Mais uma legenda feita pelo PermaTeresina. :) Excelente documentário! Não se assuste com o título, não é mais um filme sobre profecias, catástrofes naturais e fim do mundo. Muito ao contrário! Trata-se de um filme bastante otimista sobre as crises que a humanidade vem passando e soluções que já existem para elas, que se iniciam dentro da mente/espírito/cosnciência de cada indivíduo que forma a coletividade. São abordados temas como permacultura, sustentabilidade, design inteligente, substâncias psicoativas, espiritualidade, yoga, meditação e, inclusive, profecias sobre os tempos atuais. O título do filme, que pode soar apelativo ou aterrorizante, na minha opinião tem dois objetivos: 1) atrair os apocalípticos de plantão para uma abordagem diferente sobre o tema; e 2) desmistificar as profecias e toda essa história de 2012 informando o grande público sobre o processo de desenvolvimento da consciência. E isso o jornalista Daniel Pinchbeck, autor de dois livros sobre consciência e apresentador do documentário, faz com sucesso. Dá uma sacada no trailer e baixa logo!
"2012: Tempo de Mudança" projeta uma alternativa radical à visão apocalíptica e fatalista que vivemos no momento. Dirigido por João Amorim (Nomeado ao Emmy em 2009 por Chicago10), o filme segue o jornalista Daniel Pinchbeck, autor do best-seller 2012: O retorno de Quetzalcoatl, em busca de um novo paradigma, que integra a sabedoria antiga de culturas tribais com o método científico. Como agentes conscientes da evolução, podemos redesenhar a sociedade pós-industrial com princípios ecológicos para fazer um mundo que funcione para todos. Ao invés de devastação e barbaridade, "2012" projeta o nascimento de uma cultura de regenerativa no planeta, onde a colaboração substituirá a concorrência, onde a exploração da psique e do espírito torna-se a nova bossa, substituindo o materialismo estéril que vem dominando e destruindo o planeta.
Com Sting, Gilberto Gil, David Lynch, Ellen Page, André Soares, Lucy Legan, Paul Stamets, Richard Register, Penny Livingston, Buckminster Fuller, Dennis Mckenna, Terence McKenna, Barbara Marx Hubbard, John Todd entre outros.
terça-feira, maio 31, 2011
Alunos Italianos
quinta-feira, maio 26, 2011
Actividade de E.A. - Manhã
Actividade de Educação Ambiental - sensibilização para o consumo da água da torneira
Escola EB1 de Oliveira do Arda
E lá fomos nós de malas aviadas para Castelo de Paiva.
Com muito calor, a água fez um sucesso!
Escola EB1 de Oliveira do Arda
E lá fomos nós de malas aviadas para Castelo de Paiva.
Com muito calor, a água fez um sucesso!
quarta-feira, maio 25, 2011
AEA tarde
Escola Secundária Abel Salazar
AEA "O mistério da água para consumo humano"
Infelizmente, esta instituição não nos deu autorização para a publicação das fotografias tiradas no decorrer desta AEA.
AEA "O mistério da água para consumo humano"
Infelizmente, esta instituição não nos deu autorização para a publicação das fotografias tiradas no decorrer desta AEA.
terça-feira, maio 24, 2011
Água - factos
Understanding the differences
Bottled water costs 500 times more than tap water (CC Water), the equivalent of paying £1,500 for a pint of beer or glass of wine.
70% of people say the price of mineral water in restaurants is ‘too expensive’ and want to see free tap water readily available. (NCC 07)
One in five people are ‘slightly nervous’ or ‘too scared to ask’ for tap water (NCC 07)
92% of people say they should have the right to free tap water (NCC 07)
The average Briton drinks 37.6 litres of bottled water each year (Bottled Water Information Office)
2.7million tonnes of plastic are used to bottle water each year worldwide (EPI, 2006)
A quarter of all bottled water is produced for export markets (EPI,2006)
22million tonnes of bottled water are transferred each year from country to country (CIWEM)
Three out of four plastic bottles are still not recycled (WRAP 2007)
In 2006, 1.5million barrels of oil were used to make the 26billion litres of bottled water sold in the US. Enough to fuel 100,000 cars for a year. (EPI, 2006)
Globally, nearly a quarter of bottled water crosses national borders to meet consumers (EPI, 2006)
Bottled water has a higher carbon footprint per litre than tap water - more than 300 times the CO2 emissions per litre in the case of some imported brands.
One tonne of CO2 is equivalent in volume to 6 double decker buses.
According to the Container Recycling Institute, 90 percent of PET bottles end up in landfills, at a rate of 30 million a day, where they take 450 years to break down.
In 2006, the UK consumed 2275million litres of bottled water (Bottled Water Information)
According to Dr. Gina Solomon, senior scientist at the NRDC (National Resources Defense Council), about 4,000 tons of carbon dioxide (CO2) - a major greenhouse gas - are emitted during the transportation of bottled water from France, Italy, and Fiji to the U.S. (Quoted on www.greenerchoices.org)
Notes:
EPI (Earth Policy Institute)
CIWEM (Charted Institute of Water)
WRAP (Waste and Resources Action Programme)
Bottled water costs 500 times more than tap water (CC Water), the equivalent of paying £1,500 for a pint of beer or glass of wine.
70% of people say the price of mineral water in restaurants is ‘too expensive’ and want to see free tap water readily available. (NCC 07)
One in five people are ‘slightly nervous’ or ‘too scared to ask’ for tap water (NCC 07)
92% of people say they should have the right to free tap water (NCC 07)
The average Briton drinks 37.6 litres of bottled water each year (Bottled Water Information Office)
2.7million tonnes of plastic are used to bottle water each year worldwide (EPI, 2006)
A quarter of all bottled water is produced for export markets (EPI,2006)
22million tonnes of bottled water are transferred each year from country to country (CIWEM)
Three out of four plastic bottles are still not recycled (WRAP 2007)
In 2006, 1.5million barrels of oil were used to make the 26billion litres of bottled water sold in the US. Enough to fuel 100,000 cars for a year. (EPI, 2006)
Globally, nearly a quarter of bottled water crosses national borders to meet consumers (EPI, 2006)
Bottled water has a higher carbon footprint per litre than tap water - more than 300 times the CO2 emissions per litre in the case of some imported brands.
