...lembrei-me de vos falar sobre as formas mais "verdes" que o poderão festejar com a vossa "cara-metade". Encontrei estas informações num blog muito interessante e o qual eu costumo ler. Ora leiam (podem utilizar o tradutor do google, caso tenham dificuldades em entender o inglês):
Looking for a Green Way to Say I Love You?
Sometimes it's tough to come up with new and creative ideas for romance when you don’t want to spend or consume resources.
If you'd like to keep expenses and ecological impact to a minimum there are plenty of ways to have an excellent time without spending much, if anything.
Consider the following ideas:
1. Cuddle. Sometimes when you're both busy, you may forget how good it feels to cuddle up to each other and relax. It's a great activity to enjoy when things have been stressful and you just need a calm break. A good cuddle session will do much more for your relationship than a flower basket.
2. Go to the mall. You don't have to spend money when you go to the mall, although it may be tempting. Walking the mall can be a great way to get out of the house without having to worry about the cold weather.
3. Listen to music. If you and your partner happen to share some musical tastes, you can always enjoy listening to music together. Chances are you can even find some live music at public winter festivals with no entry fee. Or maybe you can ask each other to come up with one or two songs that they would dedicate to you and then listen to them together. Slow dance like you were still in highschool.
4. Play games. Games are a popular choice for people of all tastes and ages. The variety is astounding! You can play a slow paced puzzle game against each other like Scrabble or Dominoes or you can play strategy games like Uno or Hearts. Some of them can really draw you into the action… strip poker anyone?
5. Say I Love You. Challenge each other to find a unique way to say "I love You" in a photo. Spell out I love you with rocks or hold up a sign from on top of a bridge… just find a unique way to say it capture it via a photo to gift to each other. Get them printed out via Flickr for just a few dollars and treasure them forever.
6. Watch a movie. Agree on a genre and then find a good movie to watch together. You may be able to find one on TV or you can rent one for a day for a dollar or two. If you can’t agree on a movie then each of you pick one and watch both.
7. Go out in the snow. Take some time to play in the snow. After all, it's not something that you can do anytime. Put on your winter gear and go for a walk. You can even bring out your inner child and make snow angels, build a funny snowman, or have a snowball fight.
8. Make a meal together. You can still have a romantic dinner even if you aren't going out. Choose a nice meal that you can cook together. You're probably used to either you or your partner cooking. It'll be a nice change to have the two of you in the kitchen together.
9. Plan a Garden. Spend some deciding where your spring garden will go and what you will plant. Look over catalogs and order seeds. Plant a few flowers that represent love like red tulips, Forget-Me-Nots, and Daisies. You could even call that area the “love” garden and bring the cut flowers indoors in the summer to enjoy together.
10. Volunteer together. Spend a day at a homeless shelter, a food bank, a clean-up site, or some other place that needs volunteers. Working together to better your community and better yourselves is a win-win for everyone.
Just because it's cold outside or because Valentine’s Day is approaching doesn't mean that you need to go broke or sit around and be bored. Try some of these activities together and create some new memories!
sexta-feira, janeiro 29, 2010
quinta-feira, janeiro 28, 2010
Boucinha - Parte II
quarta-feira, janeiro 27, 2010
O mistério da água para consumo humano
terça-feira, janeiro 26, 2010
Permacultura
Hoje, nas minhas viagens pela internet, encontrei este fórum: Permacultura Portugal - Cuidar da terra, cuidar das pessoas, partilhar justamente. Lá podemos encontrar um livro que nos explica os fundamentos da permacultura. Explorem, pois vão ver que vale a pena.
segunda-feira, janeiro 25, 2010
Sr. Faria e Sr. Neves
Muito nos custou escrever sobre isto, mas a verdade é que tentamos interiorizar que estas duas almas estão num lugar melhor, de surpresa ou a contar, o ser humano nunca gostou de perder, nem a feijões!
Perdemos duas presenças extraordinárias.
Duas almas que muito trouxeram ao Mundo.
Foram duas pessoas muito especiais para nós, ambos ligados ao ambiente, nas suas diferentes formas e feitios.
Não podemos dizer que o Mundo ficou mais pobre. Muito pelo contrário! Ambas ficamos mais ricas por os termos conhecido e por termos aprendido tantas coisas novas com o Sr. Faria e o Sr. Neves.
Um grande abraço a ambos das duas malucas (como nos chamavam).
Com saudades,
Liliana e Raquel

Perdemos duas presenças extraordinárias.
Duas almas que muito trouxeram ao Mundo.
Foram duas pessoas muito especiais para nós, ambos ligados ao ambiente, nas suas diferentes formas e feitios.
Não podemos dizer que o Mundo ficou mais pobre. Muito pelo contrário! Ambas ficamos mais ricas por os termos conhecido e por termos aprendido tantas coisas novas com o Sr. Faria e o Sr. Neves.
