet imagens de um vestido feito de páginas de livros infantis. Um verdadeiro vestido de princesa.
Escrito pelo Topas às 11:16 0 comentários
Como sobrevive um cão depois de isto?
Aqui podem ler toda a história. Ainda estou de boca aberta.
Escrito pelo Topas às 11:03 1 comentários
sexta-feira, abril 01, 2011
AEA tarde - 01/04/2011
AEA "O Topas não tem asas"
CASTIIS
No dia das mentiras preguei uma mentira: disse que a AEA se chamava O Topas tem asas! Brincadeirinha! O Topas é uma toupeira da água (é uma espécie semi-aquática), é um mamífero logo não tem asas. Em Portugal é conhecida como toupeira-de-água, rato-papialvo, rato-de-bico-comprido ou rato-almiscareiro.
A acção de educação ambiental teve as aves como tema principal. Jogamos, desenhamos e cortamos... tudo para entender o universo das aves. 
Escrito pelo Topas às 12:51 0 comentários
A Primavera chegou em grande!
Que linda que ela está: cheia de cor, de som e de cheiros. No entanto: "Concentrações muito elevadas no ar de pólenes de plátano, carvalho, cipreste e pinheiro são esperadas nos próximos sete dias em Portugal continental, indica o Boletim Polínico hoje divulgado pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC).No Alentejo, os pólenes encontram-se em níveis elevados, onde predominam os pólenes de plátano, azinheira, pinheiro, cipreste e ervas azeda, parietária e gramíneas." Deixem-se levar por esta estação tão bonita e aproveitem o fim de semana para fazerem as vossas compras semanais de vegetais e frutas nos mercados e feiras espalhados por Portugal:
Escrito pelo Topas às 12:40 0 comentários