One tonne of CO2 is equivalent in volume to 6 double decker buses.
According to the Container Recycling Institute, 90 percent of PET bottles end up in landfills, at a rate of 30 million a day, where they take 450 years to break down.
In 2006, the UK consumed 2275million litres of bottled water (Bottled Water Information)
According to Dr. Gina Solomon, senior scientist at the NRDC (National Resources Defense Council), about 4,000 tons of carbon dioxide (CO2) - a major greenhouse gas - are emitted during the transportation of bottled water from France, Italy, and Fiji to the U.S. (Quoted on www.greenerchoices.org)
Notes:
EPI (Earth Policy Institute)
CIWEM (Charted Institute of Water)
WRAP (Waste and Resources Action Programme)
segunda-feira, maio 23, 2011
sexta-feira, maio 20, 2011
AEA tarde
AEA "Vem aprender a ser operador da ETA com o Topas"
Escola Secundária de Rio Tinto
Infelizmente, esta instituição não nos deu autorização para a publicação das fotografias tiradas no decorrer desta AEA.
Escola Secundária de Rio Tinto
Infelizmente, esta instituição não nos deu autorização para a publicação das fotografias tiradas no decorrer desta AEA.
quinta-feira, maio 19, 2011
quarta-feira, maio 18, 2011
Efemérides
E por agora, estamos no Mês Internacional da Doula, na queda das sementes (no que respeita ao calendário antigo)e hoje comemora-se o Dia Internacional dos Museus.
UFA!
Acontecimentos bonitos e significativos, não?
UFA!
Acontecimentos bonitos e significativos, não?
Vacinação - A verdade oculta
Muita gente pergunta o que fazer em relação a vacinas. Ficam aqui uma série de vídeos para ver e pensar...
Excelente documentário australiano de 1998, mostrando dados e fatos surpreendentes e pouco conhecidos ou divulgados sobre o que pode ser talvez um dos maiores erros da história da medicina e ao mesmo tempo um dos maiores golpes já perpetrados na sociedade humana.
"De acordo com as informações baseadas no estudo de revistas médicas qualificadas, escritas por vacinadores, as vacinas não previnem doenças, elas causam doenças. Elas tornam as pessoas vacinadas mais suscetíveis à doença que a vacina supostamente vai prevenir e a várias outras infecções bacteriológicas e virais. As vacinas causam alergias, sensibilidade a alimentos e a substâncias químicas, sendo que a relação causal entre a aplicação de vacinas e os efeitos colaterais observados é irrefutável. Quer seja dano cerebral ou morte, está tudo bem documentado." Dra. Viera Scheibner
Excelente documentário australiano de 1998, mostrando dados e fatos surpreendentes e pouco conhecidos ou divulgados sobre o que pode ser talvez um dos maiores erros da história da medicina e ao mesmo tempo um dos maiores golpes já perpetrados na sociedade humana.
"De acordo com as informações baseadas no estudo de revistas médicas qualificadas, escritas por vacinadores, as vacinas não previnem doenças, elas causam doenças. Elas tornam as pessoas vacinadas mais suscetíveis à doença que a vacina supostamente vai prevenir e a várias outras infecções bacteriológicas e virais. As vacinas causam alergias, sensibilidade a alimentos e a substâncias químicas, sendo que a relação causal entre a aplicação de vacinas e os efeitos colaterais observados é irrefutável. Quer seja dano cerebral ou morte, está tudo bem documentado." Dra. Viera Scheibner
segunda-feira, maio 16, 2011
AEA manhã
A propósito...
... da visita à ETA da Escola Profissional Agrícola Conde de S. Bento, os alunos fizeram um pequeno relatório no seu blog. Ora vejam.
Food Ink - porque o cuidado com a alimentação é essencial
Aqui está a primeira parte (no Youtube encontram as restantes partes):
quinta-feira, maio 12, 2011
Uma nova escola no Porto
ES.COL.A
Era uma vez uma antiga escola primária no Porto, a escola da Fontinha, que estava abandonada há, pelo menos, cinco anos. Um grupo de pessoas decidiu ocupá-la, reabilitá-la, recuperar o acervo abandonado da biblioteca e desenvolver, em conjunto com a população, um projecto educativo com as crianças do bairro (aulas de inglês, história e geografia; ateliês de xadrez, guitarra, Horta e ioga ). A população recebeu bem os novos inquilinos, participou nas assembleias onde se discutiu o projecto e empenhou-se naquela nova vida que a escola foi ganhando.
Porto- ES.COL.A da Fontinha despejada
saber mais:
http://escoladafontinha.blogspot.com/
Era uma vez uma antiga escola primária no Porto, a escola da Fontinha, que estava abandonada há, pelo menos, cinco anos. Um grupo de pessoas decidiu ocupá-la, reabilitá-la, recuperar o acervo abandonado da biblioteca e desenvolver, em conjunto com a população, um projecto educativo com as crianças do bairro (aulas de inglês, história e geografia; ateliês de xadrez, guitarra, Horta e ioga ). A população recebeu bem os novos inquilinos, participou nas assembleias onde se discutiu o projecto e empenhou-se naquela nova vida que a escola foi ganhando.
Porto- ES.COL.A da Fontinha despejada
saber mais:
http://escoladafontinha.blogspot.com/
AEA manhã
quarta-feira, maio 11, 2011
E hoje a natureza está em grande aqui no CEA!
É fantástica a energia que os animais e as plantas nos transmitem todos os dias.
Ou porque passam sorrateiros à nossa frente, ou porque dançam desalmadamente como se não houvesse amanhã, ou mesmo porque se escondem dentro de um muro de pedra.
São lindos por dentro e por fora. São boas vibrações, concerteza.
E as plantas que nos provam que nada as detém? É fantástico ver um feto a crescer entre o alcatrão - nem mesmo essa força humana detém o crescimento vegetal. Lindo!

Ou porque passam sorrateiros à nossa frente, ou porque dançam desalmadamente como se não houvesse amanhã, ou mesmo porque se escondem dentro de um muro de pedra.
São lindos por dentro e por fora. São boas vibrações, concerteza.
E as plantas que nos provam que nada as detém? É fantástico ver um feto a crescer entre o alcatrão - nem mesmo essa força humana detém o crescimento vegetal. Lindo!