Um grande abraço a ambos das duas malucas (como nos chamavam).
Com saudades,
Liliana e Raquel

sexta-feira, janeiro 22, 2010
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Muitas "compostagens"
E foi uma bela manhã recheada de composto e para "matar" saudades destas simpáticas professoras que já cá tinham estado com outros meninos e outras meninas.
terça-feira, janeiro 19, 2010
segunda-feira, janeiro 18, 2010
Esta música foi composta em 1981 - uma boa reflexão sobre nosso papel perante a Natureza e o mundo em que vivemos.
O Sal da Terra
Composição: Beto Guedes - Ronaldo Bastos
Anda!
Quero te dizer nenhum segredo
Falo nesse chão, da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar...
Tempo!
Quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir
Vamos precisar de todo mundo
Prá banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver...
A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da...
Terra!
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã
Canta!
Leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com seus frutos
Tu que és do homem, a maçã...
Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Prá melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois...
Deixa nascer, o amor
Deixa fluir, o amor
Deixa crescer, o amor
Deixa viver, o amor
O sal da terra
O Sal da Terra
Composição: Beto Guedes - Ronaldo Bastos
Anda!
Quero te dizer nenhum segredo
Falo nesse chão, da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar...
Tempo!
Quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir
Vamos precisar de todo mundo
Prá banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver...
A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da...
Terra!
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã
Canta!
Leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com seus frutos
Tu que és do homem, a maçã...
Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Prá melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois...
Deixa nascer, o amor
Deixa fluir, o amor
Deixa crescer, o amor
Deixa viver, o amor
O sal da terra
A propósito do Haiti
Deixo-vos este link para tantos outros que possibilitam a ajuda para quem quiser ajudar de alguma forma os que sobreviveram ao terramoto no Haiti.
A propósito disso, lançamos hoje a parte II da nossa campanha de solidariedade iniciada o ano passado.
Participem!
A propósito disso, lançamos hoje a parte II da nossa campanha de solidariedade iniciada o ano passado.
Participem!
Estive nas minhas pesquisas...
... e encontrei este texto com o qual me identifiquei bastante. Pelo menos, aqui em casa, eu a Tupilde pasamos estas informações aos nossos filhotes:
Ganhar menos para viver melhor ou simplicidade voluntária
By We Are Not Tyical - WANT
Os adeptos do decrescimento («downshifters» ou «downsizers») [literalmente, desaceleradores ou retardadores] vivem nas grandes cidades, nas pequenas e até no campo. Existem em todas as gerações e profissões, mas a maioria pertence às classes médias ou altas. Falam de liberdade, de redescoberta dos prazeres simples, de bem-estar, de harmonia. Sabem que menos pode ser mais. Talvez alguns sejam nossos vizinhos. Com a subida dos preços da alimentação, o peso das energias nos orçamentos e o espectro sempre presente da derrocada do mercado imobiliário, toda a gente poderá, em breve, ter de se esforçar por viver melhor com menos.
No livro “Affluenza” [termo que designa o “complexo de opulência”] Clive Hamilton, director do Australia Institute, ligado à esquerda, define assim os adeptos do decrescimento: são “indivíduos que procedem a uma mudança voluntária e a longo prazo do seu modo de vida, o que passa por rendimentos menos elevados e uma diminuição do consumo” e que aspiram a uma vida com mais sentido. Libertos do jugo da rotina capitalista, trabalham menos, gastam menos dinheiro e de modo mais construtivo.
O bem-estar, seja no sentido moral ou como forma de prazer, foi o que levou Niki Harre e o marido, Keith Thomas, ao decrescimento na sua vida familiar. Keith, que trabalhava como artista, está a lançar a sua actividade: plantação e manutenção de hortas e pomares na região de Auckland. Niki é psicóloga na Universidade de Auckland.
Ambos têm em conta as grandes repercussões sociais e ecológicas de tudo o que compram ou consomem e isto traduz-se num decrescimento progressivo. “Basta ler um artigo sobre os malefícios dos copos de plástico para deixarmos de os utilizar", explica Keith Thomas. Niki especifica: “Furamos o esquema, mas com remorsos”.
Ter um comportamento que respeite o ambiente não é difícil nem penoso, garantem. “Sob certos aspectos, é mais complicado do ponto de vista prático. É preciso avaliar tudo o que fazemos. Temos que assentar num enquadramento sólido para determinar o que fazemos. Isso torna tudo mais claro”, reconhece Niki Harre. “Desperdiçamos a vida nos pormenores... Simplifiquemos, simplifiquemos”, escrevia Henry David Thoreau, muito antes de terem aparecido os primeiros adeptos do decrescimento.