Comportamentos:
As referências e valores que orientam nossos comportamentos na sociedade poderiam se resumir em uma única regra presente em diversas tradições religiosas e culturais:
Na tradição cristã: “E, como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós também”. Evangelho de S.Lucas 6:31
Budismo: “Não prejudique os outros de maneiras que você mesmo julgaria prejudiciais”. Udanavarga
Judaísmo: “Aquilo que é odioso para você, não imponha aos outros”. Talmud, Shabbat 31ª
Hinduísmo: “Nenhum de vocês será fiel até que deseje para seu irmão aquilo que deseja para si mesmo”. Sunam
Confucionismo: “Não faça aos outros aquilo que não gostaria que lhe fizessem.” Analectos
Nessa única regra, está presente valores como respeito, compaixão, justiça, solidariedade, altruísmo, valores que devem ser cultivados no seio familiar e nas escolas desde os primeiros anos de vida.
Abraço fraterno
Ana Lúcia Machado
Na tradição cristã: “E, como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós também”. Evangelho de S.Lucas 6:31
Budismo: “Não prejudique os outros de maneiras que você mesmo julgaria prejudiciais”. Udanavarga
Judaísmo: “Aquilo que é odioso para você, não imponha aos outros”. Talmud, Shabbat 31ª
Hinduísmo: “Nenhum de vocês será fiel até que deseje para seu irmão aquilo que deseja para si mesmo”. Sunam
Confucionismo: “Não faça aos outros aquilo que não gostaria que lhe fizessem.” Analectos
Nessa única regra, está presente valores como respeito, compaixão, justiça, solidariedade, altruísmo, valores que devem ser cultivados no seio familiar e nas escolas desde os primeiros anos de vida.
Abraço fraterno
Ana Lúcia Machado
A senhora dos livros
A minha família e eu vivemos num sítio muito alto, pertinho do céu. A nossa casa fica situada num local tão alto que quase nunca vemos ninguém, a não ser falcões a planar e animais a esconder-se por entre as árvores.
Chamo-me Cal e não sou nem o mais velho nem o mais novo dos irmãos. Mas, como sou o rapaz mais velho, ajudo o meu pai a lavrar e a ir buscar as ovelhas quando, às vezes, elas se escapam. Também me acontece trazer a vaca para casa ao pôr-do-sol, e ainda bem que o faço. É que a minha irmã Lark passa o dia todo a ler.
O meu pai diz sempre que nunca se viu uma rapariga tão super-leitora... Cá comigo não é assim. Não nasci para ficar sentado e quieto a olhar para quatro garatujas. E não acho graça nenhuma a que a Lark se arme em professora, porque a única escola que existe fica a quilómetros daqui e ela dificilmente lá chegará. Por isso é que ela quer ensinar-nos. Só que, a mim, a escola não me interessa!
Sou sempre o primeiro a ouvir o ruído dos cascos e a ver a égua alazã da cor do barro. Sou o primeiro a dar-se conta de que o ginete não é um homem, mas uma senhora com calças de montar e cabeça bem erguida. É claro que recebemos a forasteira de braços abertos, porque pessoa mais simpática não há. Depois de tomar chá, põe os alforges em cima da mesa e até parece ouro o que tira de lá de dentro. Os olhos da Lark põem-se a brilhar como moedas e a minha irmã não consegue ter as mãos quietas, como se quisesse apropriar-se de um tesouro.
Na realidade, o que a senhora traz não é tesouro nenhum, pelo menos a meu ver. São livros! Um monte de livros que ela, sozinha, carregou pela encosta acima. Um dia inteiro a cavalo para nada! É o que eu digo! Porque, se ela os quisesse vender, como faz o caldeireiro, que anda por aí com panelas, sertãs e outras coisas, veria logo que nós nem um centavo sequer temos para gastar. Muito menos em livros velhos e inúteis!
O meu pai põe-se a fitar a Lark e pigarreia. Então propõe à Senhora dos livros:
— Fazemos um contrato. Em troca de um livro dou-lhe uma saca de framboesas.
Aperto bem as mãos atrás das costas. Quero falar, mas não me atrevo. As framboesas, fui eu que as apanhei… Para fazer uma tarte, não para trocar por um livro! Quando vejo a senhora recusar, até pasmo. Não aceita uma saca de framboesas, nem um molho de legumes, nem nada do que o meu pai, em troca, lhe quer oferecer. Os livros não custam dinheiro; são de graça, como o ar. Ainda por cima, dentro de quinze dias, voltará para os trocar por outros! Cá para mim, tanto se me dá que a Senhora traga livros ou que não encontre o caminho até nossa casa. O que me espanta é que, mesmo que chova a cântaros, haja neve ou faça frio, ela volte sempre!
Certo dia de manhã, a terra acordou mais branca do que a barba do nosso avô. O vento uivava como lince em plena escuridão e apertamo-nos todos diante da lareira, pois, num dia desses, ninguém faz nada. Com um tempo assim, até os animaizinhos da floresta se deixam ficar bem aconchegados. De repente, ouviram-se umas pancadinhas na janela. Era a Senhora dos livros, abrigada até à ponta dos cabelos! Fez a troca através da porta entreaberta, para não apanharmos frio. E quando o meu pai lhe pediu que dormisse em nossa casa, não se deixou convencer:
— A égua leva-me embora — respondeu.
Fiquei de boca aberta a vê-la afastar-se. Pensei que era uma pessoa muito corajosa e tive vontade de saber por que é que a Senhora dos livros se arriscava a apanhar uma constipação ou coisa bem pior. Escolhi um livro com letras e desenhos e pedi à minha irmã Lark:
— Ensina-me o que está aqui, por favor.
A minha irmã não se riu nem troçou de mim. Arranjou um lugar aconchegado e, em voz baixa, pôs-se a ler. O meu pai costuma dizer que nos sinais da natureza está escrito se o Inverno vai durar muito ou pouco. Este ano, todos os sinais anunciaram neve bem abundante e um frio tremendo. Mas, embora todos os dias ficássemos em casa apertados como sardinhas em lata, não me importei nada. Pela primeira vez. Só quase na Primavera é que a Senhora dos livros pôde voltar a visitar-nos. A minha mãe ofereceu-lhe um presente, a única coisa de valor que lhe podia dar: a sua receita de tarte de framboesa, a melhor do mundo.
— Não é muito, bem sei, para o grande esforço que faz — disse a minha mãe.
Em seguida, baixou a voz e acrescentou com orgulho:
— E por ter conseguido arranjar dois leitores onde apenas havia um!
Baixei a cabeça e esperei pelo fim da visita para comentar:
— Também gostaria de ter alguma coisa para lhe oferecer.
A Senhora dos livros virou-se e fitou-me com os seus grandes olhos negros:
— Vem cá, Cal — disse, com muita doçura.
Quando me aproximei dela, pediu:
— Lê-me alguma coisa.
Abri o livro que tinha entre mãos, mesmo acabadinho de chegar. Dantes, eu pensava que eram quatro garatujas, mas agora já sei ver o que contém. E li um pouco em voz alta.
— Isto é que é a minha prenda! — disse a Senhora dos livros.
♦♦♦♦♦♦
NOTA DA AUTORA
Este livro é inspirado numa história real, e relata o trabalho incansável das bibliotecárias a cavalo, conhecidas como «as Senhoras dos livros» entre os Apaches do Kentucky.
O Projecto da Biblioteca a Cavalo foi criado nos anos trinta do século XX, no contexto do New Deal do Presidente Franklin D. Roosevelt, com a finalidade de levar os livros às zonas isoladas onde havia poucas escolas e nenhuma biblioteca. No alto das montanhas do Kentucky, os caminhos eram amiúde simples leitos de riachos ou carreiros acidentados. De cavalo ou de mula, as bibliotecárias percorriam a mesma rota árdua, cada duas semanas, carregadas de livros, independentemente de fazer bom ou mau tempo. Para demonstrar a sua gratidão por algo que não custava dinheiro, “como o ar”, as famílias podiam dar-lhes algo do pouco que possuíam: legumes das suas hortas, flores ou frutos silvestres, ou até apreciadas receitas transmitidas de geração em geração.
Embora também houvesse alguns homens na Biblioteca a Cavalo, geralmente eram as mulheres que o faziam, numa época em que a maioria das pessoas achava que o lugar da mulher era em casa. As bibliotecárias a cavalo revelavam uma resistência e uma entrega extraordinárias. Ganhavam muito pouco, mas sentiam-se orgulhosas do seu trabalho: levar o mundo exterior ao povo apache e, em muitas ocasiões, converter num leitor quem antes nunca tinha achado nenhuma utilidade em “quatro garatujas”.
No Kentucky, os leitos dos riachos e os carreiros acabaram por se transformar em estradas. Os cavalos e as mulas deram lugar a carros-biblioteca, que são as bibliotecas ambulantes nos dias de hoje. Dedicados à sua tarefa, bibliotecárias e bibliotecários continuam a levar livros a quem deles necessita…
Heather Henson
La señora de los libros
Barcelona, Editorial Juventud, 2010
(Tradução e adaptação)
Chamo-me Cal e não sou nem o mais velho nem o mais novo dos irmãos. Mas, como sou o rapaz mais velho, ajudo o meu pai a lavrar e a ir buscar as ovelhas quando, às vezes, elas se escapam. Também me acontece trazer a vaca para casa ao pôr-do-sol, e ainda bem que o faço. É que a minha irmã Lark passa o dia todo a ler.
O meu pai diz sempre que nunca se viu uma rapariga tão super-leitora... Cá comigo não é assim. Não nasci para ficar sentado e quieto a olhar para quatro garatujas. E não acho graça nenhuma a que a Lark se arme em professora, porque a única escola que existe fica a quilómetros daqui e ela dificilmente lá chegará. Por isso é que ela quer ensinar-nos. Só que, a mim, a escola não me interessa!
Sou sempre o primeiro a ouvir o ruído dos cascos e a ver a égua alazã da cor do barro. Sou o primeiro a dar-se conta de que o ginete não é um homem, mas uma senhora com calças de montar e cabeça bem erguida. É claro que recebemos a forasteira de braços abertos, porque pessoa mais simpática não há. Depois de tomar chá, põe os alforges em cima da mesa e até parece ouro o que tira de lá de dentro. Os olhos da Lark põem-se a brilhar como moedas e a minha irmã não consegue ter as mãos quietas, como se quisesse apropriar-se de um tesouro.
Na realidade, o que a senhora traz não é tesouro nenhum, pelo menos a meu ver. São livros! Um monte de livros que ela, sozinha, carregou pela encosta acima. Um dia inteiro a cavalo para nada! É o que eu digo! Porque, se ela os quisesse vender, como faz o caldeireiro, que anda por aí com panelas, sertãs e outras coisas, veria logo que nós nem um centavo sequer temos para gastar. Muito menos em livros velhos e inúteis!
O meu pai põe-se a fitar a Lark e pigarreia. Então propõe à Senhora dos livros:
— Fazemos um contrato. Em troca de um livro dou-lhe uma saca de framboesas.
Aperto bem as mãos atrás das costas. Quero falar, mas não me atrevo. As framboesas, fui eu que as apanhei… Para fazer uma tarte, não para trocar por um livro! Quando vejo a senhora recusar, até pasmo. Não aceita uma saca de framboesas, nem um molho de legumes, nem nada do que o meu pai, em troca, lhe quer oferecer. Os livros não custam dinheiro; são de graça, como o ar. Ainda por cima, dentro de quinze dias, voltará para os trocar por outros! Cá para mim, tanto se me dá que a Senhora traga livros ou que não encontre o caminho até nossa casa. O que me espanta é que, mesmo que chova a cântaros, haja neve ou faça frio, ela volte sempre!
Certo dia de manhã, a terra acordou mais branca do que a barba do nosso avô. O vento uivava como lince em plena escuridão e apertamo-nos todos diante da lareira, pois, num dia desses, ninguém faz nada. Com um tempo assim, até os animaizinhos da floresta se deixam ficar bem aconchegados. De repente, ouviram-se umas pancadinhas na janela. Era a Senhora dos livros, abrigada até à ponta dos cabelos! Fez a troca através da porta entreaberta, para não apanharmos frio. E quando o meu pai lhe pediu que dormisse em nossa casa, não se deixou convencer:
— A égua leva-me embora — respondeu.