Em 1981, Duane Elgin criou a expressão “simplicidade voluntária” para definir a atitude dos indivíduos que querem viver melhor com menos, consumir de forma responsável e fazer uma avaliação das suas vidas para estabelecer aquilo que é importante e o que não o é. Longe de ser uma renúncia geral ao materialismo, uma visão romântica da pobreza ou até uma privação auto-infligida, a filosofia da simplicidade voluntária consiste em viver de acordo com os meios e os valores de cada um.
Niki Harre e Keith Thomas têm vindo a intensificar as suas práticas ecológicas: só consomem ovos de galinhas criadas ao ar livre, passaram de dois automóveis para um, vão trabalhar de bicicleta, resistem à tentação de renovar tudo. Na mesinha baixa da sala, há dois livros: “The Rough Guide to Climate Change» [manual sobre as alterações climáticas, da célebre colecção de guias de viagem Rough Guides, não editado em português] e “The Ethics of What We Eat” [A ética do que comemos, Rodale Books, também sem edição portuguesa]. Por trás da casa, a horta de Keith Thomas está luxuriante. “Parecemos um bocado apanhados, mas somos completamente normais”, brinca Niki Harre.
Os dois filhos mais novos de Niki e Keith vão para a escola de bicicleta. Ambos já foram atropelados, mas escaparam com simples arranhadelas. A maioria das vezes, Niki também faz de bicicleta os seis quilómetros que a separam do local de trabalho. A família pertence ao SALT, sigla de «slower and less traffic» [trânsito mais lento e menos intenso], associação de bairro com mais de 200 membros. Objectivo? Melhorar a segurança nas ruas.
Nild e Keith recusam-se a levar os filhos ao outro extremo da região para as actividades
extra-escolares. Ao contrário do seu vizinho, que fez 55 quilómetros de automóvel para levar o filho a um jogo de futebol.
O nosso ritmo de vida está sempre a acelerar. É preciso trabalhar mais para podermos consumir cada vez mais. Mas há quem esteja cansado do stress diário e da febre consumista e tenha decidido agir. (…) São indivíduos que optaram por fazer uma pausa na corrida louca em que se transformara a sua vida e que estão dispostos a trocar dinheiro por tempo.
Não se tratava de dizer adeus ao mundo do trabalho, antes de começar por fazer semanas de 30 horas em vez de 40. A perda de rendimentos é compensada por uma vida mais modesta e por uma forma de consumo revista em baixa, outra das ideias-chave do movimento.
Comprar uma casa grande com alguns amigos.
Utilização comunitária do automóvel.
Para festejar um acontecimento, organizar uma refeição em que cada um leva um prato, em vez de ir ao restaurante. São estas as recomendações dos defensores da simplicidade voluntária.
O facto de o movimento incentivar um modo de vida que respeita mais o ambiente também agradou a Jörgen Larsson, que tem o cuidado de sublinhar, no entanto, que não se trata de uma nova versão da vaga ecológica, que defende o regresso à terra e a auto-suficiência. Pelo contrário. Os adeptos do movimento consideram que a vida nas cidades tem uma série de vantagens: não se perde tempo nos transportes, usa-se menos o carro e poupa-se no aquecimento de uma casa grande no campo, quase sempre dispendioso, e que consome muita energia.
Nos Estados Unidos, muitos adeptos da simplicidade voluntária verificaram que os seus próximos mostravam indiferença ou cepticismo em relação ao seu novo modo de vida. Um deles teve mesmo de fingir que tinha um segundo emprego, para escapar às perguntas daqueles que se espantavam por o verem sair tão cedo. “
Jörgen não encara a ausência de perspectivas profissionais como um sacrifício. As suas ambições são outras, explica. Trata-se, sobretudo, de ter influência sobre o mundo.
Anna Lagerblad
in Courrier Internacional, Fevereiro de 2008
via SNPC
Ganhar menos para viver melhor ou simplicidade voluntária
By We Are Not Tyical - WANT
Os adeptos do decrescimento («downshifters» ou «downsizers») [literalmente, desaceleradores ou retardadores] vivem nas grandes cidades, nas pequenas e até no campo. Existem em todas as gerações e profissões, mas a maioria pertence às classes médias ou altas. Falam de liberdade, de redescoberta dos prazeres simples, de bem-estar, de harmonia. Sabem que menos pode ser mais. Talvez alguns sejam nossos vizinhos. Com a subida dos preços da alimentação, o peso das energias nos orçamentos e o espectro sempre presente da derrocada do mercado imobiliário, toda a gente poderá, em breve, ter de se esforçar por viver melhor com menos.
No livro “Affluenza” [termo que designa o “complexo de opulência”] Clive Hamilton, director do Australia Institute, ligado à esquerda, define assim os adeptos do decrescimento: são “indivíduos que procedem a uma mudança voluntária e a longo prazo do seu modo de vida, o que passa por rendimentos menos elevados e uma diminuição do consumo” e que aspiram a uma vida com mais sentido. Libertos do jugo da rotina capitalista, trabalham menos, gastam menos dinheiro e de modo mais construtivo.
O bem-estar, seja no sentido moral ou como forma de prazer, foi o que levou Niki Harre e o marido, Keith Thomas, ao decrescimento na sua vida familiar. Keith, que trabalhava como artista, está a lançar a sua actividade: plantação e manutenção de hortas e pomares na região de Auckland. Niki é psicóloga na Universidade de Auckland.
Ambos têm em conta as grandes repercussões sociais e ecológicas de tudo o que compram ou consomem e isto traduz-se num decrescimento progressivo. “Basta ler um artigo sobre os malefícios dos copos de plástico para deixarmos de os utilizar", explica Keith Thomas. Niki especifica: “Furamos o esquema, mas com remorsos”.
Ter um comportamento que respeite o ambiente não é difícil nem penoso, garantem. “Sob certos aspectos, é mais complicado do ponto de vista prático. É preciso avaliar tudo o que fazemos. Temos que assentar num enquadramento sólido para determinar o que fazemos. Isso torna tudo mais claro”, reconhece Niki Harre. “Desperdiçamos a vida nos pormenores... Simplifiquemos, simplifiquemos”, escrevia Henry David Thoreau, muito antes de terem aparecido os primeiros adeptos do decrescimento.
Em 1981, Duane Elgin criou a expressão “simplicidade voluntária” para definir a atitude dos indivíduos que querem viver melhor com menos, consumir de forma responsável e fazer uma avaliação das suas vidas para estabelecer aquilo que é importante e o que não o é. Longe de ser uma renúncia geral ao materialismo, uma visão romântica da pobreza ou até uma privação auto-infligida, a filosofia da simplicidade voluntária consiste em viver de acordo com os meios e os valores de cada um.
Niki Harre e Keith Thomas têm vindo a intensificar as suas práticas ecológicas: só consomem ovos de galinhas criadas ao ar livre, passaram de dois automóveis para um, vão trabalhar de bicicleta, resistem à tentação de renovar tudo. Na mesinha baixa da sala, há dois livros: “The Rough Guide to Climate Change» [manual sobre as alterações climáticas, da célebre colecção de guias de viagem Rough Guides, não editado em português] e “The Ethics of What We Eat” [A ética do que comemos, Rodale Books, também sem edição portuguesa]. Por trás da casa, a horta de Keith Thomas está luxuriante. “Parecemos um bocado apanhados, mas somos completamente normais”, brinca Niki Harre.
Os dois filhos mais novos de Niki e Keith vão para a escola de bicicleta. Ambos já foram atropelados, mas escaparam com simples arranhadelas. A maioria das vezes, Niki também faz de bicicleta os seis quilómetros que a separam do local de trabalho. A família pertence ao SALT, sigla de «slower and less traffic» [trânsito mais lento e menos intenso], associação de bairro com mais de 200 membros. Objectivo? Melhorar a segurança nas ruas.
Nild e Keith recusam-se a levar os filhos ao outro extremo da região para as actividades
extra-escolares. Ao contrário do seu vizinho, que fez 55 quilómetros de automóvel para levar o filho a um jogo de futebol.
O nosso ritmo de vida está sempre a acelerar. É preciso trabalhar mais para podermos consumir cada vez mais. Mas há quem esteja cansado do stress diário e da febre consumista e tenha decidido agir. (…) São indivíduos que optaram por fazer uma pausa na corrida louca em que se transformara a sua vida e que estão dispostos a trocar dinheiro por tempo.
Não se tratava de dizer adeus ao mundo do trabalho, antes de começar por fazer semanas de 30 horas em vez de 40. A perda de rendimentos é compensada por uma vida mais modesta e por uma forma de consumo revista em baixa, outra das ideias-chave do movimento.
Comprar uma casa grande com alguns amigos.
Utilização comunitária do automóvel.
Para festejar um acontecimento, organizar uma refeição em que cada um leva um prato, em vez de ir ao restaurante. São estas as recomendações dos defensores da simplicidade voluntária.
O facto de o movimento incentivar um modo de vida que respeita mais o ambiente também agradou a Jörgen Larsson, que tem o cuidado de sublinhar, no entanto, que não se trata de uma nova versão da vaga ecológica, que defende o regresso à terra e a auto-suficiência. Pelo contrário. Os adeptos do movimento consideram que a vida nas cidades tem uma série de vantagens: não se perde tempo nos transportes, usa-se menos o carro e poupa-se no aquecimento de uma casa grande no campo, quase sempre dispendioso, e que consome muita energia.