Fiquei de boca aberta a vê-la afastar-se. Pensei que era uma pessoa muito corajosa e tive vontade de saber por que é que a Senhora dos livros se arriscava a apanhar uma constipação ou coisa bem pior. Escolhi um livro com letras e desenhos e pedi à minha irmã Lark:
— Ensina-me o que está aqui, por favor.
A minha irmã não se riu nem troçou de mim. Arranjou um lugar aconchegado e, em voz baixa, pôs-se a ler. O meu pai costuma dizer que nos sinais da natureza está escrito se o Inverno vai durar muito ou pouco. Este ano, todos os sinais anunciaram neve bem abundante e um frio tremendo. Mas, embora todos os dias ficássemos em casa apertados como sardinhas em lata, não me importei nada. Pela primeira vez. Só quase na Primavera é que a Senhora dos livros pôde voltar a visitar-nos. A minha mãe ofereceu-lhe um presente, a única coisa de valor que lhe podia dar: a sua receita de tarte de framboesa, a melhor do mundo.
— Não é muito, bem sei, para o grande esforço que faz — disse a minha mãe.
Em seguida, baixou a voz e acrescentou com orgulho:
— E por ter conseguido arranjar dois leitores onde apenas havia um!
Baixei a cabeça e esperei pelo fim da visita para comentar:
— Também gostaria de ter alguma coisa para lhe oferecer.
A Senhora dos livros virou-se e fitou-me com os seus grandes olhos negros:
— Vem cá, Cal — disse, com muita doçura.
Quando me aproximei dela, pediu:
— Lê-me alguma coisa.
Abri o livro que tinha entre mãos, mesmo acabadinho de chegar. Dantes, eu pensava que eram quatro garatujas, mas agora já sei ver o que contém. E li um pouco em voz alta.
— Isto é que é a minha prenda! — disse a Senhora dos livros.
♦♦♦♦♦♦
NOTA DA AUTORA
Este livro é inspirado numa história real, e relata o trabalho incansável das bibliotecárias a cavalo, conhecidas como «as Senhoras dos livros» entre os Apaches do Kentucky.
O Projecto da Biblioteca a Cavalo foi criado nos anos trinta do século XX, no contexto do New Deal do Presidente Franklin D. Roosevelt, com a finalidade de levar os livros às zonas isoladas onde havia poucas escolas e nenhuma biblioteca. No alto das montanhas do Kentucky, os caminhos eram amiúde simples leitos de riachos ou carreiros acidentados. De cavalo ou de mula, as bibliotecárias percorriam a mesma rota árdua, cada duas semanas, carregadas de livros, independentemente de fazer bom ou mau tempo. Para demonstrar a sua gratidão por algo que não custava dinheiro, “como o ar”, as famílias podiam dar-lhes algo do pouco que possuíam: legumes das suas hortas, flores ou frutos silvestres, ou até apreciadas receitas transmitidas de geração em geração.
Embora também houvesse alguns homens na Biblioteca a Cavalo, geralmente eram as mulheres que o faziam, numa época em que a maioria das pessoas achava que o lugar da mulher era em casa. As bibliotecárias a cavalo revelavam uma resistência e uma entrega extraordinárias. Ganhavam muito pouco, mas sentiam-se orgulhosas do seu trabalho: levar o mundo exterior ao povo apache e, em muitas ocasiões, converter num leitor quem antes nunca tinha achado nenhuma utilidade em “quatro garatujas”.
No Kentucky, os leitos dos riachos e os carreiros acabaram por se transformar em estradas. Os cavalos e as mulas deram lugar a carros-biblioteca, que são as bibliotecas ambulantes nos dias de hoje. Dedicados à sua tarefa, bibliotecárias e bibliotecários continuam a levar livros a quem deles necessita…
Heather Henson
La señora de los libros
Barcelona, Editorial Juventud, 2010
(Tradução e adaptação)
terça-feira, maio 10, 2011
Afinal, quem sabe quem são os teus vizinhos?
Ouçam este programa de rádio (em inglês) e saibam mais um pouco mais sobre este assunto.
Ter vizinhos é bom e se vivermos com eles de uma forma comunitária, tudo "corre" bem.
Ter vizinhos é bom e se vivermos com eles de uma forma comunitária, tudo "corre" bem.
AEA tarde
AEA manhã
Fernando Pessoa - poema de Alberto Caeiro
As bolas de sabão que esta criança
Se entretém a largar de uma palhinha
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,
Amigas dos olhos como as cousas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.
Algumas mal se vêem no ar lúcido.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer cousa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente.
Se entretém a largar de uma palhinha
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,
Amigas dos olhos como as cousas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.
Algumas mal se vêem no ar lúcido.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer cousa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente.
quarta-feira, maio 04, 2011
Sementeiras em rolos de papel higiénico
Aqui, podem encontrar o procedimento para poderem semear as vossas lindas sementes em rolos de papel higiénico.
Conexão com a Natureza:
Também necessitamos da natureza para que nos mostre o caminho de volta a casa, o caminho da saída da prisão de nossas mentes. Dependemos da natureza não só para nossa sobrevivência física .
Nos esquecemos o que as rochas, as plantas e os animais já sabem . Nos esquecemos de ser: de ser nós mesmos , de estar em silencio , de estar onde está a vida: Aqui e Agora .
Dirige a tua atenção a uma pedra , a uma árvore ou a um animal, não significa “pensar neles ”, senãosimplesmente percebê-los , tomar consciência deles.
Ao perceberes isto , tu também entras em um lugar de profundo repouso dentro de ti mesmo . Então eles te transmitem algo de sua essência . Sente o profundo que descansas no Ser, completamente unido com o que és e com onde estás.
Quando caminhes ou descanses na natureza , honra esse reino, permanecendo nele plenamente. Serena-te . Observa. Escuta .
Observa como cada planta e animal são completamente eles mesmos . A diferença dos humanos, não estão divididos em dois . Não vivem através de imagens mentais de sí mesmos , e por isso não têm que se preocupar em proteger e potenciar essas imagens .
Todas as coisas naturais , além de estar unidas consigo mesmas , estão unidas com a totalidade das coisas . Não se afastaram da totalidade reclamando uma existencia separada: o “Eu”, este grande criador de conflitos .
Tú não criaste teu corpo , e tampouco és capaz de controlar tuas funções corporais . Em teu corpo opera uma inteligência maior que a mente humana. É a mesma inteligência que sustenta tudo na natureza . Para acercar-te ao máximo a essa inteligência , seja consciente de teu proprio campo energético interno, sente a vida, a presença que anima o organismo.
Quando percebes a natureza tão só através da mente, do pensamento , não podes sentir sua plenitude de vida, seu ser. Únicamente ves a forma e não o ser consciente da vida que a anima, do misterio sagrado. O pensamento reduz a natureza a um bem de consumo, a um meio de conseguir benefícios , conhec imento , ou algum outro propósito prático
Observa, sente um animal, uma flor , uma árvore , e veja como descansam no Ser. É uma harmonia , uma sacralidade que além de compenetrar a totalidade da natureza , também está dentro de ti.. Cada um deles é ele mesmo . Têm uma enorme dignidade, inocência, santidade . No momento em que vês além das etiquetas mentais, sentes a dimensão inefável da natureza , que não pode ser compreendida pelo pensamento.
A respiração é natural. O ar que respiras é natural, como o próprio processo de respirar Dirige a tua atenção a tua respiração e veja que não és tú quem respira.
Conecta com a natureza de modo mais íntimo e interno percebendo tua própria respiração e aprendendo a manter nela tua atenção . Esta é uma práctica muito saudável , curativa e energizante . Produz uma cambio de consciência que te permite passar do mundo conceitual do pensamento ao da consciência incondicionada.
Necessitas que a natureza te mostre e te ajude a reconectar com teu Ser. Não estás separado da natureza . Todos somos parte da Vida Única que se manifesta em incontáveis formas em todo o Universo, formas que estão , todas elas , completamente interconectadas.
Quando reconheces a santidade, a beleza, a incrível quietude e dignidade que existe numa flor ou numa árvore, tu acrescentas algo a essa flor ou a essa árvore .
Pensar é uma etapa na evolução da vida. A natureza existe em uma quietude inocente que é anterior ao surgimento do pensamento . Quando os seres humanos se aquietam , vão além do pensamento . A quietude que esta além do pensamento, contém uma dimensão superior de conhecimento , de consciência .
A natureza pode levar-te a quietude . Este é o seu presente para ti. Através de ti, a natureza toma consciência de sí mesma . Quando percebes a natureza e te unes a ela no campo da quietude, se enche de tua consciência . Este é o teu presente para a natureza . É como se a natureza estivesse estado esperando durante milhões de anos por isso .
Nos esquecemos o que as rochas, as plantas e os animais já sabem . Nos esquecemos de ser: de ser nós mesmos , de estar em silencio , de estar onde está a vida: Aqui e Agora .
Dirige a tua atenção a uma pedra , a uma árvore ou a um animal, não significa “pensar neles ”, senãosimplesmente percebê-los , tomar consciência deles.
Ao perceberes isto , tu também entras em um lugar de profundo repouso dentro de ti mesmo . Então eles te transmitem algo de sua essência . Sente o profundo que descansas no Ser, completamente unido com o que és e com onde estás.
Quando caminhes ou descanses na natureza , honra esse reino, permanecendo nele plenamente. Serena-te . Observa. Escuta .
Observa como cada planta e animal são completamente eles mesmos . A diferença dos humanos, não estão divididos em dois . Não vivem através de imagens mentais de sí mesmos , e por isso não têm que se preocupar em proteger e potenciar essas imagens .
Todas as coisas naturais , além de estar unidas consigo mesmas , estão unidas com a totalidade das coisas . Não se afastaram da totalidade reclamando uma existencia separada: o “Eu”, este grande criador de conflitos .
Tú não criaste teu corpo , e tampouco és capaz de controlar tuas funções corporais . Em teu corpo opera uma inteligência maior que a mente humana. É a mesma inteligência que sustenta tudo na natureza . Para acercar-te ao máximo a essa inteligência , seja consciente de teu proprio campo energético interno, sente a vida, a presença que anima o organismo.
Quando percebes a natureza tão só através da mente, do pensamento , não podes sentir sua plenitude de vida, seu ser. Únicamente ves a forma e não o ser consciente da vida que a anima, do misterio sagrado. O pensamento reduz a natureza a um bem de consumo, a um meio de conseguir benefícios , conhec imento , ou algum outro propósito prático
Observa, sente um animal, uma flor , uma árvore , e veja como descansam no Ser. É uma harmonia , uma sacralidade que além de compenetrar a totalidade da natureza , também está dentro de ti.. Cada um deles é ele mesmo . Têm uma enorme dignidade, inocência, santidade . No momento em que vês além das etiquetas mentais, sentes a dimensão inefável da natureza , que não pode ser compreendida pelo pensamento.
A respiração é natural. O ar que respiras é natural, como o próprio processo de respirar Dirige a tua atenção a tua respiração e veja que não és tú quem respira.
Conecta com a natureza de modo mais íntimo e interno percebendo tua própria respiração e aprendendo a manter nela tua atenção . Esta é uma práctica muito saudável , curativa e energizante . Produz uma cambio de consciência que te permite passar do mundo conceitual do pensamento ao da consciência incondicionada.
Necessitas que a natureza te mostre e te ajude a reconectar com teu Ser. Não estás separado da natureza . Todos somos parte da Vida Única que se manifesta em incontáveis formas em todo o Universo, formas que estão , todas elas , completamente interconectadas.
Quando reconheces a santidade, a beleza, a incrível quietude e dignidade que existe numa flor ou numa árvore, tu acrescentas algo a essa flor ou a essa árvore .
Pensar é uma etapa na evolução da vida. A natureza existe em uma quietude inocente que é anterior ao surgimento do pensamento . Quando os seres humanos se aquietam , vão além do pensamento . A quietude que esta além do pensamento, contém uma dimensão superior de conhecimento , de consciência .
A natureza pode levar-te a quietude . Este é o seu presente para ti. Através de ti, a natureza toma consciência de sí mesma . Quando percebes a natureza e te unes a ela no campo da quietude, se enche de tua consciência . Este é o teu presente para a natureza . É como se a natureza estivesse estado esperando durante milhões de anos por isso .
2012 vem aí ou já está a acontecer?