Nos Estados Unidos, muitos adeptos da simplicidade voluntária verificaram que os seus próximos mostravam indiferença ou cepticismo em relação ao seu novo modo de vida. Um deles teve mesmo de fingir que tinha um segundo emprego, para escapar às perguntas daqueles que se espantavam por o verem sair tão cedo. “
Jörgen não encara a ausência de perspectivas profissionais como um sacrifício. As suas ambições são outras, explica. Trata-se, sobretudo, de ter influência sobre o mundo.
Anna Lagerblad
in Courrier Internacional, Fevereiro de 2008
via SNPC
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Nova exposição no CEA - como foi construída a ETA de Lever?
Poderão espreitar um pouco do que foi a contrução da ETA de Lever.
O CEA está aberto todos os dias, excepto feriados, das 09:30 às 12:30 e das 14:00 às 18:00.
Espero por todos!
quinta-feira, janeiro 14, 2010
Às voltas pela internet..
... e tentando esquecer as catástrofes naturais que pelo Mundo vão ocorrendo, encontrei um "milagre":
Químicos nocivos nos produtos de higiene
Aqui fica a referência para um website sobre as substâncias contidas nos produtos de higiene que uitilizamos diariamente. Contém bases de dados de com a composição química de muitos dos produtos disponíveis no mercado e seus malefícios para a saúde, tal como, importantes recomendações para o consumidor.
Vale a pena fazer uma pesquisa da análise que fizeram aos produtos que geralmente se utilizam para bebés (Mutela e Aveeno inlcuídos) e depois reflectir nos perigos a que expomos, diariamente, os nossos filhos.
Bem sei que as quantidades de químico contidas em cada um destes produtos pode ser mínima mas juntemos o gel de banho, shampoo, creme de corpo, óleo de massagem, creme para as assaduras da fralda, as próprias fraldas, todos os químicos na roupa dos bebés, os contidos na nossa alimentação (que passam para o leite materno) mais os químicos contidos nos produtos de higiene da mãe (sim, também passam para o bebé mesmo dentro da barriga), as radiações e poluições diversas a que estão sujeitos no dia-a-dia e temos uma mistura explosiva!
Para terem uma ideia da gravidade da situação, foi analisado o sangue do cordão umbilical de 10 recém nascidos e foram encontrados 232 produtos químicos reconhecidos como tóxicos e nocivos. Aqui encontram mais infos sobre este estudo.
Químicos nocivos nos produtos de higiene
Aqui fica a referência para um website sobre as substâncias contidas nos produtos de higiene que uitilizamos diariamente. Contém bases de dados de com a composição química de muitos dos produtos disponíveis no mercado e seus malefícios para a saúde, tal como, importantes recomendações para o consumidor.
Vale a pena fazer uma pesquisa da análise que fizeram aos produtos que geralmente se utilizam para bebés (Mutela e Aveeno inlcuídos) e depois reflectir nos perigos a que expomos, diariamente, os nossos filhos.
Bem sei que as quantidades de químico contidas em cada um destes produtos pode ser mínima mas juntemos o gel de banho, shampoo, creme de corpo, óleo de massagem, creme para as assaduras da fralda, as próprias fraldas, todos os químicos na roupa dos bebés, os contidos na nossa alimentação (que passam para o leite materno) mais os químicos contidos nos produtos de higiene da mãe (sim, também passam para o bebé mesmo dentro da barriga), as radiações e poluições diversas a que estão sujeitos no dia-a-dia e temos uma mistura explosiva!
Para terem uma ideia da gravidade da situação, foi analisado o sangue do cordão umbilical de 10 recém nascidos e foram encontrados 232 produtos químicos reconhecidos como tóxicos e nocivos. Aqui encontram mais infos sobre este estudo.
quarta-feira, janeiro 13, 2010
Livro do mês - Janeiro 2010
Aqui está o nosso primeiro livro deste ano.
Aqui no CEA, decidimos retomar o nosso hábito de eleger um livro todos os meses. Ficará exposto na nossa biblioteca para todos se divertirem a conhecer novos assuntos.
terça-feira, janeiro 12, 2010
Trocas em vez de vendas
E o mundo seria perfeito se o dinheiro desaparecesse!
Agora, faço parte do freecycle.
Agora, faço parte do freecycle.
segunda-feira, janeiro 11, 2010
Deste fim de semana...
...recordamos a neve e os primeiros socorros.
Mas, infelizmente, os registos fotográficos "escapuliram-se"!
Mas, infelizmente, os registos fotográficos "escapuliram-se"!
sexta-feira, janeiro 08, 2010
quinta-feira, janeiro 07, 2010
quarta-feira, janeiro 06, 2010
terça-feira, janeiro 05, 2010
A pequena Havrochetchka
Há pessoas boas neste mundo. Mas também há pessoas que não são boas. E pessoas que não têm sequer vergonha do mal que fazem.