Estas teorias só me fazem pensar que a solução dos nossos problemas passa pela acção em comunidade.
Ai que me dói o dente!
Quais serão as formas naturais para se curar uma dor de dentes?
Com cristais, com almofadas, com camomila, ...
Vejam tudo o que podem fazer aqui.
Com cristais, com almofadas, com camomila, ...
Vejam tudo o que podem fazer aqui.
terça-feira, maio 03, 2011
Mães de Transição
As Mães de Transição nasceram em Novembro de 2010 da solidão de uma mãe que percebeu que essa solidão era uma ilusão.
Então começou a alastrar por cada vez mais mães a certeza de que somos imensas mães superficialmente diferentes, mas com valores muito parecidos.
Embora inspiradas no movimento da transitionnetwork.org e na proposta ética da flor da permacultura proposta por david Holmgren, as Mães de Transição são um movimento próprio, com uma lógica própria e que se baseia em princípios de Fraternidade, Ecologia, respeito pelas crianças, respeito pela dignidade das pessoas, Maternidade, Vida, Evolução e Autonomia.
Então resolvemos confiar na nossa sabedoria, na nossa inteligência. Resolvemos que havia razões para confiar no futuro, porque temos instrumentos humanos mais do que suficientes para encontrar soluções.
Só não conseguiamos implementar essas soluções porque estavamos demasiado sós. Demasiado sempre em torno das nossas vidas demasiado cheias e ao mesmo tempo com enormes vazios.
Isso acaba quando encontramos as Mães de Transição.
Aqui estamos juntas. Somos uma. Estamos aqui para o que der e para o que vier.
Somos gente criativa, confiante, forte. Somos gente que transforma o medo em imaginação e a solidão em certeza de que precisamos nos cercar das pessoas certas, das relações certas, da envolvente certa, nutritiva e reciclada; onde as nossas ideias possam frutificar e causar impacto considerável pelas mães do país fora.
E porque somos Mães, e não pais, ou famílias...
Todos têm espaço, e podemos incluir as nossas famílias em actividades e iniciativas.
Mas muitas de nós sabem o que é ser o centro de toda uma estrutura familiar. O suporte moral em torno do qual giram as crianças, giram as dinâmica de cada casa.
E é por isso que precisamos de saber o que andamos a fazer. Saber quem somos. Saber qual é o nosso lugar, o nosso papel.
É preciso muita coragem para ser mãe.
isso todas sabemos.
Nas Mães de Transição queremos ao mesmo tempo nutrir a terra, poluir menos, consumir menos, partilhar mais, fazer mais coisas em união humana, unimo-nos em laços de amizade que um dia serão como laços de uma família escolhida. Procuramos agir, mas também transformamos as nossas casas em casas onde é bom viver e onde a vida do planeta é protegida.
Fazemos a nossa parte nos nossos ecossistemas naturais, e humanos.
Procuramos criar bom ambiente em toooodos os sentidos :)
E onde queremos começar por ter o melhor ambiente, é aqui mesmo: No nosso coração de mãe.
Com apoio. Com companhia. Com enquadramento. Com carinho e com fé em nós mesmas.
Isto são as Mães de Transição.
Somos nós.
Cada uma à sua maneira, ao seu ritmo, à sua maneira.
Sempre por prazer. Por ser bom.
Como ser mãe deve ser.
Abraço amigo
Sofia
Então começou a alastrar por cada vez mais mães a certeza de que somos imensas mães superficialmente diferentes, mas com valores muito parecidos.
Embora inspiradas no movimento da transitionnetwork.org e na proposta ética da flor da permacultura proposta por david Holmgren, as Mães de Transição são um movimento próprio, com uma lógica própria e que se baseia em princípios de Fraternidade, Ecologia, respeito pelas crianças, respeito pela dignidade das pessoas, Maternidade, Vida, Evolução e Autonomia.
Então resolvemos confiar na nossa sabedoria, na nossa inteligência. Resolvemos que havia razões para confiar no futuro, porque temos instrumentos humanos mais do que suficientes para encontrar soluções.
Só não conseguiamos implementar essas soluções porque estavamos demasiado sós. Demasiado sempre em torno das nossas vidas demasiado cheias e ao mesmo tempo com enormes vazios.
Isso acaba quando encontramos as Mães de Transição.
Aqui estamos juntas. Somos uma. Estamos aqui para o que der e para o que vier.
Somos gente criativa, confiante, forte. Somos gente que transforma o medo em imaginação e a solidão em certeza de que precisamos nos cercar das pessoas certas, das relações certas, da envolvente certa, nutritiva e reciclada; onde as nossas ideias possam frutificar e causar impacto considerável pelas mães do país fora.
E porque somos Mães, e não pais, ou famílias...
Todos têm espaço, e podemos incluir as nossas famílias em actividades e iniciativas.
Mas muitas de nós sabem o que é ser o centro de toda uma estrutura familiar. O suporte moral em torno do qual giram as crianças, giram as dinâmica de cada casa.
E é por isso que precisamos de saber o que andamos a fazer. Saber quem somos. Saber qual é o nosso lugar, o nosso papel.
É preciso muita coragem para ser mãe.
isso todas sabemos.
Nas Mães de Transição queremos ao mesmo tempo nutrir a terra, poluir menos, consumir menos, partilhar mais, fazer mais coisas em união humana, unimo-nos em laços de amizade que um dia serão como laços de uma família escolhida. Procuramos agir, mas também transformamos as nossas casas em casas onde é bom viver e onde a vida do planeta é protegida.
Fazemos a nossa parte nos nossos ecossistemas naturais, e humanos.
Procuramos criar bom ambiente em toooodos os sentidos :)
E onde queremos começar por ter o melhor ambiente, é aqui mesmo: No nosso coração de mãe.
Com apoio. Com companhia. Com enquadramento. Com carinho e com fé em nós mesmas.
Isto são as Mães de Transição.
Somos nós.
Cada uma à sua maneira, ao seu ritmo, à sua maneira.
Sempre por prazer. Por ser bom.
Como ser mãe deve ser.
Abraço amigo
Sofia
AEA tarde
Sol solinho!
Já repararam no lindo sol que hoje nos banha?
É o Dia do Sol.
E isso fez-me lembrar que todos necssitam dele, até as plantas. E a propósito disso, encontrei estas mini-estufas que são bastante "verdes".