A pequenina Havrochetchka teve a infelicidade de viver com pessoas que pertenciam a este último grupo. Ela era órfã, e uma família recolheu-a mas apenas para a fazer trabalhar até mais não poder ser. A pequenina Havrochetchka fiava e tecia e fazia toda a lida da casa e tinha de responder por tudo.
A dona da casa tinha três filhas. A mais velha chamava-se Um-Olho, a do meio Dois-Olhos, e a mais nova Três-Olhos.
As três irmãs não faziam nada durante todo o dia: sentavam-se junto do portão a olhar quem passava, enquanto a pequenina Havrochetchka fiava e tecia para elas, sem nunca receber uma palavra de agradecimento.
Às vezes a pequenina Havrochetchka ia ao campo. Abraçava a vaca Malhada e contava-lhe todas as suas mágoas.
— Minha querida Malhada — dizia então. — Elas batem-me, e ralham-me, não me dão comida suficiente e ainda por cima proíbem-me de chorar! Para amanhã tenho de ter cinco fardos de linho fiado, tecido, branqueado e dobrado!
E a vaca respondia:
— Minha querida, basta que entres por uma das minhas orelhas e saias pela outra para que o teu trabalho fique pronto!
E o que a Malhada dizia, assim se cumpria. A pequenina Havrochetchka entrava por uma das orelhas da vaca e saía pela outra. E — maravilha das maravilhas! — ali estava o pano: tecido, branqueado e dobrado.
Então a pequenina Havrochetchka levava as peças de linho para casa e entregava-as à madrasta que olhava para elas, resmungava, e as escondia numa cómoda, dando-lhe logo mais trabalho para fazer.
E a pequenina Havrochetchka ia até junto da Malhada, abraçava-a, fazia-lhe festas, entrava por uma das suas orelhas e saía pela outra, agarrava no pano pronto e levava-o de novo à madrasta.
Um dia a velha chamou a filha Um-Olho e disse-lhe:
— Minha querida filha, minha encantadora filha, vai ver quem é que ajuda a órfã no seu trabalho. Descobre quem lhe fia o linho, quem lhe tece o pano e quem o enrola nas peças.
Um-Olho foi com a pequenina Havrochetchka ao campo, e foi com ela à floresta, mas esqueceu-se do que a mãe lhe tinha mandado fazer. Deitou-se no chão à torreira do sol, enquanto a pequenina Havrochetchka murmurava:
— Dorme, dorme, olhinho, dorme!
Um-Olho fechou o seu único olho e adormeceu. E enquanto ela dormia, a Malhada fiou, teceu, branqueou e dobrou o linho.
A madrasta ficou de novo sem saber nada, por isso chamou Dois-Olhos, a filha do meio, e disse-lhe:
— Minha querida filha, minha encantadora filha, vai ver quem é que ajuda a órfã no seu trabalho.
Dois-Olhos foi com a pequenina Havrochetchka, mas também ela se esqueceu do que a mãe lhe tinha mandado fazer. Deitou-se no chão, à torreira do sol, enquanto a pequenina Havrochetchka murmurava:
— Dorme, dorme, fecha um olho e fecha também o outro!
Dois-Olhos fechou os olhos e adormeceu. Enquanto dormiu, a Malhada fiou, teceu, branqueou e dobrou o linho.
A velha ficou muito zangada e, no terceiro dia, chamou Três-Olhos, a filha mais nova e ordenou-lhe que fosse com a pequenina Havrochetchka, a quem dera muito mais trabalho do que era habitual.
Três-Olhos brincou e saltou ao sol até que ficou tão cansada que se deixou cair no chão. E a pequenina Havrochetchka murmurou:
— Dorme, dorme! Fecha um olho e fecha também o outro!
Mas esqueceu-se completamente do terceiro olho.
E assim dois olhos adormeceram, mas o terceiro olhou à sua volta e viu tudo.
Viu a pequenina Havrochetchka entrar por uma das orelhas da vaca e sair pela outra, e viu-a pegar no tecido já pronto.
Três-Ohos chegou a casa e contou à mãe tudo o que tinha visto. A velha ficou doida de alegria. No dia seguinte foi ter com o marido e disse-lhe:
— Mata a vaca Malhada.
O velho ficou admirado e tentou chamá-la à razão.
— Ficaste louca, mulher? — disse ele.— Trata-se de uma óptima vaca e além disso ainda é muito nova.
— Mata-a e deixa-te de palavreado — insistiu a mulher. Não havia nada a fazer e o velho começou a afiar a sua faca.
Mas a pequenina Havrochetchka percebeu o que se passava. Foi ao campo e lançou os braços ao pescoço da Malhada:
— Minha querida Malhada, querem matar-te! — chorou ela.