É o Dia do Sol.
E isso fez-me lembrar que todos necssitam dele, até as plantas. E a propósito disso, encontrei estas mini-estufas que são bastante "verdes".
segunda-feira, maio 02, 2011
Domingos abertos no CEA - Maio
Não se esqueçam de colocar nas vossas agendas:
dias 8, 15 e 29 de Maio, o CEA-AdDP abre as portas.
Para quê?
Dia 8 de Maio (manhã e tarde):
Queres vir caçar o vento?
Dia 15 de Maio (manhã e tarde):
Visitas guiadas à ETA de Lever
Dia 29 de Maio (manhã e tarde):
Visitas guiadas à ETA de Lever
NOTA IMPORTANTE relativamente às actividades que decorrem no CEA:
- As actividades no CEA estão reservadas nos dias estipulados mensalmente
- A entrada nas instalações, bem como a actividade, são gratuitas.
- Temos capacidade para receber 25 pessoas.
- Estas actividades estão indicadas para grupos familiares.
- Não poderão participar crianças com idade inferior a 9 anos sem a presença de um adulto.
- Tem duração de cerca de 1h30.
- A inscrição é feita por email (cea@addp.pt e lazevedo@addp.pt). Este pedido tem de ser enviado até à Quinta-feira anterior à data das actividades.
- Na Sexta-feira anterior à data das actividades será enviada a confirmação de visita pelo CEA-AdDP.
- As actividades iniciam imperativamente às 10:15 e às 15:15.
- A confirmação da inscrição só é válida aquando do envio do Termo de Responsabilidade e a ficha de inscrição devidamente preenchidos.
NOTA IMPORTANTE relativamente às visitas à ETA de Lever:
- As visitas à ETA de Lever ao fim de semana estão reservadas nos dias estipulados mensalmente.
- A entrada nas instalações, bem como a actividade, são gratuitas.
- Temos capacidade para receber 15 pessoas.
- Os participantes devem ter idade igual ou superior a 16 anos.
- A visita à ETA de Lever ao fim de semana não inclui a passagem pelo Laboratório.
- A visita tem início nas instalações do Centro de Educação Ambiental, situado no mesmo complexo, onde é feita uma breve apresentação, após a qual seguem para a ETA de Lever. Os participantes devem trazer calçado e vestuário adequado, já que a visita inclui passagem por espaços exteriores, sujeitos às intempéries.
- Tem duração de cerca de 2h, podendo variar mediante questões que sejam colocadas, ou uma explicação mais exaustiva de um ou outro processo, de interesse da instituição que nos visita.
- A inscrição é feita por email (cea@addp.pt e lazevedo@addp.pt). Este pedido tem de ser enviado até à Quinta-feira anterior à data da visita.
- Na Sexta-feira anterior à data da visita será enviada a confirmação de visita pelo CEA-AdDP.
- As visitas iniciam imperativamente às 10:15 e às 15:15.
- A confirmação da inscrição só é válida aquando do envio do Termo de Responsabilidade e a ficha de inscrição devidamente preenchidos.
dias 8, 15 e 29 de Maio, o CEA-AdDP abre as portas.
Para quê?
Dia 8 de Maio (manhã e tarde):
Queres vir caçar o vento?
Dia 15 de Maio (manhã e tarde):
Visitas guiadas à ETA de Lever
Dia 29 de Maio (manhã e tarde):
Visitas guiadas à ETA de Lever
NOTA IMPORTANTE relativamente às actividades que decorrem no CEA:
- As actividades no CEA estão reservadas nos dias estipulados mensalmente
- A entrada nas instalações, bem como a actividade, são gratuitas.
- Temos capacidade para receber 25 pessoas.
- Estas actividades estão indicadas para grupos familiares.
- Não poderão participar crianças com idade inferior a 9 anos sem a presença de um adulto.
- Tem duração de cerca de 1h30.
- A inscrição é feita por email (cea@addp.pt e lazevedo@addp.pt). Este pedido tem de ser enviado até à Quinta-feira anterior à data das actividades.
- Na Sexta-feira anterior à data das actividades será enviada a confirmação de visita pelo CEA-AdDP.
- As actividades iniciam imperativamente às 10:15 e às 15:15.
- A confirmação da inscrição só é válida aquando do envio do Termo de Responsabilidade e a ficha de inscrição devidamente preenchidos.
NOTA IMPORTANTE relativamente às visitas à ETA de Lever:
- As visitas à ETA de Lever ao fim de semana estão reservadas nos dias estipulados mensalmente.
- A entrada nas instalações, bem como a actividade, são gratuitas.
- Temos capacidade para receber 15 pessoas.
- Os participantes devem ter idade igual ou superior a 16 anos.
- A visita à ETA de Lever ao fim de semana não inclui a passagem pelo Laboratório.
- A visita tem início nas instalações do Centro de Educação Ambiental, situado no mesmo complexo, onde é feita uma breve apresentação, após a qual seguem para a ETA de Lever. Os participantes devem trazer calçado e vestuário adequado, já que a visita inclui passagem por espaços exteriores, sujeitos às intempéries.
- Tem duração de cerca de 2h, podendo variar mediante questões que sejam colocadas, ou uma explicação mais exaustiva de um ou outro processo, de interesse da instituição que nos visita.
- A inscrição é feita por email (cea@addp.pt e lazevedo@addp.pt). Este pedido tem de ser enviado até à Quinta-feira anterior à data da visita.
- Na Sexta-feira anterior à data da visita será enviada a confirmação de visita pelo CEA-AdDP.
- As visitas iniciam imperativamente às 10:15 e às 15:15.
- A confirmação da inscrição só é válida aquando do envio do Termo de Responsabilidade e a ficha de inscrição devidamente preenchidos.
AEA tarde
AEA "Porque não se afundam os peixes"
Escola EB1 Vale de Ferreiros
Infelizmente, esta instituição não nos deu autorização para a publicação das fotografias tiradas no decorrer desta Acção de Educação Ambiental.
Escola EB1 Vale de Ferreiros
Infelizmente, esta instituição não nos deu autorização para a publicação das fotografias tiradas no decorrer desta Acção de Educação Ambiental.




