E a vaca respondeu:
— Não chores, minha querida, e faz o que te mando: depois de me matarem pega em todos os meus ossos, embrulha-os no teu lenço, enterra-os no jardim e rega-os todos os dias. Não comas pedaço algum da minha carne, e nunca te esqueças de mim.
O velho matou a vaca, e a pequenina Havrochetchka fez tudo tal qual a Malhada lhe ordenara. Estava cheia de fome mas não tocou na carne. Enterrou os ossos no jardim, e regou-os todos os dias.
Pouco tempo depois nascia uma esplêndida macieira nesse lugar: as suas maçãs eram redondas e sumarentas, e o mais espantoso de tudo é que os ramos eram de prata e as folhas de ouro! Todos os que por ali passavam paravam a olhar para ela e maravilhavam-se com tal prodígio.
Se passou muito tempo, se passou pouco, ninguém sabe dizer. Sabe-se apenas que um dia Um-Olho, Dois-Olhos e Três-Olhos estavam no jardim a passear, e logo aconteceu que nesse exacto momento passou por elas, num belo cavalo, um jovem muito elegante e muito rico. Vendo as maçãs tão apetitosas parou e disse de brincadeira às raparigas:
— De todas três, uma será minha esposa se me der um fruto dessa árvore maravilhosa!
As três irmãs correram até à árvore, cada uma tentando ser a primeira a apanhar uma maçã.
Mas as maçãs, que até então se encontravam nos ramos mais baixos, à mão de qualquer pessoa, ergueram-se de repente no ar, fora do alcance das mãos das três irmãs.
As três irmãs ainda tentaram sacudir os ramos, mas as folhas caíram em catadupas e cegaram-nas. Tentaram agarrar os ramos, mas os ramos enfiaram-se pelo seu cabelo e desfizeram-lhes as tranças. Por mais que se esforçassem e lutassem não conseguiram apanhar as maçãs, e cada vez ficavam mais feridas e arranhadas.
Então a pequenina Havrochetchka chegou junto da macieira, e logo os ramos se baixaram, e as maçãs caíram nas suas mãos. Ela deu uma maçã àquele belo jovem, e pouco tempo depois casava com ele.
Desde esse dia nunca mais conheceu a tristeza: viveu com o marido em boa saúde e grande alegria, enriquecendo de dia para dia…
Contos Tradicionais da Rússia
Lisboa, Edições Raduga, 1990
Do Clube de Contadores de Histórias
Projecto: Abrir as portas ao sonho e à reflexão
A pequenina Havrochetchka teve a infelicidade de viver com pessoas que pertenciam a este último grupo. Ela era órfã, e uma família recolheu-a mas apenas para a fazer trabalhar até mais não poder ser. A pequenina Havrochetchka fiava e tecia e fazia toda a lida da casa e tinha de responder por tudo.
A dona da casa tinha três filhas. A mais velha chamava-se Um-Olho, a do meio Dois-Olhos, e a mais nova Três-Olhos.
As três irmãs não faziam nada durante todo o dia: sentavam-se junto do portão a olhar quem passava, enquanto a pequenina Havrochetchka fiava e tecia para elas, sem nunca receber uma palavra de agradecimento.
Às vezes a pequenina Havrochetchka ia ao campo. Abraçava a vaca Malhada e contava-lhe todas as suas mágoas.
— Minha querida Malhada — dizia então. — Elas batem-me, e ralham-me, não me dão comida suficiente e ainda por cima proíbem-me de chorar! Para amanhã tenho de ter cinco fardos de linho fiado, tecido, branqueado e dobrado!
E a vaca respondia:
— Minha querida, basta que entres por uma das minhas orelhas e saias pela outra para que o teu trabalho fique pronto!
E o que a Malhada dizia, assim se cumpria. A pequenina Havrochetchka entrava por uma das orelhas da vaca e saía pela outra. E — maravilha das maravilhas! — ali estava o pano: tecido, branqueado e dobrado.
Então a pequenina Havrochetchka levava as peças de linho para casa e entregava-as à madrasta que olhava para elas, resmungava, e as escondia numa cómoda, dando-lhe logo mais trabalho para fazer.
E a pequenina Havrochetchka ia até junto da Malhada, abraçava-a, fazia-lhe festas, entrava por uma das suas orelhas e saía pela outra, agarrava no pano pronto e levava-o de novo à madrasta.
Um dia a velha chamou a filha Um-Olho e disse-lhe:
— Minha querida filha, minha encantadora filha, vai ver quem é que ajuda a órfã no seu trabalho. Descobre quem lhe fia o linho, quem lhe tece o pano e quem o enrola nas peças.
Um-Olho foi com a pequenina Havrochetchka ao campo, e foi com ela à floresta, mas esqueceu-se do que a mãe lhe tinha mandado fazer. Deitou-se no chão à torreira do sol, enquanto a pequenina Havrochetchka murmurava:
— Dorme, dorme, olhinho, dorme!
Um-Olho fechou o seu único olho e adormeceu. E enquanto ela dormia, a Malhada fiou, teceu, branqueou e dobrou o linho.
A madrasta ficou de novo sem saber nada, por isso chamou Dois-Olhos, a filha do meio, e disse-lhe:
— Minha querida filha, minha encantadora filha, vai ver quem é que ajuda a órfã no seu trabalho.
Dois-Olhos foi com a pequenina Havrochetchka, mas também ela se esqueceu do que a mãe lhe tinha mandado fazer. Deitou-se no chão, à torreira do sol, enquanto a pequenina Havrochetchka murmurava:
— Dorme, dorme, fecha um olho e fecha também o outro!
Dois-Olhos fechou os olhos e adormeceu. Enquanto dormiu, a Malhada fiou, teceu, branqueou e dobrou o linho.
A velha ficou muito zangada e, no terceiro dia, chamou Três-Olhos, a filha mais nova e ordenou-lhe que fosse com a pequenina Havrochetchka, a quem dera muito mais trabalho do que era habitual.
Três-Olhos brincou e saltou ao sol até que ficou tão cansada que se deixou cair no chão. E a pequenina Havrochetchka murmurou:
— Dorme, dorme! Fecha um olho e fecha também o outro!
Mas esqueceu-se completamente do terceiro olho.
E assim dois olhos adormeceram, mas o terceiro olhou à sua volta e viu tudo.
Viu a pequenina Havrochetchka entrar por uma das orelhas da vaca e sair pela outra, e viu-a pegar no tecido já pronto.
Três-Ohos chegou a casa e contou à mãe tudo o que tinha visto. A velha ficou doida de alegria. No dia seguinte foi ter com o marido e disse-lhe:
— Mata a vaca Malhada.
O velho ficou admirado e tentou chamá-la à razão.
— Ficaste louca, mulher? — disse ele.— Trata-se de uma óptima vaca e além disso ainda é muito nova.
— Mata-a e deixa-te de palavreado — insistiu a mulher. Não havia nada a fazer e o velho começou a afiar a sua faca.
Mas a pequenina Havrochetchka percebeu o que se passava. Foi ao campo e lançou os braços ao pescoço da Malhada:
— Minha querida Malhada, querem matar-te! — chorou ela.
E a vaca respondeu:
— Não chores, minha querida, e faz o que te mando: depois de me matarem pega em todos os meus ossos, embrulha-os no teu lenço, enterra-os no jardim e rega-os todos os dias. Não comas pedaço algum da minha carne, e nunca te esqueças de mim.
O velho matou a vaca, e a pequenina Havrochetchka fez tudo tal qual a Malhada lhe ordenara. Estava cheia de fome mas não tocou na carne. Enterrou os ossos no jardim, e regou-os todos os dias.
Pouco tempo depois nascia uma esplêndida macieira nesse lugar: as suas maçãs eram redondas e sumarentas, e o mais espantoso de tudo é que os ramos eram de prata e as folhas de ouro! Todos os que por ali passavam paravam a olhar para ela e maravilhavam-se com tal prodígio.
Se passou muito tempo, se passou pouco, ninguém sabe dizer. Sabe-se apenas que um dia Um-Olho, Dois-Olhos e Três-Olhos estavam no jardim a passear, e logo aconteceu que nesse exacto momento passou por elas, num belo cavalo, um jovem muito elegante e muito rico. Vendo as maçãs tão apetitosas parou e disse de brincadeira às raparigas:
— De todas três, uma será minha esposa se me der um fruto dessa árvore maravilhosa!
As três irmãs correram até à árvore, cada uma tentando ser a primeira a apanhar uma maçã.
Mas as maçãs, que até então se encontravam nos ramos mais baixos, à mão de qualquer pessoa, ergueram-se de repente no ar, fora do alcance das mãos das três irmãs.
As três irmãs ainda tentaram sacudir os ramos, mas as folhas caíram em catadupas e cegaram-nas. Tentaram agarrar os ramos, mas os ramos enfiaram-se pelo seu cabelo e desfizeram-lhes as tranças. Por mais que se esforçassem e lutassem não conseguiram apanhar as maçãs, e cada vez ficavam mais feridas e arranhadas.
Então a pequenina Havrochetchka chegou junto da macieira, e logo os ramos se baixaram, e as maçãs caíram nas suas mãos. Ela deu uma maçã àquele belo jovem, e pouco tempo depois casava com ele.
Desde esse dia nunca mais conheceu a tristeza: viveu com o marido em boa saúde e grande alegria, enriquecendo de dia para dia…
Contos Tradicionais da Rússia
Lisboa, Edições Raduga, 1990
Do Clube de Contadores de Histórias
Projecto: Abrir as portas ao sonho e à reflexão












